O homem e a mancha

O homem e a mancha

sábado, 20 de novembro de 2010

Sandra Dani- Memórias de uma grande atriz


Estou lendo o livro Sandra Dani- Memórias de uma grande atriz, editado pelo Porto Alegre em cena, e que constitui o primeiro volume da Coleção Gaúchos em cena, que trará, nas próximas edições, outros artistas que fazem a história do nosso teatro. O livro em questão foi construído a partir de entrevistas realizadas pelo jornalista Hélio Barcellos Jr., com edição de textos de Rodrigo Monteiro e Luciano Alabarse. A foto aí de cima é de um ensaio de Bodas de sangue, Fabrizio Gorziza, Sandra e eu fazendo cara de espanhóis. A Sandra é uma grande atriz, e já tive a oportunidade de dividir o palco com ela em três ocasiões: Os bacharéis (2005), Platão dois em um (2009) e Bodas de sangue; uma leitura dramática - O animal agonizante, em 2007 ; e um filme, Quase um tango..., de 2009. Em certa altura do livro, Sandra diz algo tão de acordo com minhas ideias que resolvi reproduzir aqui suas palavras, da página 90:
"[Um] texto tem de ser lido com nossos próprios olhos, com uma leitura tua, diferenciada. Porque não há como ler exatamente como o autor o escreveu. Uma encenação é que vai lhe dar significado, o porquê de montá-lo e escolhê-lo hoje, a maneira como ele responde às questões de nossa época, de que maneira ele te provoca para que aches respostas depois. Essa é outra questão. Não cabe ao teatro explicar coisa alguma. Cabe estimular, investigar, perguntar, incomodar bastante, até que a pessoa encontre suas respostas".

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