O homem e a mancha

O homem e a mancha

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A partida



O filme vencedor do último Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, A partida, está em cartaz em Porto Alegre, apenas no Guion Center. Produção japonesa, dirigida por Yojiro Takita, trata do choque e do fascínio sofrido por um violencelista que, ao ver a orquestra em que tocava ser dissolvida, tem que procurar um novo emprego, e acaba como funcionário de uma empresa especializada em "preparar" os cadáveres para o velório. Preparar, neste caso, significa lavar o corpo, vesti-lo com um tipo de quimono e maquiá-lo, para que o falecido pareça-se com o que era em vida, sem as marcas enfeiadoras da morte. Para quem assitiu a série norte-americana A sete palmos, já lançada em dvd no Brasil, em cinco temporadas, sabe que esse convívio diário com a morte pode render excelentes filmes. A partida é, também, um belo filme, na maior parte do tempo. Afora as reflexões sobre a morte, coisa que todos nós passaremos, a riqueza com que as relações entre as personagens se estabelecem é o maior destaque. Apenas alguns momentos em que o protagonista é apresentado com um tipo de humor excessivamente clownwsco destoam do restante. O humor é, sim, parte integrante do ritual da morte (nos velórios, muitas vezes, se ri muito), mas o filme tem seus momentos mais belos quando torna-se mais intimista, seja deixando transbordar a dor em lágrimas contidas, seja quando encontros inesperados acontecem entre as personagens. E, como acontece muito frequentemente nos filmes japoneses, o filme é muito bonito visualmente, com seus enquadramentos precisos, a luz e a cor do filme, a música. Quem puder, aproveite para assistir, porque são raros os filmes japoneses que chegam aos nossos cinemas.

sábado, 27 de junho de 2009

Maicons, Maicos e Thriller


A gente percebe o alcance popular de um artista, ou de uma personagem no imaginário coletivo, quando começam a pulular crianças com nomes como Simone (no começo dos anos 1970, a partir da novela Selva de pedra de Janete Clair, a mocinha interpretada por Regina Duarte) ou, mais contemporaneamente, a maldição dos Maicon e Maico. Não quero ser preconceituoso, mas é tanta criança e adolescente com um desses dois nomes, em uma grafia errada, com a pretensa homenagem para o genial Michael Jackson...
Sei que, em última análise, trata-se da devoção de pais que viveram sob a influência da (na maioria das vezes) magnífica música de Michael Jackson. Mas também não posso deixar de assinalar essa espécie de esperança de que o nome, um arremedo de estrangeirismo, dê ao recém nascido um destaque - ou um grau a mais de não sei o que - pelo fato de se chamar Washington, ou Suelen, ou Deivid, ou Maicon.
Michael Jackson morreu, e eu nunca esquecerei da primeira vez que assisti ao clipe de Thriller, em um domingo à noite, no Fantástico da Rede Globo. Pela primeira vez o insuperável vídeo dirigido por John Landis era apresentado no Brasil, na íntegra, com seus 14 minutos. Eu, naquela época já admirador de filmes de terror, fiquei absolutamente fascinado, como sou até hoje, pela junção perfeita entre música e imagens. Michael Jackson será, para sempre, parte da História.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O banquete de Zé Celso

Olha aí a divulgação do banquete do Zé Celso. Parece que as energias rolam pelo ar...

domingo, 21 de junho de 2009

Vila Chocolatão


Na foto acima, uma imagem da Vila Chocolatão. Hoje à tarde, dia 21 de junho, fiz algo completamente fora da minha rotina. Conheci a Vila Chocolatão, próxima ao Colégio Parobé. Desde 2002 tenho escrito textos teatrais para a oficina de montagem teatral que a Margarida ministra, semestralmente, na Cia. de Arte. Como é de praxe, os espetáculos resultantes da oficina estreiam nos meses de julho e dezembro, respectivamente. Neste primeiro semestre, escrevi o texto Pão com linguiça, para o grupo de 22 atores dirigidos por Margarida. A história se passa na vila que dá nome à peça, onde um grupo de personagens vive, com dificuldades, o dia-a-dia. Após uma chuva forte, a casa de alguns personagens é ameaçada pelo deslizamento de um barranco, e eles têm que sair dali às pressas, abrigando-se na casa de Teresinha, a matriarca de uma outra família. A partir daí desenvolve-se a trama, calcada muito mais em acontecimentos cotidianos do que em uma dramaturgia cheia de peripécias. Vê-se em cena o desenrolar de algumas horas na vida de 22 seres humanos, claro que com muito humor, que é a minha maneira particular de ver o mundo. Sempre insiro o riso no que escrevo, e, quando possível, também nos personagens que represento. Acredito realmente que o riso tem um poder de chegar nos espectadores de forma mais doce, provocando reflexão, sim, mas menos agressivamente. Não que o humor não deva subverter a ordem, pelo contrário: o humor é subversivo por essência, como já mostrava Aristófanes. Mas o que quero dizer é que o riso conscientiza, quando quer, de um jeito menos panfletário. Digo tudo isso não porque Pão com linguiça queira conscientizar alguém de algo. Ainda assim, nas figuras que desfilam pelo espetáculo, que estreará em julho, pode-se reconhecer alguns tipos que povoam nossas ruas. E a propósito: fomos eu, Margarida e os atores da peça à Vila Chocolatão, caracterizados como os personagens, para tirar fotos de divulgação. Conhecemos a vila por dentro, guiados pelo seu Luís, uma espécie de líder comunitário do lugar. Fomos bem recebidos, mas não posso deixar de mencionar a impressão de miséria que me deixou essa visita. O lugar é muito precário, muito sujo, o lixo está por tudo, e isso me deixa pensando por que a prefeitura de Porto Alegre não dá um jeito. As crianças nos rodeavam, ávidas por contato, por um olhar. Sujas, mas com sorrisos ainda brancos. Rir disso é difícil.

sábado, 20 de junho de 2009

"Alabarse não é McG"


Na foto acima, Margarida Leoni Peixoto e Rafael Ferrari, em cena de O banquete. Foto de Júlio Appel.
Aproveitando a pequena afirmação que dá título a este post, que encontrei no blog de um colega de teatro, quero falar sobre expectativas. O que são elas? São conceitos pré-estabelecidos em relação a determinado objeto, que nos fazem ansiar por vê-lo com nossos próprios olhos e produzir, finalmente, um conceito próprio. Ou: uma aposta que, muitas vezes, dada a imensa carga de informações ligada a determinado objeto, nos fazem usufrui-lo de maneira enviesada, ou seja, não isenta de preconceitos. Ou: espera ativa. Nos últimos dias, tenho tido a oportunidade de ler diferentes e incrivelmente conflituosas opiniões sobre o último projeto teatral de meu grande amigo e colega de teatro, Luciano Alabarse. E, podem acreditar, prezo a todas, independente de quão elogiosas ou não elas sejam. Opinião é algo que todos têm, em maior ou menor profundidade. Eu diria que até um cachorro vira-lata tem, se os cães fossem racionais. Mesmo assim, já vi cachorros que avançam em algumas pessoas, e em outras não, aparentemente sem um motivo muito claro. Será a tal da energia?
Agora, me perdoem a citação, que acredito ser necessária. Hans Robert Jauss, um teórico alemão que, principalmente nos anos 1970 trabalhou com a teoria da recepção a partir de Husserl, disseminou a expressão horizonte de expectativas. Quando temos contato com uma obra de arte, o nosso horizonte de expectativas é limitado pelo conhecimento prévio que temos sobre o tema e a forma dessa obra. A compreensão advinda dessa relação será diferente para cada pessoa, porque cada um de nós possui uma "bagagem cultural" diferente. Se, hipoteticamente, o flanelinha da sua rua ler Ulisses, de James Joyce, ele conseguirá apreender uma parcela bem pequena da complexidade que tem esse romance. Por outro lado, se alguém que se preparou com outras leituras para, aí então, chegar em Joyce, fruirá a obra e identificará um número muito maior de camadas de significado. Talvez o flanelinha se divirta com a "historinha" criada por Joyce, do perambular de Leopold Bloom pelas ruas de Dublin. Outro leitor, se deliciará com as citações e referências à cultura ocidental que encharcam as páginas de Ulisses.
Alabarse não é McG, porque Alabarse leu Platão em profundidade, e entregou um trabalho feito com todo o empenho artístico possível. McG não leu Platão (eu acho), mas viu com atenção O exterminador do futuro 1, 2 e 3, para entregar a sua requentada versão para o original do brilhante James Cameron, chamada de O exterminador do futuro- A salvação. Alabarse é um artista, McG é um operário da indústria do entretenimento. Alguns preferem uma obra de arte, outros preferem pipoca em película.

Alcibíades e Erixímaco

Eu e o grande Carlos Cunha Filho, em cena de O banquete, durante a temporada no Theatro São Pedro. Pra variar, a bela foto é de Júlio Appel.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Gaúchos no Porto Alegre em Cena

O 16º Festival Internacional de Teatro Porto Alegre em Cena, que este ano será realizado de 8 a 21 de setembro, anunciou os espetáculos locais que participarão desta edição. Serão dez trabalhos, entre teatro adulto, infantil e dança. A foto aí de cima, do meu espetáculo O médico à força, que foi um dos selecionados, é uma amostra da minha felicidade em fazer parte mais uma vez do mais importante festival de teatro do Brasil. Anteriormente, nós da Cia. de Teatro ao Quadrado participamos em 2005 - com Goela abaixo ou Por que tu não bebes? - e em 2007 - com Burgueses pequenos.
Mas vamos aos outros nove selecionados:
Marleni, O bairro, Teresa e o aquário, Mulheres fortes em corpos frágeis, A arca de Noé, Desvario, A vida sexual dos macacos, Ditos e malditos e O sobrado.
Parabéns a todos os espetáculos!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Antônio Hohlfeldt escreve sobre Platão dois em um

Alucinado Luciano
Para qualquer outro diretor que não Luciano Alabarse, em Porto Alegre, o anúncio de que se transporia para o teatro dois diálogos de Platão poderia parecer loucura. Conhecendo Alabarse, contudo, não se pode duvidar. E lá fomos assistir a Platão - Dois em um, título que, se é fiel à intenção - dois textos de Platão num só espetáculo - não o é quanto ao resultado: porque o trabalho todo envolveu uma tradução-adaptação livre de Donaldo Schüler, reconhecidamente um especialista em grego desde os velhos tempos de faculdade; as leituras platônicas de Lacan e, claro, a intervenção do próprio Luciano Alabarse. Ou seja, muito mais que dois...No cenário da primeira encenação, encontramos as advertências gregas tradicionais: a necessidade de conhecer-se a si mesmo e a medida. Não se pode dizer que Luciano Alabarse tenha seguido estas lições. Primeiro, porque, seguindo o jogo de palavras de Sócrates, presente no diálogo Górgias, o diretor aproveita o teatro para descobrir, para aprender e para provocar descobrimentos e ensinamentos junto aos espectadores, que se divertem com esta perspectiva lúdica do espetáculo, que diminui a eventual dificuldade dos silogismos e da demasiada abstração que o pensamento platônico nos coloca.Por outro lado, se a desmedida - pecado sempre tão condenado pelos gregos - não colocou em perigo o projeto de Alabarse na primeira encenação, certamente apresentou-se na segunda. E desequilibrou-a. Mas com que prazer todos seguimos uma e outra encenação, surpresos pelo ritmo extremamente marcado, cuidadosamente desenvolvido e meticulosamente seguido por cada um dos intérpretes, ao longo de todo o primeiro espetáculo - fazendo com que as elocuções soem sempre naturais, não parecendo terem sido decoradas, e sem qualquer erro de formulação por nenhum dos intérpretes! Isso é admirável, um quase milagre do teatro, que encanta a todos.Mas quando voltamos para a sala e se inicia o segundo trabalho, eis a surpresa! Mudança absoluta de tom. Quem é este diretor? Banda de rock, cantores pop, trajes contemporâneos (a contrastar com os de época da cena anterior), um texto irônico, provocativo, que se derrama pelas linhas e pelas entrelinhas, numa representação extrovertida e desbragada, que choca quando comparada com a contenção da encenação anterior. Fica-se surpreso, de boca aberta. Tudo o que era razão e intelecto no primeiro trabalho, aqui é sentido, sensação: Eros, definitivamente, encontrou na dupla Schüler/Alabarse (via Lacan) discípulos fiéis. Consequentemente, tudo o que, na primeira encenação, estava nos seus lugares, aqui desborda. A introdução, com a Helenista, é longa demais. Pior fica o final, depois da pretendida saída de Sócrates do recinto do "simpósio", quando Luiz Paulo Vasconcellos transmuta-se em um médico cuja figura, aliás, nem consta do programa. No primeiro trabalho, o rigor total. No segundo, rigor ainda maior, para poder "fingir" que existe improvisação. Sempre reconheci em Luciano Alabarse um diretor meticuloso, tanto de ator quanto de cena. Aqui, ele se esmerou nas duas perspectivas. O primeiro trabalho é perfeito. Marcelo Adams é um divertido (e gordinho) Sócrates. O texto às vezes é debochado, mas, de qualquer modo, respeitoso. No segundo texto, o Sócrates de Luiz Paulo Vasconcellos faz contraponto. Ele conduz as ações, abrindo espaço para a Helenista - uma às vezes demasiadamente forçada Vika Schabbach, mas sempre engraçada e criativa - tanto quanto para um brilhante Lutti Pereira como Agatão. José Baldissera se diverte como Aristófanes, e Carlos Cunha Filho é perfeito como o médico Erixímaco. Mas a grande surpresa da noite é Margarida Leoni Peixoto: juro que não sabia que ela cantava, e tão bem. Seu contraste com a entrada impetuosa de Sandra Dani, como Diotima, num dos momentos mais líricos do espetáculo, é inesquecível. Enfim, até nos erros o diretor acertou.O cenário de Sylvia Moreira, nos dois casos, cria os ambientes necessários: no primeiro, minimalista: parede e mesa. No segundo, espaço mais amplo para músicos, cantores e atores. Os figurinos de Rô Cortinhas atendem ao que foi pedido: aproximação de época, no primeiro momento, e trajes contemporâneos, chamativos, escandalosos, no segundo (aquele vermelho em Carlos Cunha Filho..., com os tênis, é antológico). A direção musical de Moysés Lopes, que integra os Meliantes sonoros, é absolutamente perfeita e divertida. As pinturas de Adalberto Almeida são engraçadas, até quando imitam, com pouca fidelidade, a maga desnuda. O desenho animado é engraçado.Luciano Alabarse, que cuidou da escolha da trilha sonora, dirigiu e produziu, atuou como um verdadeiro chef d'orchestre. Deve ter-se divertido à beça, porque o resultado evidencia paixão, envolvimento emocional e, sobretudo, profunda sensibilidade, mais que racionalidade. Às vezes, sente-se um voo cego do diretor, que o levou a águas profundas, mas sem deixá-lo naufragar. Eis aí um espetáculo, felizmente bem recebido pelo público, que tem lotado o teatro, a ser visto, obrigatoriamente. O que Luciano Alabarse queria, enquanto fidelidade a Platão, ele conseguiu: leva o espectador a pensar, divertindo-se.

sábado, 13 de junho de 2009

Crítica de Renato Mendonça - Platão dois em um

RENATO MENDONÇA
Não precisa ser grande filósofo para perceber qual é o grande ensinamento de Platão: Dois em Um, em cartaz até amanhã, no Theatro São Pedro: a lição é que existem dois Lucianos Alabarse em um. Depois de levar ao palco clássicos de Sófocles, Shakespeare e Eurípides, com encenações competentes mas que não se expunham a maiores ousadias estéticas, o diretor gaúcho voltou-se para Platão. A empreitada veio em dose dupla: Górgias, diálogos de Platão adaptados pelo próprio diretor, e O Banquete, uma reinvenção da obra do filósofo grego por conta de Donaldo Schüler. E apareceram os dois Alabarses. Górgias é cenicamente conservadora, limitada ao duelo verbal de Sócrates e convivas versando especialmente sobre o sofismo, ou a habilidade e técnica de usar as palavras sem ética. Brilham Marcelo Adams, Lutti Pereira e Marcos Contreras, como já era de se esperar. Apesar de algumas costuras que dramaturgicamente não funcionam entre os Diálogos, Górgias mobiliza a atenção, o engajamento e a indignação do público: como resistir à figura solitária e estoica de Sócrates vergastando os políticos? O Banquete, entretanto, marca a inauguração de um Alabarse carnavalizado, bem-humorado... e exagerado. A adaptação do texto é fundamental para definir o plano de voo do diretor. Schüler não se contenta em traduzir Platão: preocupado em provar a atualidade e a necessidade da cultura helênica, ele coloca em cena uma estudiosa dos antigos gregos que comenta, explica e participa dos debates. Alabarse também coloca seus convidados em cena: bailarinos que não se furtam a coreografias lascivas têm a ajuda de música ao vivo para reafirmar o clima de caos criativo que O Banquete - texto, evento e encenação - almeja. Agora, quem se destaca é Luiz Paulo Vasconcellos, Sandra Dani, Carlos Cunha Filho, Vika Schabbach (como a helenista), e novamente Adams, Contreras e Lutti. O Banquete acaba sendo a exposição das várias formas de se conhecer Eros e de se viver amor e sexo, e a própria encenação - errática, fragmentada, criativa e audaciosa - aponta o roteiro que um apaixonado deveria seguir. Alabarse não segue os conselhos gregos de temperança e equilíbrio. A inserção dos bailarinos e da música ao vivo, passado o impacto inicial, parece quase uma intromissão. Há também um papagaio em cena, que se mostra dispensável e apenas um foco a mais de atenção no já multifacetado Banquete. No meio de toda essa festa de arromba, Alabarse providencia pelo menos dois momentos antológicos, que se realizam justamente na singeleza. O primeiro, quando Sandra Dani brilha ao cantar com fé a épica Balada do Lado sem Luz, de Gilberto Gil. O segundo, quando Dani, no papel da sábia Diotima, ensina a Sócrates (Vasconcellos) que o amor e o desejo não cabem em conceitos estreitos como bem e mal. O detalhe é que Diotima explica isso manejando por trás os braços de Sócrates, transformado praticamente em marionete. Fica claro: é da paixão que vem o gesto, o movimento da mudança.No final do Banquete, é necessário saudar a estreia de Donaldo Schüler como dramaturgo (ainda que ele falhe em propor um clímax para fechar seu texto) e a afirmação de Luciano Alabarse como um diretor transgressor. Acima de tudo, Platão: Dois em Um celebra a coerência - Alabarse, Schüler e toda a equipe da peça deixam claro que não há melhor forma de falar da paixão que não com paixão. E com todos os eventuais exageros que os apaixonados cometem.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Júlio Appel, um fotógrafo brilhante











Júlio Appel, o autor das imagens que estão acima, todas do espetáculo Édipo, dirigido por Luciano Alabarse em 2008, é médico por profissão e fotógrafo por paixão. Vou deixar que as imagens clicadas por ele falem por si. A sensibilidade e o senso plástico dele me arrebatam. Para mim, é o melhor fotógrafo de teatro de Porto Alegre.