O homem e a mancha

O homem e a mancha

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano novo, vida nova: 10 anos de uma estreia

Há dez anos, em 5 de janeiro de 2001, estreava no Teatro Renascença o espetáculo Ano novo, vida nova, da inesquecível dramaturga, contista e tradutora Vera Karam (1959-2003). No elenco, composto por grandes artistas das artes cênicas gáuchas, e do qual eu tive o prazer de fazer parte, estavam Carlos Cunha Filho, Lurdes Eloy, Naiara Harry, Lila Vieira, Evandro Soldatelli, Geórgia Reck, Elaine Regina e Jefersonn Silveira. A direção de Decio Antunes, a cenografia de Félix Bressan, os figurinos de Alexandre Magalhães e Silva e a iluminação de João Castro Lima, além das participações especiais de Nelson Diniz e Luciana Éboli, como as vozes da telenovela que se ouvem durante a peça, construíam uma comédia mordaz sobre as relações de família em uma virada de Ano Novo. Sem dúvida é o melhor texto de Vera, premiado em primeiro lugar no Concurso de Dramaturgia Qorpo Santo. Tínhamos, coisa rara, plateias lotadas em todas as sessões que fazíamos: o público entrava profundamente na história, e o comum era haver aplausos em cena aberta quando eu dançava um tango com o Evandro (a foto acima mostra esse momento). Viajamos por várias cidades do interior do RS, e foi muito bom dar essa alegria à Vera, que se deliciava quando vinha nos cumprimentar ao fim da apresentação.
Estamos virando o ano novamente, e como Vera já desejava em seu título, espero que a vida nova, repleta de coisas boas, nos aguarde em 2011.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

David Lynch Top 5

David Lynch (1946) é um dos mais trangressores e inovadores cineastas de nossa época. Realizando verdadeiros quebra-cabeças linguísticos no cinema e na TV (revolucionou a TV norte-americana com a genial série Twin Peaks, em 1989-1990), Lynch prossegue, não com tanta frequência quanto eu gostaria, entregando grandes filmes para as plateias. Como já escrevi, Twin Peaks não entra nesta lista por ser feito para a TV, mas é um de meus preferidos. Os longas para cinema que mais gosto são:

O homem elefante (1980)


Veludo azul (1986)


Coração selvagem (1990)


História real (1999)


Cidade dos sonhos (2001)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Federico Fellini Top 5

Em 2010, o cineasta italiano Federico Fellini completaria 90 anos. É uma pena que ele, morrendo em 1993, nos tenha certamente privado de muitas belíssimas imagens e situações, que fizeram seu sobrenome virar adjetivo de produções oníricas e grandiosas. Fellini dirigiu cerca de 25 longas, e escolho os meus cinco preferidos:

Noites de Cabíria (1957)


8 1/2 (1963)


Amarcord (1973)


E la nave va (1983)

Ginger e Fred (1986)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Irmãos Coen Top 5

A dupla de irmãos cineastas realmente é memorável. Apesar de muitas vezes assumirem funções diferentes nos filmes que assinam juntos (Joel Coen mais frequentemente se responsabilizando pela direção, e Ethan Coen pelos roteiros), eles são indissociáveis e sempre pensamos como filmes dos Coen Brothers. Algumas das obras-primas que eles nos deram:


Arizona nunca mais (1987)


Barton Fink- Delírios de Hollywood (1991)


Fargo (1996)


Onde os fracos não têm vez (2007)


Um homem sério (2009)

Roman Polanski Top 5

Sem dúvida um dos maiores diretores de cinema vivos, Roman Polanski (nascido em Paris, em 1933, mas identificado como polonês por lá ter vivido sua infância e juventude) é um criador maldito desde 1977, quando foi acusado de manter relações sexuais com uma jovem norte-americana de 13 anos. Polanski jamais retornou aos EUA, onde vivia, e o restante de sua prolífica carreira foi desenvolvida na Europa. Difícil escolher apenas cinco, mas vamos lá:


A dança dos vampiros (1967)


O bebê de Rosemary (1968)


Macbeth (1971)


Chinatown (1974)


O pianista (2002)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Você vai conhecer o homem dos seus sonhos

Assisti ao mais recente filme de Woody Allen, de 2010, Você vai conhecer o homem dos seus sonhos. O título, aparentemente referindo-se apenas a um romance convencional, tem na ambiguidade de sua significação um de seus maiores méritos, e um tema que perpassa, de alguma forma, a história das principais personagens. O "tall dark stranger" do original pode se referir, também, à morte (naquela figura que faz parte do imaginário coletivo, como a Senhora com a Foice, vestida de negro, magra e alta), seja como fim da vida em si, seja como a morte de um relacionamento, ou talvez como um orgasmo (que os franceses chamam, metaforicamente, de "la petite mort", a pequena morte). O filme de Allen fala de relacionamentos desgastados; da busca pela juventude perdida; da crença mística em um mundo ordenado. Todos esses são temas que compõem o nosso mundo, encontráveis em cada esquina, ou em nós mesmos.
Woody Allen tem, dentro de sua vasta filmografia (quase 50 filmes dirigidos), algumas temáticas e formas que voltam à pauta, recorrentemente. Neste filme de 2010, Allen retoma a discussão moral de filmes como A outra (Another woman, 1988), Crimes e pecados (Crimes and misdemeanors, 1989), Match point (2005) e O sonho de Cassandra (Cassandra's dream, 2007). Dostoievskianamente falando (autor russo do qual Allen é grande admirador), a culpa e o fracasso rondam a história ambientada na Londres contemporânea. Melancólico muitas vezes, sem a preocupação em fazer rir com tanta frequência como em outros de seus filmes (mas isso acontece algumas vezes, sem dúvida), Você vai conhecer... é um filme que traz grandes méritos, principalmente pelo seu excelente elenco, composto por Naomi Watts, Gemma Jones, Anthony Hopkins, Josh Brolin, Pauline Collins e Antonio Banderas. Para mim, um dos melhores dos últimos anos.

sábado, 25 de dezembro de 2010

David Fincher Top 5

David Fincher é ainda um cineasta jovem, mas já nos deu alguns grandes filmes. Agora, com sua mais recente produção, A rede social (2010), em que tematiza a criação do Facebook, aparece nas listas dos melhores de 2010. Aí vão meus preferidos:

Seven- Os sete crimes capitais (1995)


Clube da luta (1999)


Zodíaco (2007)


O curioso caso de Benjamin Button (2008)


A rede social (2010)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

As cenas de 2010 que jamais esquecerei, por Renato Mendonça

Retirado do blog do Renato Mendonça (http://www.relatomendonca.tumblr.com/), que acompanho com muito prazer:
"Listo abaixo as “Seis ou Sete Melhores Cenas do Teatro Gaúcho em 2010”. Comigo é assim: à medida que o tempo passa, o todo da encenação vai se esvanecendo, mas restam brilhantes e inesquecíveis  algumas cenas, aquelas que realmente me tocaram.
Um exemplo: fui cobrir o Festival de Teatro de Curitiba em 1997, pouco depois de minha mãe morrer. Em Curitiba, eles têm o que chamam de Fringe – montagens fora da programação principal, destinadas ao front mais alternativo.  Olhei no jornal e vi que estava em cartaz “Cartas para Não Mandar”, uma montagem de Felipe Hirsch, estrelada por Guilherme Weber. A parceria de Hirsch e Weber só ganharia reconhecimento nacional em 2000, com “A Vida É Cheia de Som e Fúria”, mas o nome da peça me motivou – eu também devia ter dito coisas que nunca falei e ter mandado cartas que nunca mandei.
A encenação de “Cartas para Não Mandar” não podia ser mais despojada – Weber, uma cadeira, luz e emoção. Ainda era o rascunho do espetáculo final, mas fiquei absolutamente tocado e chorei na cena final, que se dissipava ao som da lírica “In My Life”, dos Beatles. Dessa cena, jamais esquecei – naquele momento, era a imagem certa, no momento certo, na dose certa.
Como as cenas de 2010 que enumero:
1 – Áurea Baptista dando o texto de Mario Benedetti em “Stand Up Drama”, aquele da mulher com rosto deformado. A performance foi tão poderosa que praticamente valeu a indicação de Áurea como melhor atriz. Ah: Áurea substituiu Margarida Leoni Peixoto, que também foi brilhante neste pequeno e inesquecível monólogo.
2 – O voo de Fábio Cunha, Aline Karpinski, Juliana Rutkowski e Iandra Cattani em “Hybris”. Depois de oprimir o público com paredes que se moviam, “Hybris” se transferia para a arquibancada do Hipódromo do Cristal, e o quarteto se lançava no espaço usando rappel, em uma afirmação categórica de liberdade individual.
3 – A cena em que o elenco de “Wonderland” apresenta a música-tema do espetáculo, em um clima de rigor técnico e levada de Broadway. Sem falar na impagável cena em que os vários gêneros de teatro de Porto Alegre são apresentados. Exuberância técnica + criatividade + irreverência = “Wonderland”.
4 – O sangue que escorre da cadeira em que o professor Marcelo Adams brutaliza a aluna Luisa Herter é o coroamento de uma jornada ao longo da incomunicabilidade, da violência e da opressão. Muito além da discussão sobre a maneira como a diretora Margarida Leoni Peixoto releu o texto de Eugène Ionesco “A Lição”, essa imagem (e o som do líquido escorrendo) representou o mal absoluto e inútil.  
5 – A utilização do arroz como principal elemento coreográfico em “O Osso de Mor Lam” rendeu a magnífica cena em que o pó se espalha pelo palco (e pela platéia, para desespero de alguns). Um achado: a poeira de arroz sublinha o esforço dos negros para se embranquecerem socialmente, mas exibe também como a forma de produção define a vida de todos nós, gruda na pele, violenta nossa personalidade.
6 – O jogo de amarelinha final entre os irmãos (Vinicius Meneguzzi e Sofia Ferreira) de “Agora Eu Era”. Uma imagem simples para explicar a complexidade da vida: nossa vocação e desafio é criarmos o desenho de nossa amarelinha. Somos nós que, inevitavelmente, traçamos os quadrados do jogo e definimos o que é Céu e Inferno. Houvesse um prêmio de Diretor Revelação, e João Pedro Madureira teria grandes chances de vencer – ainda em 2010, ele dirigiu o excelente “Parasitas”.
7 – Várias cenas de “Clube do Fracasso” entrariam na lista. A montagem do Teatro Rústico captura o público em uma armadilha habilidosa. Somos convidados a nos juntar a um clube de fracassados, mas o que se vê em cena é uma encenação e um desempenho do elenco brilhantes. O fato de não haver maiores recursos de produção é a provocação final: a mágica se faz apenas com as confissões, os corpos e os talentos dos atores. Será que eu não sou brilhante também?"

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O teatro de Ivo Bender ou Pondo pingos nos Ivos: uma análise dramatúrgica

2010 se encerra com mais uma excelente notícia: fui selecionado para receber uma bolsa de pesquisa concedida pelo Fumproarte, dentro do Concurso Décio Freitas, pelo meu projeto O teatro de Ivo Bender ou Pondo pingos nos Ivos: uma análise dramatúrgica. Como o título adianta, vou escrever um longo ensaio tendo como tema a obra teatral do maior dramaturgo gaúcho, Ivo Bender, autor de dezenas de peças teatrais, em uma exitosa e importantíssima carreira que completa 50 anos em 2011. Meu objetivo não é nem um pouco modesto, já que abarcarei todas as 35 peças do Ivo, trazendo um pouco mais de visibilidade a esse grande homem de teatro. O Concurso Décio Freitas contava com 72 projetos concorrentes, das mais diversas áreas, dos quais foram selecionados dez. Fico feliz em ter sido um dos contemplados, e ainda mais por poder trabalhar com uma personalidade fundamental do teatro gaúcho.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um errinho qualquer

Estou aproveitando a tranquilidade maior desse período de final de ano para ler algumas coisas que eu não conhecia, descobrir alguns autores novos e navegar pelo acervo da biblioteca explorando novidades. Sou sócio da boa biblioteca do Centro Municipal de Cultura há alguns anos, mas há uns dois não visitava seu acervo. Reativando meu cadastro, ontem, retirei três volumes e me surpreendi com o descuido linguístico, que pode ser visto na imagem acima: todos os livros mais recentes recebem esse carimbo, onde a palavra "Municipar" está grafada incorretamente. Creio que um erro assim, em uma biblioteca, toma proporções bem maiores: como é que o responsável por carimbar, manualmente, as centenas de livros, não percebeu a gafe? Fica bem chato, na minha opinião.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lindsay Gianuca no Mestrado!

A nossa querida Lindsay Gianuca foi aprovada no Mestrado em Artes Cênicas da UFRGS. Estamos muito felizes com essa notícia, e ainda mais por saber que o objeto da pesquisa dela será a obra da maravilhosa e criativa Zoé Degani, a cenógrafa mais parceira e competente do RS. Na foto aí de cima (foi a única que encontrei!), a Lindsay está sendo abraçada pelo cara de vermelho. Que a Lindsay sinta-se abraçada da mesma forma, como se eu ali estivesse, parabenizando essa excelente perspectiva que se abre a partir de agora. Parabéns Lindsay!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Castanha é Lady Gaga



João Carlos Castanha recebe hoje o Prêmio Açorianos especial pelo conjunto de sua carreira. Aqui está ele, dando uma de Lady Gaga. Parabéns, Castanha!

Os famosos e os duendes da morte

Um longa metragem brasileiro com jeito de filme do mundo, assim é Os famosos e os duendes da morte, estreia em longas do cineasta paulista Esmir Filho, que ainda não completou 30 anos e já mostra uma maturidade fílmica e uma sensibilidade estupendas. Esmir rodou seu filme no interior do Rio Grande do Sul, com elenco gaúcho, obtendo um resultado estranhíssimo, e por isso mesmo perturbadoramente belo. Lembra o cinema de Gus van Sant (Elefante e Paranoid park), e tantos outros exemplares de histórias que falam de adolescentes desesperançados e entediados com o desenrolar sem novidades de suas existências, em um lugar em que pouca coisa acontece: apenas a Festa Junina anual e os sucessivos suícídios dos moradores, que se jogam da ponte de ferro da cidade, para encerrar a angústia nas águas do rio que corre, interminável.
Um filme brumoso, cheio de silêncios e, paradoxalmente, repleto de sonoridades surpreendentes. O elenco, excelente, esbanja naturalidade, e mesmo os adolescentes, que são em maior número no filme, mostram pleno domínio. Destaques para Áurea Baptista, que interpreta a mãe do protagonista, e para Henrique Larré, preciso e comovente como o protagonista. O filme é baseado no livro homônimo de Ismael Caneppele, que atua no filme no papel de um misterioso jovem envolvido com alguns acontecimentos-chave da história.

Blake Edwards Top 5

Morreu o cineasta norte-americano Blake Edwards (1922-2010), um dos maiores diretores de comédias cinematográficas. Casado com a atriz Julie Andrews, a quem dirigiu várias vezes, Edwards é o responsável por alguns dos momentos mais hilariantes do cinema. Eis meus cinco preferidos:

Bonequinha de luxo (1961)


A pantera cor-de-rosa (1963)


Um convidado bem trapalhão (1968)


A vingança da pantera cor-de-rosa (1978)


Victor ou Victoria (1982)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

As cartas marcadas ou Os assassinos

Hoje acontece a leitura dramática da primeira peça escrita por Ivo Bender, em 1961: As cartas marcadas ou Os assassinos. Com direção minha, que também integro o elenco ao lado de Margarida Leoni Peixoto, Donatto Oliveira, Marcello d'Azevedo, Claudia Lewis, Daiana Pupe, Joice Rossato e Marina Bassanesi, o evento é uma homenagem do Teatro da Arena ao Ivo, dentro do projeto Dramaturgia em debate. Às 19 horas, com entrada franca.
A foto acima é de uma montagem da peça, de 2003, que fizemos quando éramos alunos do DAD, com direção do Rodrigo Ruiz. Eu intepretava o burguês Álvaro Ruperstein, e Margarida sua esposa entediada, Rosário Ruperstein.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mães & Sogras na Feevale

Mães & Sogras vai se apresentar nesta segunda-feira, 13 de dezembro, na Feevale, em Novo Hamburgo. Depois de várias temporadas durante o ano, o espetáculo baseado no delicioso texto de Leandro Sarmatz (que foi simplesmente ignorado pela comissão do Prêmio Açorianos, o que considero bastante injusto) se apresenta novamente. A peça, dirigida por mim e com Margarida Leoni Peixoto, Naiara Harry, Carla Gasperin, Luísa Herter e Eduardo Steinmetz trata, entre outras coisas, do quanto o amor pode ser prejudicial, quando em excesso. O espetáculo é uma comédia dramática de grande alcance emocional, passando do riso à comoção com sutileza. Às 20 horas, com ingressos entre R$ 5 e R$ 10.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Osório

Estou ministrando mais uma Oficina de Análise e Interpretação do Texto Teatral, desta vez na cidade de Osório, depois de ter passado por Gravataí, Caxias do Sul e Rosário do Sul. Esta última edição da oficina, coordenada pelo Ieacen e promovida pela Funarte, será uma pequena maratona: darei aulas sábados e domingos pela manhã e tarde, voltando para Porto Alegre e apresentando A LIÇÃO à noite. Hoje, amanhã e dias 18 e 19 próximos. Volto à cidade de Osório depois de três anos: a última vez que lá estive foi em 2007, para gravar cenas do longa metragem A última estrada da praia, dirigido pelo Fabiano de Souza, um road movie rodado em grande parte no litoral gaúcho. A imagem acima é o símbolo da cidade: o grandioso Parque Eólico.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Teorize você também 1

Talvez esta seja a primeira de uma série de teorias por correspondência. Talvez seja a única.




Os cariocas costumam aplaudir o por do sol todos os dias ao entardecer. Essa atitude, aparentemente poética, se justifica pela formação cultural dos fluminenses em geral, que sentem uma irresistível atração pela repetição, já que o sol se põe de forma exatamente igual todos os dias. Para ratificar, basta ver o sucesso das telenovelas no Rio de Janeiro, bem como dos Teletubbies, que dominaram o estado inteiro, e cujo bordão "De novo! De novo!" é a representação exata do sentimento regional. Proximamente, espera-se que mais e mais peças de autores do Teatro do Absurdo sejam montadas por lá, para aprofundar ainda mais, e de forma artisticamente elevada, a paixão desse povo pela repetição.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A LIÇÃO: 2 indicações no Prêmio Açorianos de Teatro

A LIÇÃO, o mais recente espetáculo da Cia. de Teatro ao Quadrado, recebeu duas indicações no Prêmio Açorianos de Teatro: Melhor Ator (Marcelo Adams) e Melhor Atriz Coadjuvante (Luísa Herter). Discordâncias à parte, referentes a outras categorias e espetáculos, estamos felizes pelo reconhecimento. E ainda há oportunidade de assistir ao nosso trabalho, no Teatro de Arena, sextas, sábados e domingos às 20 horas, até 19 de dezembro.

Pelos meandros kafkianos

Estreia hoje, no Teatro do Centro Cultural Cia. de Arte (Andradas, 1780), BOLE BOLE ROCAMBOLE, trabalho de conclusão da Oficina de Montagem da Cia. de Teatro ao Quadrado, com direção de Margarida Leoni Peixoto. Durante quatro meses, os quinze alunos-atores trabalharam com um universo fascinante: o do non sense. Escrevi o texto da peça como uma homenagem ao estilo de Franz Kafka, em obras como O castelo, A metamorfose e O processo. Karina é uma jovem acusada de um crime que ignora qual seja. Em busca de respostas, ela parte por uma espécie de odisseia para descobri o que de fato está acontecendo, encontrando personagens excêntricas e bizarras, sempre com muito humor.
Apenas dias 7, 8 e 9 de dezembro, às 20 horas.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bastidores do teatro Top 5

Volta e meia é feito algum filme que tem como temática o mundo do teatro. Lembrei de alguns bem interessantes:
Fatalidade (1947)


A malvada (1950)


Pavor nos bastidores (1950)


Impróprio para menores (1992)


Tiros sobre a Broadway (1994)