O homem e a mancha

O homem e a mancha

segunda-feira, 29 de abril de 2013

8, 18, 28, 38...

Espero chegar aos 85 anos (a idade que meu pai tem, hoje). Mas tem aquela frase famosa, que meio que coloca dois extremos na vida de uma pessoa ("dos 8 aos 80 anos"). Aliás, essa expressão foi criada em um contexto publicitário, por um empresário americano do ramo do cinema, nas primeiras décadas do século XX, pensando em como atingir o maior número de espectadores para os filmes com os quais trabalhava. Parece que o conceito deu certo pra ele. Olhando algumas fotos antigas (algumas não tão antigas), encontrei imagens minhas aos 8 anos, aos 18, aos 28 e aos 38. Resolvi juntá-las em uma mesma postagem.
Aos 8 anos, não suspeitava eu que em alguns anos seria artista. A vontade de criar mundos imaginários e brincar de ser outras pessoas já existia. Minhas historinhas de mistério, que a essa altura da vida eu já compunha em cadernos pautados, me davam muito prazer, e tomavam grande parte do meu tempo "de brincar". Aos 18 anos, a necessidade de escolher uma profissão e uma atividade remunerada me levou para o cinema (pelo menos gosto de pensar assim: trabalhei em uma videolocadora bem completa que existiu, há anos, no Shopping João Pessoa, em Porto Alegre). Alguns anos depois estava eu também do lado de lá da câmera, desta vez como ator. Voltas da vida. Aos 28 anos, já formado ("Bacharel em Artes Cênicas- Habilitação: Interpretação Teatral" é o que está escrito no primeiro diploma de curso superior que recebi), eu já decidira o meu caminho: aquele que estou trilhando e no meu qual me vejo atuando com os mesmos 85 anos que tem meu pai (me concedo três anos a mais: quero os 88, por uma questão de simetria).
 
Aos 8 anos,
no quintal de casa
 

Aos 18 anos,
me formando no 2º grau, no Colégio Protásio Alves
 

Aos 28 anos,
caracterizado como Filipe, do espetáculo A ronda do lobo- 1826
 

Aos 38 anos,
preparando-me para  sessão de fotos do espetáculo Artimanhas de Scapino

domingo, 21 de abril de 2013

MEMÓRIAS DE UM ASSASSINO: mais um excelente filme sul coreano

 
O cineasta sul coreano Joon-ho Bong já havia me conquistado com dois outros ótimos longas, com roteiros incríveis, de surpreendente originalidade. Em O hospedeiro (2006), um monstro criado a partir de mutações genéticas aterrorizava as águas de um rio na Coreia. Um filme de terror de monstro, sim, mas superior a qualquer Anaconda ou Alligator americano, em todos os sentidos: os efeitos especiais eram maravilhosamente convincentes, e os momentos de suspense de alto teor tensionante.

Outro grande filme de Joon-ho Bong é Mother- A busca pela verdade (2009), em que uma mãe faz de tudo para encontrar um assassino de uma garota, para libertar seu filho que é acusado pelo crime. Emocionante.

Acabei assistindo por último um filme mais antigo de Joon-ho, Memórias de um assassino (2003), que é baseado em fatos reais, sobre o primeiro serial killer que matou várias mulheres na Coreia de 1986. O filme tem aquele típico ponto de vista já reproduzido em N policiais norte-americanos: o processo de investigação dos crimes de dentro de uma delegacia em uma cidadezinha coreana. Há policiais incompetentes mas de bom coração (às vezes) e o policial que vem de fora, o sabido, que vai fazer com que pistas relevantes sejam descobertas. Parece mais do mesmo, mas a maneira pela qual o cineasta filma esse gênero vai além do lugar comum, auxiliado pelos excelentes atores e uma fotografia de primeira. Vale muito a pena saber que nem só os americanos fazem bons filmes de investigação.