O homem e a mancha

O homem e a mancha

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cinco maneiras de fechar os olhos: segunda diária



Hoje filmei mais algumas cenas do longa Cinco maneiras de fechar os olhos, produção do curso de Produção Audiovisual da PUCRS. As tomadas de hoje foram feitas no Cine-Theatro Ipiranga, que no filme representa a boate onde o personagem do ator Carlos Paixão (juiz de Direito de dia e transformista à noite) se apresenta, dublando cantoras. O visual do lugar é uma homenagem ao filme Cidade dos sonhos, do David Lynch (lembram a cena passada no Clube Silencio?). Tá ficando bonito!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ifigênia em Áulis + Agamenon: a estreia está próxima

A foto de divulgação aí de cima foi feita há vários meses, e já não tem a ver com o nosso visual atual, pronto para a estreia em 5 de maio, no Theatro São Pedro (aquele bigode que eu ostento é do Professor de A LIÇÃO).
Mas o elenco se mantém: Vika Schabbach (Clitemnestra), Fabrizio Gorziza (Aquiles), Fernanda Petit (Ifigênia) e eu (Agamenon), mais outros 18 atores, nos preparamos para essa grande encenação dirigida por Luciano Alabarse, em que o texto base é o de Eurípides, mas onde há espaço para fragmentos de Ésquilo (Agamenon) e de As troianas, também de Eurípides.
Ingressos já estão à venda na bilheteria do Theatro São Pedro (http://www.teatrosaopedro.com.br/).
Apenas quatro apresentações, dias 5, 6, 7 e 8 de maio.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A CÃOFUSÃO na Páscoa!


Dias 23 e 24 de abril, neste sábado e domingo, são as últimas oportunidades para assistir o maior sucesso do teatro infantil dos últimos anos. Grande produção, abençoada com o melhor de cada membro da equipe, da qual tenho o prazer e a honra de fazer parte, como dramaturgo.
O vídeo aí de cima mostra um momento do espetáculo, o número musical criado a partir da letra da canção que escrevi, "Lady's lament". Lindo.
Teatro Renascença, sábado e domingo às 16 horas.

Incêndios

O filme franco-canadense Incêndios (Incendies, 2010) concorreu na última edição do Oscar à categoria de Melhor Filme Estrangeiro, perdendo para o dinamarquês Em um mundo melhor. No entanto, a produção dirigida por Denis Villeneuve seria dignamente premiada se levasse a estatueta: as qualidades do filme são muitas, praticamente obliterando uma pequena falha de verossimilhança na história.
Baseado na peça teatral de Wajdi Mouawad, o filme lembra a estrutura de uma tragédia grega, fazendo várias citações de eventos encontráveis em obras de Ésquilo, Sófocles e Eurípides, entre elas o famoso reconhecimento (que existe em peças como Coéforas e Electra, além da Odisseia, a grandiosa epopeia de Homero). Também se percebem ecos de tragédias euripidianas como As troianas e Hécuba. Porém, a mais profunda das homenagens é mesmo a Édipo rei, de Sófocles, considerada por Aristóteles a mais perfeita das tragédias.
Para não estragar as surpresas, basta dizer que a história leva um casal de gêmeos ao Oriente Médio, em busca do pai e de um irmão desconhecido. A trama é entremeada por flash backs que mostram a peregrinação da mãe dos gêmeos em busca de um filho, em meio a terríveis atrocidades provocadas pela insana guerra santa entre católicos e palestinos.
Um filme lindo, com direito a trilha sonora de Radiohead. Não dá pra perder.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

6º Encontro de Pesquisa em Arte

Como professor do curso de Teatro- Licenciatura da UERGS, vou participar desse evento, na modalidade intitulada Encontro com professor, no dia 16 de junho, das 19h às 21h, na sede da Fundarte, em Montenegro. As informações estão todas nos folders acima.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Happy birthday too late?


Semana passada fizemos uma comemoração diferente, a partir de uma ideia do Clóvis Massa: comemoramos dois aniversários atrasados. No dia 24 de janeiro o Clóvis completou mais um ano, mas estava viajando e não pudemos comemorar juntos. A Margarida aniversariou em 30 de março: houve comemoração, mas festa nunca é demais. Portanto nos reunimos, com a presença da Shirley Rosário e da Gisela Habeyche, e passamos uma noite super divertida na casa do Clóvis e do José.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O gesto e a imaginação criadora

Imperdível essa oportunidade de trabalhar técnicas de Michael Chekov. O melhor é que o workshop funcionará também como seleção para o espetáculo que estreará no segundo semestre no Teatro de Arena, com direção de Clóvis Massa, a partir do texto do dramaturgo alemão Heinrich von Kleist, A bilha quebrada.
Informações e inscrições pelo e-mail bilhaquebrada@yahoo.com.br

domingo, 17 de abril de 2011

Cinco maneiras de fechar os olhos: primeira diária



O filme se chama CINCO MANEIRAS DE FECHAR OS OLHOS, e é por isso que apareço na foto lá de cima com os olhos cerrados, como uma homenagem ao longa produzido pela PUCRS, com equipe formada inteiramente por alunos do curso de Produção Audiovisual. A direção das minhas cenas ficou a cargo de Abel Roland e Emiliano Cunha.
Contracenando com este que vos escreve, o perfeccionista ator Carlos Paixão, que já vi várias vezes nos palcos, e que agora divide comigo uma das cenas mais interessantes do roteiro do filme: em um plano-sequência de cerca de 3'40'', conto uma fábula infantil com final sanguinário (que envolve raposas, coelhos e um lobo) enquanto a câmera se aproxima cada vez mais do meu rosto, até um big close-up. Deve ter ficado lindo. A locação escolhida foi o tradicional Bar Odeon, na Rua Andrade Neves, Centro de Porto Alegre.
Sigo filmando nas próximas semanas, e trago mais novidades dos sets.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A CÃOFUSÃO por Antônio Hohlfeldt


Antonio Hohlfeldt escreveu uma crítica de A CÃOFUSÃO no Jornal do Comércio. Fico feliz com a boa leitura que Hohlfeldt fez, mas como autor tenho que colocar meu ponto de vista e fazer a defesa daquilo que ele considerou "artificioso": a cena em que o herói da peça, o cão Malandro, luta contra o rato Iago, defendendo o bebê. A inserção dessa breve situação na dramaturgia - que não dura mais do que 3 minutos - deve-se à necessidade de reforçar o caráter corajoso e valente do herói perante Lady, seu par amoroso e, consequentemente, perante a plateia de crianças, a quem se dirige a peça. Caracterizando o herói com qualidades elevadas, reforçamos a naturalidade da aceitação do "diferente" por parte de Lady, já que os protagonistas vêm de estratos sociais distintos. Meu texto não é perfeito, não tenho essa pretensão, mas acredito que algumas escolhas (e essa é uma delas) são intrínsecas à temática que procurei desenvolver.
Como Hohlfeldt escreve sou dramaturgo estreante, mas apenas em teatro infantil (escrevi A CÃOFUSÃO há quase dez anos), mas em teatro adulto já contabilizo cerca de 12 peças encenadas, todas dirigidas pela Margarida, minha mulher, nas nossas oficinas de montagem de espetáculo. Escrevo duas peças por ano, e neste momento finalizo o texto da comédia PLAZA XAVANTES, que estreará dia 15 de julho, com a atual turma da oficina, formada por 16 alunos.
Outra correção que faço à crítica do meu ex-professor é a grafia incorreta do sobrenome da Lúcia Bendati - escreve-se com um T só!

Dupla estreia, agrada e diverte
Uma dupla estreia marca a temporada da peça infantil A cãofusão - Uma aventura legal pra cachorro. De um lado, o ator e diretor Marcelo Adams torna-se dramaturgo. De outro lado, a atriz Lúcia Bendatti transforma-se em diretora. Ambos, com bons resultados em sua troca de funções.

A cãofusão é uma divertida história de uma cadelinha chique, Lady, que se encontra com um cachorro vira-lata, Malandro. Marcelo Adams optou pela forma do musical, que é sempre difícil, porque exige maior preparo dos intérpretes. Neste caso, a parceria com Lucia Bendatti resultou positivamente, porque a equipe formada deu conta do recado: a trilha sonora de Álvaro RosaCosta, a preparação musical de Simone Rasslan, a coreografia de Larissa Sanguiné, a cenografia simples e sugestiva de Zoé Degani  e os figurinos de Cláudio Benevenga e Zélia Mariah permitiram um espetáculo movimentado, alegre, bonito e bem acabado. Sente-se que a equipe fez teatro para crianças com seriedade, respeitando-as e procurando realizar um trabalho com seriedade. Deu muito certo.

Lucia Bendatti vem de uma boa escola, a de Ronald Radde do Teatro Novo. Levou parte da equipe que mais recentemente trabalha naquele grupo para a sua produção. Não se arrependeu, por certo. O elenco, formado por Cassiano Fraga, Daniel Colin, Denis Gosch, Fernanda Petit, Letícia Paranhos, Patrícia Soso e Ricardo Zigomático mostrou competência, sentido de coletivo e dedicação, sem jamais perder suas individualidades. Assim, Denis Gosch é impagável e sempre arranca gargalhadas quando entra em cena, especialmente como o rato Iago. Cassiano Fraga é uma engraçadíssima galinha; Letícia Paranhos, como Crista, e depois em diferentes momentos, chama a atenção; Ricardo Zigomático e Fernanda Petit, como os heróis da trama, cumprem perfeitamente seus papéis e encantam aos pequenos da plateia.

O elenco se desdobra em diferentes tipos, mas o trabalho ganha maior plenitude quando todos eles formam o conjunto coreográfico do circo ou do coro. Larissa Sanguiné foi muito feliz nas suas coreografias, e Lúcia Bendatti teve um extraordinário senso de bom humor, que diverte e sensibiliza, por vezes permitindo comentários parodísticos que os adultos entendem, mais que as crianças, mas que não truncam a comunicabilidade com os pequenos e garantem um diálogo mais direto com os maiores.

O uso do play back para a trilha sonora é uma medida de precaução, mas quase desnecessária: todo o elenco canta bem, dança bem e mantém excelente dicção, o que torna todo o espetáculo audível e totalmente compreensível.

A peça ultrapassa a hora cheia convencional de duração. Mas não por isso, e sim por desnecessário, acho que
Marcelo Adams deve rever em seguida seu texto. Ele refere a tradição dos desenhos animados de Disney em torno de personagens-cães, e de certo modo acaba caindo na armadilha, sem necessidade. Toda a sequência em que Malandro vai em busca de Lady e termina salvando a criança no berço, quando a mesma vai ser atacada pelo rato Bóris, é absolutamente artificiosa, não reflete no conjunto do enredo e evidencia uma referência gratuita ao filme “A dama e o vagabundo”, que desmerece a qualidade de tudo o mais que o texto realiza. Além de tudo, o corte desta passagem por certo vai colocar a encenação dentro do tempo normal do espetáculo para crianças, repito, sem qualquer prejuízo para a obra, pelo contrário, valorizando-a, porque lhe dá maior unidade. Basta um pequeno acerto que permita encaminhar a questão dos ferimentos de Malandro, se for o caso.

No mais, trata-se de um desses bons momentos do teatro gaúcho e do teatro dirigido às crianças. Mostra, uma vez mais, a seriedade e a competência de Marcelo Adams e a boa compreensão do que seja teatro, por parte de Lúcia Bendatti.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Que banquete canino!!!

O texto abaixo foi postado por Karen Monteiro em seu delicioso blog Comida fala (http://www.comidafala.blogspot.com/), onde analisa espetáculos e filmes sob a ótica da comida. Olha só o que ela percebeu de A CÃOFUSÃO:

A CÃOFUSÃO- UMA AVENTURA LEGAL PRA CACHORRO...QUE BANQUETE CANINO!!!
"Gente, imperdível a peça de teatro infantil de Marcelo Adams, dirigido por Lúcia Bendati. Não deixe de ir! Eu não levei criança... risos... só "a minha criança interior" que insiste em permanecer comigo... GRAÇAS A DEUS!!!
Trata-se de um musical que além de cães... tem galinhas e ratos... risos... como deixar de ir.. eu que amei CATS... surtava vendo e revendo  A Dama e o Vagabundo... e sempre achei o Mickey um rato muito limpinho?! risos muitos... adoro as sutilezas dos textos de Adams...
Malandro é um cachorro que adora "virar latas"... "come em restaurantes".... risos... mas no "lado de fora"... "furta o osso" de Bóris (atuação maravilhosa de Daniel Colin) ao convencê-lo que está obeso e deve trocar o osso por ração... não comer cachorro... o "quente"... risos... assim o velho Bóris poderá ter alguma chance com a poodle Brigith.... risos...
Malandro se apaixona por Lady... Par romântico não pode faltar, nem mesmo no mundo animal... com direito à lua e tudo mais...
Lady... não é das "ruas".... ela só come ração... tem dona ( mas a dona não lhe dá atenção, pois acabou de "ganhar filhote"... risos...)... nunca tinha comido da lata de lixo até conhecer o Malandro... A atuação de Fernanda Petit é simplesmente fantástica!!! Deu um show!!!
E a carrocinha... o "homem da carrocinha"... "viajei no tempo" e lembrei o quanto eu sofria quando eles pegavam algum dos cães de rua que alimentávamos... como eu chorava...
O rato come de tudo... mortadela estragada.. verduras amarelas... bolachas velhas... ADEUS IMAGEM DISNEY DE MICKEY...  que personagem interessante...



E as galinhas Crista (que vira uma  penosa POPOPODEROSA... uma galinha ninja... que salva os cães do " homem da carrocinha") e Moela.... trazem a discussão, de forma mais contundente, o dilema LIBERDADE X COMIDA GARANTIDA... as ruas ou o "aviário"... procurar desesperadamente por minhoca (comida "natural" de galinha, neh gente...) ou ficar só engordando no aviário... SENSACIONAL...
O personagem Malandro tb traz essa relação entre A LIBERDADE DAS RUAS X A GARANTIA DE COMIDA DADA PELO DONO...
Tô dizendo... não deixe de ir... não suficiente a equipe do espetáculo "apoia incondicionalmente a adoção de animais abandonados"!

domingo, 10 de abril de 2011

A CÃOFUSÃO: não canso de assistir!




Segue no Teatro Renascença, até 24 de abril, sábados e domingos às 16 horas, um dos mais lindos espetáculos de teatro infantil a que já assisti. Me sinto como um pai coruja, feliz pela beleza, inteligência e sagacidade do filho. E tudo começou comigo em frente a uma tela branca de computador...
É lindo ver que teatro, quando bem feito, tem o poder de tornar o mundo mais bonito.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre

Estarei me apresentando durante o 3º Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre, com o espetáculo Sacra folia, um auto de Natal bem brasileiro, do dramaturgo Luís Alberto de Abreu. A peça existe desde 2002 e é uma produção da Cia. Stravaganza com direção de Adriane Mottola, que conta, com bastante humor, uma versão brasileira do nascimento de Jesus. Na foto acima, eu me maquio para encarnar o Anjo Gabriel da história.
As apresentações serão nos dias:
8 de abril, sexta-feira, às 17h30min na Rua dos Andradas, esquina Uruguai
9 de abril, sábado, às 16h30min, na Lomba do Pinheiro
10 de abril, domingo, ao meio-dia, no Parque da Redenção

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ifigênia em Áulis + Agamenon


Taí o cartaz de divulgação da minha nova peça como ator.

PÁRIS RAPTOU HELENA E A LEVOU PARA TROIA.
OS GREGOS PROMETEM UMA VINGANÇA ASSUSTADORA.
MIL NAVIOS ESPERAM NA PRAIA, PARADOS, QUE SOPREM VENTOS FAVORÁVEIS À INVASÃO.
A DEUSA ÁRTEMIS EXIGE O SACRIFÍCIO DE IFIGÊNIA, FILHA DO GENERAL AGAMENON.
A GUERRA DE TROIA VAI COMEÇAR.
UM POVO SAQUEADO, UMA NAÇÃO INVADIDA, UM TEMPO DE GUERRA.
ALGUMA SEMELHANÇA COM OS DIAS DE HOJE?

VENHA CONFERIR NO TEATRO.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Associação dos Amigos do Teatro de Arena de Porto Alegre

A foto acima foi feita na noite de hoje, quando se reuniu parte da diretoria da recém reativada Associação dos Amigos do Teatro de Arena de Porto Alegre, sociedade civil sem fins lucrativos que tem como objetivo promover ações que convertam em melhorias para o nosso querido Teatro de Arena.
Na imagem vê-se, sentados, Câncio Vargas, Jairo de Andrade, Hamilton Braga, Marcelo Adams e Olívio Dutra. De pé, a Fernanda Stürmer e a Evelise Mendes, que fazem ou fizeram parte da equipe do Arena, e também se dispõem a contribui para a força da AATAPA.
Foi com muita satisfação que recebi o convite do Hamilton para fazer parte desse grupo, que ainda conta com Cida Herok, Zezo Vargas, Viviane Juguero, Mauro Soares, Jessé Oliveira, Marlise Damine (a atual diretora do Arena), e novos nomes que certamente se incorporarão a esses.
Estar ao lado de Jairo de Andrade, fundador desse inestimável espaço da cultura no ano de 1967, além de Câncio Vargas e do Hamilton, que também fazem parte dos primórdios do teatro, é muito gratificante. E Olívio Dutra, um dos grandes nomes da política não só gaúcha, mas brasileira, que não poderia ser mais gentil e mostrou-se muito interessado em contribuir para a grandeza do Arena.
Em breve vamos organizar uma campanha para obter novos amigos-associados para o Arena. É fundamental manter viva, saudável e inquieta essa casa de espetáculos que muito orgulha os artistas locais.


sábado, 2 de abril de 2011

A CÃOFUSÃO estreia hoje!



2 a 24 de abril
sábados e domingos
16 horas
Teatro Renascença
(Av. Erico Veríssimo, 307)