O homem e a mancha

O homem e a mancha

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Última semana de MÃES & SOGRAS

Última semana para conferir MÃES & SOGRAS, em sua última temporada do ano. Apenas dias 3, 4 e 5 de setembro no Teatro de Câmara Túlio Piva. Nossa peça, que encerra sua quarta temporada afinada como nunca, traz uma inusitada mistura entre o cômico e o trágico, que tem agradado bastante. Se organize e vá nos assistir!

domingo, 29 de agosto de 2010

Festival de Esquetes de Gravataí

Esta será uma semana bastante gravataiense para mim. Além da oficina que ministrei lá neste final de semana, de 2 a 5 de setembro voltarei àquela cidade para integrar o júri do 10º Festival de Esquetes Teatrais, juntamente com Mauro Soares e Stella Bento. Serão apresentados 10 trabalhos, que concorrerão aos prêmios que o festival oferece. É um prazer participar desse evento tão bem organizado.
A Prefeitura, por intermédio da Fundação Municipal de Arte e Cultura (Fundarc), divulgou nesta sexta-feira (27/08), os 11 grupos selecionados para o 10º Festival de Esquetes Teatrais de Gravataí. As apresentações ocorrerão de 2 a 5 de setembro, no Teatro do SESC. O evento, que tem como finalidade incentivar as atividades culturais no município, é uma parceria da Fundarc, Instituto Estadual de Artes Cênicas (IEACEN) e SESC.


Na quinta e sexta-feira e no sábado da próxima semana, os artistas subirão ao palco sempre a partir das 19h30 para a apresentação dos espetáculos. No domingo, também a partir das 19h30, ocorre a entrega da premiação aos vencedores do Festival de Esquetes Teatrais de Gravataí. Cada espetáculo tem duração entre 15 e 30 minutos, sem prorrogação. O Teatro do SESC fica na rua Anápio Gomes, 1241. As sessões de esquetes são gratuitas e abertas à comunidade.




Confira a programação do Festival

02/09/10 - quinta-feira


*Grupo: PELC Programa Esporte e Lazer da Cidade) - Esquete: Escolhas


*Grupo: Curto Arte - Esquete: A Sapataria


*Grupo: Teatral Máschara - Esquete: Delírios de Amores e Cigarros




03/09/10 - sexta-feira

*Grupo: Cia. Teatrando - Esquete: Maria Vai Com As Outras


*Grupo: Manifesta Pro. - Esquete: Noite...


*Grupo: Herdeiros da Promessa Cia.de Teatro - Esquete: O Bobo Rei


*Grupo: OCT-Oficina de Teatro do Clack - Esquete: A Quase Morte de Zé Malandro

 
04/09/10 - sábado

*Grupo: Cia. de Teatro Kumbayah - Esquete: Um Natal Quase Perfeito 4.0


*Grupo: Companhia Candeia de Teatro - Esquete: As Inventariantes


*Grupo: Cia. Brechó D'teatro - Esquete: A Missa


*Grupo: Cia de Artes Cênicas Balança Mas Não Cai - Esquete: Eu Te Amo



05/09/10 - domingo

*Premiação do 10º Festival de Esquetes Teatrais de Gravataí

sábado, 28 de agosto de 2010

Oficina em Gravataí

Neste final de semana estou ministrando mais uma oficina de Análise e Interpretação do Texto Teatral em Gravataí. A oficina integra o projeto Semear e Colher, uma parceria do Ieacen e da Funarte, em cooperação com a Fundarc, de Gravataí. Os alunos são ótimos, muito interessados, o que torna a aula interessante não só para eles, mas também para mim. Isso faz pensar: uma boa aula não depende apenas do conteúdo e do professor, mas dos alunos igualmente, que questionam, propõem, problematizam, enriquecendo as discussões e fazendo progredir as ideias.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Passei no concurso para professor da UERGS!

 Passei no concurso para professor de Teatro da UERGS, em primeiro lugar! Estou muito feliz com essa retomada da minha carreira de docente. Obrigado a todos que me apoiaram nesses últimos tempos, em que eu me transformei numa traça de livros, e especialmente à Margarida, minha amada parceira e incentivadora.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Diretores de teatro se qualificam

Nos últimos anos, um fenômeno muito bem vindo tem se evidenciado entre os diretores de teatro gaúchos: a busca pela qualificação acadêmica, junto a programas de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado. Como é sabido, a formação acadêmica não "dá camisa a ninguém", pois grandes nomes do teatro sequer frequentarm aulas regulares de artes cênicas. Essa possibilidade de investigar e pesquisar a prática cênica começou, no Brasil, somente a partir da década de 1960, quando a criação e implementação de cursos de teatro junto às universidades passou a dar seus primeiros passos. Mas, da mesma forma, é pouco inteligente negar o que está frente aos olhos: se há oferta, é porque há demanda. Mais e mais profissionais da encenação têm se dedicado a sistematizar suas pesquisas na área, o que indubitavelmente só acrescenta ganhos às nossas produções locais.
Falo aqui apenas de encenadores, mas há, da mesma forma, um grande número de atores, docentes e criadores plásticos que têm buscado a qualificação. Isso passa a se refletir, cada vez mais, na qualidade de nosso teatro: a busca de uma linguagem mais aprimorada, o aprofundamento dessa arte que a todos nos encanta.
Entre os nomes de diretores de teatro que voltaram aos bancos acadêmicos, e que me vêm à mente, estão, além de mim, Adriane Mottola, Jezebel de Carli, Luciana Éboli, Patrícia Fagundes, Paulo Balardim, Daniel Colin, Gilberto Fonseca, Élcio Rossini, Humberto Vieira, Jaqueline Pinzon, P. R. Berton, Márcio Santos e certamente outros, que vão dar novas diretrizes ao nosso teatro, a partir de seus estudos teatrais.

sábado, 7 de agosto de 2010

Mães & Sogras voltou!

Mães & Sogras em mais uma temporada, até 5 de setembro, sextas e sábados às 21 horas e domingos às 20 horas, no Teatro de Câmara Túlio Piva (República, 575).
É nossa quarta temporada com esse espetáculo que tanto nos alegra. A novidade, desta vez, é a entrada de Eduardo Steinmetz no elenco. Ele já estreou com a gente, e matou a pau!
Bem vindo, Eduardo!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A última estrada da praia

Em outubro de 2007, um grupo de loucos passou duas semanas no litoral gaúcho filmando o longa-metragem A última estrada da praia, dirigido por Fabiano de Souza, co-autor do roteiro, juntamente com Vicente Moreno.
Entre esses loucos, apaixonados por cinema, estava eu, dividindo a cena com Miriã Possani, Marcos Contreras e Rafael Sieg, em um road movie tipicamente gaúcho. Agora, finalmente, o longa terá sua primeira exibição, no Festival de Gramado, na Mostra Panorâmica. Na foto aí de cima, eu dirijo a caminhonete Rural (praticamente co-protagonista do filme) da minha personagem, o Léo.
O filme é inspirado no romance O louco do Cati, de Dyonélio Machado, e tem como uma das principais veias o triângulo amoroso entre o meu personagem, o da Miriã e do Marcos.
A exibição será no dia 10 de agosto, às 14h30min, no Palácio dos Festivais, em Gramado, com entrada franca. Eu gostaria muito de estar lá, mas deveres prioritários me prendem em Porto Alegre. Quem puder ir conferir, vá!

Duração do Filme: 93 MINUTOS

Ano Produção: 2010

Mídia/Formato: HD

Empresa Produtora: OKNA PRODUÇÕES CULTURAIS

Produtor Executivo: ALETÉIA SELONK

Diretor: FABIANO DE SOUZA

Roteirista: FABIANO DE SOUZA E VICENTE MORENO

Atores: MARCELO ÁDAMS ,RAFAEL SIEG E MARCOS CONTRERAS

Atrizes: MIRIÃ POSSANI

Diretor de Fotografia: ANDRÉ LUIS DA CUNHA

Diretor de Arte: ADRIANA BORBA

Trilha Musical: ARTHUR DE FARIA

Montagem: MILTON DO PRADO

Trilha Sonora (Original): ARTHUR DE FARIA

Sinopse: Leo, Norberto e Paula são muito mais que amigos. No início de uma viagem para o litoral, conhecem um estranho que não fala. Os quatro partem num périplo em que o sabor do percurso é vivenciado sem pressa. Enquanto o amigo silencioso se defronta com seus temores, Leo, Norberto e Paula mergulham nas fronteiras de um relacionamento triangular. Nas areias intermináveis das praias gaúchas, eles descobrem que é impossível ser alegre o tempo inteiro. Inspirado em O LOUCO DO CATI de DYONÉLIO MACHADO.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cegueiras

Ontem aconteceu algo inusitado: fui ao Hospital Mãe de Deus, conversar com uma pessoa do Departamento de Recursos Humanos. Na portaria fui orientado como chegar onde queria, porém o prédio é literalmente um labirinto de corredores que confundem qualquer um. Pois, nesse momento, pedi ajuda a uma moça: "Onde fica o RH?". Vinha passando um rapaz, nitidamente cego, com óculos escuros e bengala, e a moça não teve dúvidas: "Benjamin, tá indo pro RH? Leva ele contigo". O que se seguiu é que fui sendo guiado pelo Benjamin, que não enxergava nada, pelos labirínticos corredores do Mãe de Deus, até ser deixado, são e salvo, na porta do RH. Então disse eu ao Benjamin: "Que situação! Alguém que não enxerga guiando outra pessoa". O Benjamin riu.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

136 anos do fim dos Mucker

Na foto acima, Jacobina Mentz Maurer e João Jorge Maurer, seu marido, protagonistas de um dos episódios mais sangrentos da história do Brasil. Em 2 de agosto de 1874, Jacobina e dezenas (centenas?) de colonos alemães foram chacinados pelas tropas do exército brasileiro, que vinham do Rio de Janeiro para acabar com o movimento messiânico, liderado por Jacobina. Jacobina considerava-se uma espécie de canal privilegiado entre Deus e os homens: através de sua boca (sim, fisicamente), o Senhor se expressava, orientando e pregando a palavra das sagradas escrituras. Esse agrupamento de crentes que se uniram à volta de Jacobina eram pejorativamente chamados de "Muckers" (falsos santos, na tradução do alemão), e passaram a provocar a ira da igreja católica e dos protestantes, religiões dominantes entre os colonos alemães. O que os padres e pastores alegavam é que os Muckers construíam uma espécie de mundo paralelo dentro da colônia, onde orgias sexuais e abandono de normas civilizadas seriam práticas comuns. Obviamente, o motivo para o queixume devia-se à cada vez mais minguada participação dos colonos nas religiões estabelecidas, já que grande parte deles passava a se devotar às palavras de Jacobina. Além de interesses econômicos bastante evidentes, por parte dos laicos, nas terras dos colonos "desvirtuados". Os Muckers, de acordo com alguns historiadores, constituíram a primeira aplicação prática das ideias comunistas, expressadas através de Marx e Engels em 1848 em seu Manifesto comunista. É claro que o movimento liderado por Jacobina não tinha consciência e nem intenção de submeter-se às ideias marxistas, mas, na prática, a divisão igualitária de responsabilidades e obrigações entre os membros da seita pode ser considerado com um pré-comunismo.
Hoje completam-se 136 anos da chacina dos Muckers. A literatura, o teatro e o cinema já se debruçaram sobre esssa fascinante história, que teve seu desenlace no morro Ferrabrás, na cidade de Taquara. Luiz Antônio de Assis Brasil escreveu o romance Videiras de cristal, no qual conta a trajetória de Jacobina em seus últimos meses. Ivo Bender também fez uso da trama, em 1874, um dos textos da Trilogia perversa, e que foi montada no ano 2000, com direção de Decio Antunes, em que tive o prazer de fazer parte do elenco (o espetáculo chamou-se As núpcias de Teodora-1874). O cineasta Fábio Barreto cometeu o horror chamado A paixão de Jacobina, baseado no romance de Assis Brasil, um dos filmes mais estúpidos do cinema brasileiro. Em 1978 foi filmado Os Mucker, produção brasileira com direção de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, que tinha a atriz gaúcha Marlise Saueressig como Jacobina (ela ganhou o Kikito de Melhor Atriz por esse filme). A tempo: Marlise foi uma das atrizes mais importantes do RS (foi, porque não atua há anos), e juntamente com Jairo de Andrade, com quem foi casada, foi a responsável pelo prestígio e desenvolvimento do Teatro de Arena de Porto Alegre, que Jairo fundou em 1967, no Centro da cidade.
Jacobina foi uma figura polêmica, e até hoje existem versões conflitantes a respeito do caráter e das intenções dela: anjo ou demônio?