O homem e a mancha

O homem e a mancha

sábado, 27 de junho de 2009

Maicons, Maicos e Thriller


A gente percebe o alcance popular de um artista, ou de uma personagem no imaginário coletivo, quando começam a pulular crianças com nomes como Simone (no começo dos anos 1970, a partir da novela Selva de pedra de Janete Clair, a mocinha interpretada por Regina Duarte) ou, mais contemporaneamente, a maldição dos Maicon e Maico. Não quero ser preconceituoso, mas é tanta criança e adolescente com um desses dois nomes, em uma grafia errada, com a pretensa homenagem para o genial Michael Jackson...
Sei que, em última análise, trata-se da devoção de pais que viveram sob a influência da (na maioria das vezes) magnífica música de Michael Jackson. Mas também não posso deixar de assinalar essa espécie de esperança de que o nome, um arremedo de estrangeirismo, dê ao recém nascido um destaque - ou um grau a mais de não sei o que - pelo fato de se chamar Washington, ou Suelen, ou Deivid, ou Maicon.
Michael Jackson morreu, e eu nunca esquecerei da primeira vez que assisti ao clipe de Thriller, em um domingo à noite, no Fantástico da Rede Globo. Pela primeira vez o insuperável vídeo dirigido por John Landis era apresentado no Brasil, na íntegra, com seus 14 minutos. Eu, naquela época já admirador de filmes de terror, fiquei absolutamente fascinado, como sou até hoje, pela junção perfeita entre música e imagens. Michael Jackson será, para sempre, parte da História.

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