O homem e a mancha

O homem e a mancha

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Hitchcockianos



Nos últimos tempos, revi vários dos filmes do cineasta inglês Alfred Hitchcock (1899-1980). Assisti a praticamente todos os longas rodados por Hitch (e são dezenas), ficando de fora apenas aqueles que são tão raros de encontrar que ninguém se lembra que existem, como Agonia de amor, de 1947, e Sob o signo de capricórnio, de 1949. Esses dois me lembro de ter assistido há muitos anos, na TV aberta, dublados. Infelizmente não lembro de muita coisa sobre eles.
Hitchcock é um daqueles poucos artistas que têm seus nomes adjetivados, virando referência de estilo. Há o clima kafkiano, há o espetáculo spilbergueano, há o vazio beckettiano e há o suspense hitchcockiano. Revendo Os pássaros, de 1963, pude perceber como é extarordinário e surpreendente esse filme. Numa época em que a técnica era ainda muito rudimentar, Hitchcock cria efeitos especiais geniais e assustadores. A história do filme, inspirada em um conto de Daphne du Maurier (a mesma de Rebecca, a mulher inesquecível), mostra as consequências da chegada de uma mulher na comunidade litorânea de Bodega Bay, na Califórnia norte-americana. Pássaros de todos os tipos (corvos, gaivotas, pardais) passam a atacar a população, provocando mortes, sem qualquer explicação racional. Fantástico exemplo da montagem e da fotografia na condução da narrativa, Os pássaros é, na minha opinião, um dos cinco melhores filmes desse grande diretor. E mostra também uma das obsessões dos filmes da década de 60 de Hitchcock: as aves. Em seu filme anterior, Psicose, de 1960, Hitch decorava o escritório do Bates Motel, dirigido por Norman Bates (Anthony Perkins), com várias aves empalhadas, criando um clima lúgubre e definitivamente ameaçador. Nós, em A LIÇÃO, homenageamos Psicose e Os pássaros, entre outros de seus filmes, com a colocação de pássaros e outros animais empalhados em nossa cenografia. Se você ainda não viu The birds, corra para ver!

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