O homem e a mancha

O homem e a mancha

domingo, 20 de setembro de 2009

Rainhas[(s)]- Duas atrizes em busca de um coração


Georgette Fadel e Isabel Teixeira interpretam, respectivamente, as rainhas Elizabeth e Maria Stuart, no espetáculo dirigido por Cibele Forjaz. A partir da ideia concebida pelo dramaturgo alemão Friedrich Schiller, que no ano de 1800 escreveu a peça Maria Stuart, a dramaturgia, criada pelas atrizes em conjunto com a diretora, mistura esse encontro fictício entre as duas postulantes à coroa inglesa, no século XVI, e as agruras e particularidades da profissão de atriz.
Essa desconstrução de textos clássicos naõ é novidade em teatro. Aqui mesmo, em Porto Alegre, já tivemos a oportunidade de assistir às demolições de textos como Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams (chamada Endstation Amerika, do diretor alemão Frank Castorf), Gaivota- Tema para um conto curto e Ensaio.Hamlet (ambos da Cia. dos Atores, em versões para textos de Anton Tchekhov e William Shakespeare).
Em Rainhas[(s)] novamente há essa desconstrução, com um resultado por vezes irregular, mas que ganha seus melhores momentos justamente quando deixa-se de lado a obra de Schiller e investe-se na dramaturgia construída pelas atrizes e diretora: fala-se da vida dos atores e de suas dificuldades. Georgette Fadel é uma atriz singular: é inesquecível a Joana que construiu para Gota d'água, apresentada em Porto Alegre há poucos anos. Isabel Teixeira também é excelente (e me lembrou a nossa Sandra Loureiro, fisicamente, especialmente pelos lindos olhos). O jogo entre as duas funciona muito bem, e é muito bem ver duas grandes atrizes duelando. Um belo espetáculo.

2 comentários:

  1. Lembrei também de Sandra Loureiro, na escadaria do camarim do Renascença... Oonde ela anda?

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  2. Tá falando do espetáculo "A torre", não é? Era uma adaptação da "Maria Stuart", também, mas a Sandra Loureiro fazia a Elizabeth. A Luciana Éboli fazia a Stuart. No elenco também o Artur José Pinto, a Letícia Schwartz e o saudoso César Abreu, com direção de João Castro Lima. Lembro bem da descida da Sandra da escadaria dos camarins. E o público ficava também no palco do Renascença. Semelhanças na concepção!

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