O homem e a mancha

O homem e a mancha

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A ronda do lobo- 1826


A Trilogia perversa de Ivo Bender, reunião de três peças baseadas em mitos gregos, adaptados para o contexto da colonização alemã no Rio Grande do Sul, é sem dúvida o grupo de textos dramáticos mais importante produzidos em nosso Estado desde Qorpo Santo. Não é exagero afirmar que a transposição do mito dos Atridas nas peças Colheita de cinzas- 1941, As núpcias de Teodora- 1874 e A ronda do lobo- 1826 atinge a rara qualidade de universalidade. A perfeição e crueza da linguagem de Bender transformaram esses textos em obras inesquecíveis. Tive o privilégio de participar das montagens teatrais de 1874 e 1826. A foto acima é de A ronda do lobo- 1826. Uma curiosidade: durante o processo de ensaios do espetáculo, onde eu interpretava o protagonista Felipe, a peça era ainda conhecida apenas por 1826, e Ivo e Decio Antunes, o diretor, procuravam por um título que definisse um pouco mais a trama de violência do texto. Sugeri A ronda do lobo, que foi imediatamente aceito. O mais legal é que em futuras edições da Trilogia perversa (que conta até agora com uma única edição,de 1988, da Editora da UFRGS), Ivo rebatizará sua peça que passou a se chamar, oficialmente, de A ronda do lobo- 1826. A foto é de 2002, ano em que a peça estreiou, e mostra eu e Gisele Cecchini. A peça é uma adptação do mito de Atreu e Tiestes, e envolve antropofagia.

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