Marcelo Ádams
sábado, 11 de julho de 2009
Molière pelos pampas!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Rir é o melhor negócio?

domingo, 5 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Primeiro as damas
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Pão com linguiça
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Desejo e perigo

segunda-feira, 29 de junho de 2009
A partida

O filme vencedor do último Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, A partida, está em cartaz em Porto Alegre, apenas no Guion Center. Produção japonesa, dirigida por Yojiro Takita, trata do choque e do fascínio sofrido por um violencelista que, ao ver a orquestra em que tocava ser dissolvida, tem que procurar um novo emprego, e acaba como funcionário de uma empresa especializada em "preparar" os cadáveres para o velório. Preparar, neste caso, significa lavar o corpo, vesti-lo com um tipo de quimono e maquiá-lo, para que o falecido pareça-se com o que era em vida, sem as marcas enfeiadoras da morte. Para quem assitiu a série norte-americana A sete palmos, já lançada em dvd no Brasil, em cinco temporadas, sabe que esse convívio diário com a morte pode render excelentes filmes. A partida é, também, um belo filme, na maior parte do tempo. Afora as reflexões sobre a morte, coisa que todos nós passaremos, a riqueza com que as relações entre as personagens se estabelecem é o maior destaque. Apenas alguns momentos em que o protagonista é apresentado com um tipo de humor excessivamente clownwsco destoam do restante. O humor é, sim, parte integrante do ritual da morte (nos velórios, muitas vezes, se ri muito), mas o filme tem seus momentos mais belos quando torna-se mais intimista, seja deixando transbordar a dor em lágrimas contidas, seja quando encontros inesperados acontecem entre as personagens. E, como acontece muito frequentemente nos filmes japoneses, o filme é muito bonito visualmente, com seus enquadramentos precisos, a luz e a cor do filme, a música. Quem puder, aproveite para assistir, porque são raros os filmes japoneses que chegam aos nossos cinemas.
sábado, 27 de junho de 2009
Maicons, Maicos e Thriller

terça-feira, 23 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Vila Chocolatão

sábado, 20 de junho de 2009
"Alabarse não é McG"

Na foto acima, Margarida Leoni Peixoto e Rafael Ferrari, em cena de O banquete. Foto de Júlio Appel.
Agora, me perdoem a citação, que acredito ser necessária. Hans Robert Jauss, um teórico alemão que, principalmente nos anos 1970 trabalhou com a teoria da recepção a partir de Husserl, disseminou a expressão horizonte de expectativas. Quando temos contato com uma obra de arte, o nosso horizonte de expectativas é limitado pelo conhecimento prévio que temos sobre o tema e a forma dessa obra. A compreensão advinda dessa relação será diferente para cada pessoa, porque cada um de nós possui uma "bagagem cultural" diferente. Se, hipoteticamente, o flanelinha da sua rua ler Ulisses, de James Joyce, ele conseguirá apreender uma parcela bem pequena da complexidade que tem esse romance. Por outro lado, se alguém que se preparou com outras leituras para, aí então, chegar em Joyce, fruirá a obra e identificará um número muito maior de camadas de significado. Talvez o flanelinha se divirta com a "historinha" criada por Joyce, do perambular de Leopold Bloom pelas ruas de Dublin. Outro leitor, se deliciará com as citações e referências à cultura ocidental que encharcam as páginas de Ulisses.
Alabarse não é McG, porque Alabarse leu Platão em profundidade, e entregou um trabalho feito com todo o empenho artístico possível. McG não leu Platão (eu acho), mas viu com atenção O exterminador do futuro 1, 2 e 3, para entregar a sua requentada versão para o original do brilhante James Cameron, chamada de O exterminador do futuro- A salvação. Alabarse é um artista, McG é um operário da indústria do entretenimento. Alguns preferem uma obra de arte, outros preferem pipoca em película.
Alcibíades e Erixímaco
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Gaúchos no Porto Alegre em Cena
Mas vamos aos outros nove selecionados:
Marleni, O bairro, Teresa e o aquário, Mulheres fortes em corpos frágeis, A arca de Noé, Desvario, A vida sexual dos macacos, Ditos e malditos e O sobrado.
Parabéns a todos os espetáculos!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Antônio Hohlfeldt escreve sobre Platão dois em um
Para qualquer outro diretor que não Luciano Alabarse, em Porto Alegre, o anúncio de que se transporia para o teatro dois diálogos de Platão poderia parecer loucura. Conhecendo Alabarse, contudo, não se pode duvidar. E lá fomos assistir a Platão - Dois em um, título que, se é fiel à intenção - dois textos de Platão num só espetáculo - não o é quanto ao resultado: porque o trabalho todo envolveu uma tradução-adaptação livre de Donaldo Schüler, reconhecidamente um especialista em grego desde os velhos tempos de faculdade; as leituras platônicas de Lacan e, claro, a intervenção do próprio Luciano Alabarse. Ou seja, muito mais que dois...No cenário da primeira encenação, encontramos as advertências gregas tradicionais: a necessidade de conhecer-se a si mesmo e a medida. Não se pode dizer que Luciano Alabarse tenha seguido estas lições. Primeiro, porque, seguindo o jogo de palavras de Sócrates, presente no diálogo Górgias, o diretor aproveita o teatro para descobrir, para aprender e para provocar descobrimentos e ensinamentos junto aos espectadores, que se divertem com esta perspectiva lúdica do espetáculo, que diminui a eventual dificuldade dos silogismos e da demasiada abstração que o pensamento platônico nos coloca.Por outro lado, se a desmedida - pecado sempre tão condenado pelos gregos - não colocou em perigo o projeto de Alabarse na primeira encenação, certamente apresentou-se na segunda. E desequilibrou-a. Mas com que prazer todos seguimos uma e outra encenação, surpresos pelo ritmo extremamente marcado, cuidadosamente desenvolvido e meticulosamente seguido por cada um dos intérpretes, ao longo de todo o primeiro espetáculo - fazendo com que as elocuções soem sempre naturais, não parecendo terem sido decoradas, e sem qualquer erro de formulação por nenhum dos intérpretes! Isso é admirável, um quase milagre do teatro, que encanta a todos.Mas quando voltamos para a sala e se inicia o segundo trabalho, eis a surpresa! Mudança absoluta de tom. Quem é este diretor? Banda de rock, cantores pop, trajes contemporâneos (a contrastar com os de época da cena anterior), um texto irônico, provocativo, que se derrama pelas linhas e pelas entrelinhas, numa representação extrovertida e desbragada, que choca quando comparada com a contenção da encenação anterior. Fica-se surpreso, de boca aberta. Tudo o que era razão e intelecto no primeiro trabalho, aqui é sentido, sensação: Eros, definitivamente, encontrou na dupla Schüler/Alabarse (via Lacan) discípulos fiéis. Consequentemente, tudo o que, na primeira encenação, estava nos seus lugares, aqui desborda. A introdução, com a Helenista, é longa demais. Pior fica o final, depois da pretendida saída de Sócrates do recinto do "simpósio", quando Luiz Paulo Vasconcellos transmuta-se em um médico cuja figura, aliás, nem consta do programa. No primeiro trabalho, o rigor total. No segundo, rigor ainda maior, para poder "fingir" que existe improvisação. Sempre reconheci em Luciano Alabarse um diretor meticuloso, tanto de ator quanto de cena. Aqui, ele se esmerou nas duas perspectivas. O primeiro trabalho é perfeito. Marcelo Adams é um divertido (e gordinho) Sócrates. O texto às vezes é debochado, mas, de qualquer modo, respeitoso. No segundo texto, o Sócrates de Luiz Paulo Vasconcellos faz contraponto. Ele conduz as ações, abrindo espaço para a Helenista - uma às vezes demasiadamente forçada Vika Schabbach, mas sempre engraçada e criativa - tanto quanto para um brilhante Lutti Pereira como Agatão. José Baldissera se diverte como Aristófanes, e Carlos Cunha Filho é perfeito como o médico Erixímaco. Mas a grande surpresa da noite é Margarida Leoni Peixoto: juro que não sabia que ela cantava, e tão bem. Seu contraste com a entrada impetuosa de Sandra Dani, como Diotima, num dos momentos mais líricos do espetáculo, é inesquecível. Enfim, até nos erros o diretor acertou.O cenário de Sylvia Moreira, nos dois casos, cria os ambientes necessários: no primeiro, minimalista: parede e mesa. No segundo, espaço mais amplo para músicos, cantores e atores. Os figurinos de Rô Cortinhas atendem ao que foi pedido: aproximação de época, no primeiro momento, e trajes contemporâneos, chamativos, escandalosos, no segundo (aquele vermelho em Carlos Cunha Filho..., com os tênis, é antológico). A direção musical de Moysés Lopes, que integra os Meliantes sonoros, é absolutamente perfeita e divertida. As pinturas de Adalberto Almeida são engraçadas, até quando imitam, com pouca fidelidade, a maga desnuda. O desenho animado é engraçado.Luciano Alabarse, que cuidou da escolha da trilha sonora, dirigiu e produziu, atuou como um verdadeiro chef d'orchestre. Deve ter-se divertido à beça, porque o resultado evidencia paixão, envolvimento emocional e, sobretudo, profunda sensibilidade, mais que racionalidade. Às vezes, sente-se um voo cego do diretor, que o levou a águas profundas, mas sem deixá-lo naufragar. Eis aí um espetáculo, felizmente bem recebido pelo público, que tem lotado o teatro, a ser visto, obrigatoriamente. O que Luciano Alabarse queria, enquanto fidelidade a Platão, ele conseguiu: leva o espectador a pensar, divertindo-se.
sábado, 13 de junho de 2009
Crítica de Renato Mendonça - Platão dois em um
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Júlio Appel, um fotógrafo brilhante

sexta-feira, 29 de maio de 2009
Leni Riefenstahl e Marlene Dietrich

Nas duas imagens acima, primeiro Leni Riefenstahl (1902-2003), já longe do período em que trabalhou para o Reich alemão, e se tornou a cineasta preferida de Adolf Hitler. Em seguida, Marlene Dietrich (1901-1992), no auge de sua carreira, iniciada na Alemanha e depois ainda mais alavancada pela máquina hollywoodiana de fazer estrelas. Em comum, afora o fato de serem alemãs, e terem vivido o mesmo período histórico, eram mulheres de força e talento extraodinários. terça-feira, 19 de maio de 2009
Sócrates e Sócrates
Uma nova etapa
Depois de mais de dois anos lecionando na UFSM, no curso de Artes Cênicas, estou voltando a Porto Alegre em definitivo, e deixando para trás uma etapa muito importante em minha vida, mas que teve seu fim. Neste período em que me dividi entre Porto Alegre e Santa Maria, semanalmente enfrentava os 280 km que separam minha casa na capital do apartamento que eu alugava naquela cidade. E não deixava para trás apenas a minha cidade e a casa que tanto amo, mas principalmente a minha mulher, Margarida, que por motivos de trabalho não podia me acompanhar nessas viagens semanais. Assim, Santa Maria foi para mim sinônimo de trabalho apenas. Um trabalho, devo acrescentar, muito estimulante, pelos amigos que fiz por lá: os alunos que tive o prazer de conviver nesse período. Dos alunos terei muitas saudades; do interesse demonstrado por eles nas coisas que eu procurava lhes transmitir; da ânsia e disposição em aprender o que, para mim, sempre foi e será uma paixão: o teatro.Neste ano de 2009, especialmente, tive a felicidade de conviver, por algumas semanas, com os bixos, para quem eu ministrava duas diferentes disciplinas: uma sobre história da dramaturgia e outra sobre teatro grego clássico. Nessas aulas tão prazerosas, onde eu percebia claramente o interesse despertado por tudo que eu dizia, estará sempre a imagem que levarei comigo de Santa Maria: que existem pessoas que nos apoiam e nos querem ver crescer.
Na última aula que ministrei na universidade, dia 15 de maio, meus queridos alunos me homenagearam com palavras e um estandarte onde todos escreveram mensagens carinhosas. Obviamente todos choramos, eu e eles. Foi muito emocionante e espero revê-los pelos palcos ou plateias.
Minha decisão de pedir exoneração do cargo que eu ocupava não foi algo irrefletido, pelo contrário: eu e Margarida pesamos os prós e os contras e concluímos que estarmos juntos fisicamente era o mais importante. Além disso, não posso deixar de dizer que, de maneira geral, não fui estimulado pelo Departamento de Artes Cênicas da UFSM a manter uma carreira artística. Fui, inclusive, repreendido e sofri represálias por fazer teatro em Porto Alegre. Isso é tão absurdo que vou me abster de entrar em detalhes, porém já estou aliviado, pois, a partir de agora, começo nova etapa.
Em 2010, iniciarei meu tão adiado Doutorado. Minha futura orientadora, Maria Teresa Amodeo, se mostrou tão entusiasmada quanto eu e me acolheu de braços abertos. No próximo dia 4 de junho estrearei, no Theatro São Pedro, dois novos espetáculos: Górgias e O banquete. Além disso, novas perspectivas de trabalho me estimulam a repetir o que sempre considerei como um lema: há males que vêm para o bem. Tenho certeza de que o destino conspira a meu favor.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Um sucesso em Pelotas





