O homem e a mancha

O homem e a mancha

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cancionero rojo

Espetáculos de clown são difíceis. Já assisti muitos, e não são em grande número os que me agradaram como comédia. Pois em resumo, é isso que se espera de um trabalho de clown, que faça rir. A poesia e o lirismo são complementares, e podem aparecer em maior ou menor intensidade. Portanto, foi uma bela surpresa este Cancionero rojo, espetáculo argentino de grande comunicação com o público, e com dois grandes intérpretes, Darío Levin e Lila Monti. As piadas se sucedem em uma metralhadora que não nega fogo: ri e debocha de tudo e de todos, sem ser, em nenhum momento, agressivo com a plateia (coisa que alguns clowns acreditam ser regra, bota equívoco nisso). O homem da dupla, Darío Levin, como bom comediante judeu, debocha de sua religião em um momento da peça. Mas Cristo, Deus, convenções sociais as mais variadas, são todas satirizadas com tempos perfeitos. Lola Monti é também uma grande comediante, menos careteira que Levin. As expressões dele, no entanto, não cansam como as macaquices de Jim Carrey, por exemplo.
Mais um belo exemplo de como uma comédia pode ser gratificante e inteligente. Parabéns!

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