O homem e a mancha

O homem e a mancha

quarta-feira, 29 de junho de 2011

As núpcias de Teodora- 1874

Em ano de homenagem a Ivo Bender, trago essa foto da montagem de um dos maiores textos desse grande dramaturgo: 1874, peça que integra a Trilogia perversa. A encenação, de 2000, recebeu o título de As núpcias de Teodora agregado à data para facilitar a divulgação e por ser mais "vendável". Decio Antunes dirigiu um elenco formado por Naiara Harry, Giselle Cecchini, Sérgio Mantovani, Evandro Soldatelli, Elaine Regina, Kiko Medeiros, Hermes Bernardi, Jr. e Ana Lara Vontobel. Na foto acima, eu (agachado) e Lisandro Bellotto, sobre o cenário metafórico de Felix Bressan, que remetia tanto a gigantescas aranhas de ferro quanto à escarpada serra gaúcha, palco da chacina sofrida por Jacobina Maurer e seus seguidores, os Mucker, no longínquo século XIX. O espetáculo recebeu naquele ano os Prêmios Açorianos de Melhor Cenografia (Bressan) e Melhor Iluminação (João Acir).
A peça de Ivo é uma transcriação a partir da tragédia grega Ifigênia em Áulis, de Eurípedes, transposta para o contexto da colonização alemã no interior do Rio Grande do Sul. Vejam como o mundo dá voltas: há 11 anos, eu interpretava um dos colonos Mucker, e hoje, sob a direção de Luciano Alabarse, interpreto o general Agamenon na peça que inspirou Ivo: voltando aos velhos mitos, que esses são imortais...

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