O homem e a mancha

O homem e a mancha

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Peter Brook


Em seu livro de memórias Fios do tempo (Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000), o inglês Peter Brook, maior diretor de teatro vivo, escreve, na página 85:
Descobri que, no resto do teatro, nenhuma tática violenta ou agressiva tem a mais remota chance de produzir bons resultados. Nas raras ocasiões em que perdi o meu bom humor, intimidei ou levei um ator às lágrimas, arrependi-me profundamente. Uma atriz francesa uma vez me contou de um diretor que comia sanduíches ruidosamente e amassava o pacote de papel durante as suas cenas, apenas para criar um clima de irritação, de modo que, dos nervos fragilizados, algo inesperado pudesse explodir. Esse método poderia funcionar com ele, mas, em minha experiência, a tensão e o atrito em ensaios nunca ajudaram ninguém - apenas a grande confiança, calma e tranquila, pode trazer à tona o mais leve lampejo de criatividade.

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