O homem e a mancha

O homem e a mancha

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Inveja dos anjos

O espetáculo da Armazém Companhia de Teatro - sediada no Rio de Janeiro, após seus primeiros anos no interior do Paraná - me lembrou bastante a simplicidade e as temáticas exploradas por Ariane Mnouchkine em seu deslumbrante Les ephémères. O cotidiano de personagens que fogem de estereótipos e se aprofundam nas vicissitudes próprias do Homem é o material para esse trabalho dirigido por Paulo de Moraes. Com uma cenografia altamente metafórica e interpretações quase sempre justas do elenco, a peça é eficiente em seu andamento "Maria fumaça", sem deixar-se contaminar pelo "trem balismo" que poderia-se esperar. O que há de menos interessante na peça é o seu começo, quando vemos três amigos bebendo vinho e fazendo algumas observações e planos sobre o passado e o  futuro. Depois, o espetáculo entra nos trilhos e vai deixando que a emoção - nunca piegas - adira a ele. A cena de reencontro das personagens dos atores Patrícia Selonk e Thales Coutinho é exemplar nesse sentido.

Um comentário:

  1. A cena da Simone Mazzer "dando tchau prá Luísa" também é lindíssima!

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