O homem e a mancha

O homem e a mancha

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Festival de Gramado: Groelândia


O melhor filme que assiti em todos esses dias de festival (já estou aqui desde domingo, e assisti longas brasileiros, latino-americanos, curtas nacionais e gaúchos) foi o curta-metragem gaúcho Groelândia, que concorria na Mostra Gaúcha, cujo resultado das premiações foi divulgado nesta quinta à noite. Sou muito sensível à arte, no sentido de que me comovo com muita facilidade quando vejo coisas belas. E quando digo que me comovo às lágrimas, isso acontece não apenas com histórias tristes, mas também as alegres. O que me emociona é a beleza, é a precisão, é a medida exata, é a transcendência de uma imagem, ou de uma palavra, isso em cinema, teatro, música, literatura e artes plásticas. Eventualmente, até a publicidade me faz chorar (não aquele choro de "é ruim que dói!").
Groelândia (assim mesmo, sem o "n" entre o "e" e o "l") é um curta dirigido por Rafael Figueiredo, acredito que porto-alegrense. Em cerca de 18 minutos, narra a história de uma mãe e um filho. É isso, simples. Mas a relação entre eles foi tão arrebatadora para mim, que ao final eu chorava, me segurando para não soluçar. Liane Venturella faz a mãe, Celso Zanini o filho. Os últimos quatro minutos do curta são uma das coisas mais emocionantes que já vi, e ao escrever este texto, me arrepio lembrando. Pode ser que o filme tenha me tocado mais do que a outras pessoas (haja visto que ele não recebeu nenhum prêmio, que foram, em sua maioria para o interessante Sobre um dia qualquer), mas é inegável que Liane cria uma figura inesquecível. Tenho que encontrar com ela e dizer pessoalmente o quanto ela me emocionou. Não preciso fazer aqui uma descrição das ações do filme, em forma de sinopse. Ele reproduz as dificuldades de relacionamento entre duas pessoas, uma das histórias mais contadas em inúmeros filmes. Mas este é especial.

2 comentários:

  1. Oi, Marcelo, eu também achei belíssimo o filme do Rafael. Ele é porto-alegrense e a roteirista, Cristina, é a esposa dele. Achei fantástico o filme. Somos amigos. Vou entrar em contato com ele para falar da tua crítica. Também gostei bastante de Palavra roubada. Gosto de filmes assim, simples. Estava em Gramado com o meu site argumento.net. Abraço, Paulo Ricardo

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  2. oi marcelo, oi paulinho, aqui escreve o rafa. fuçando na internet tive a feliz surpresa de encontrar teu blog, marcelo. puxa, fiquei tri faceiro com teus elogios. Prêmios são legais, claro, mas ouvir/ler de alguém como teu filme tocou uma pessoa é uma puta recompensa, me deixa bobo. ah, paulinho, já tinha lido tua crítica no argumento, adorei os comentários sobre o elenco. e também tive notícias de que o filme teve ótima acolhida na sessão da mostra. infelizmente não pude ir, já que estamos (eu, cris e maya) morando no rio, já faz um ano.
    valeu, amigos! abraços,
    rafa

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