O homem e a mancha

O homem e a mancha

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Festival de Gramado- Canção de Baal

Eu aqui em Gramado, no Festival de Cinema, onde estou com dois filmes concorrendo, um longa e um curta. Tenho assistido a tudo que posso, e o longa de ontem à noite, Canção de Baal, de Helena Ignez, foi uma decepção. Concorrente da mostra oficial de longas brasileiros, eu não usaria nenhuma expressão exceto "bobagem pretensiosa" para classificar esse filme. Pretensamente inspirado na peça Baal, de Bertolt Brecht, escrita em 1919, e que é considerado um texto de sua fase inicial, expressionista, o longa tem uma sequência de cenas quase sempre desconexas e querendo ser avant garde, onde interpretações de atores nem sempre adequadas, uma fotografia metida a besta e um protagonista (Carlos Qareca) querendo ser Tom Waits, não ajudam em nada. Helena Ignez, viúva do cineasta Rogério Sganzerla, quis ser Júlio Bressane e Glauber Rocha, com seus delírios visuais dos anos 1960 e 70, mas não conseguiu. O filme soa ingênuo, justamente em sua tentativa de ser moderno (só que uma modernidade de no mínimo 40 anos). É uma pena ver grandes atrizes como Beth Goulart e Simone Spoladore embarcando nessa roubada, de cabeça. Sem querer puxar a brasa pro meu filme, Quase um tango..., nós damos de goleada.

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