O homem e a mancha

O homem e a mancha

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

De volta ao DAD


O filme que estou fazendo teve como um de seus cenários uma sala que me traz muitas lembranças. Ontem gravamos as cenas localizadas no que seria o quarto do personagem que interpreto - João -, que vive em uma espécie de quarto de pensão. E o local que desempenhou essa função foi a sala 2 do DAD (Departamento de Arte Dramática da UFRGS), onde tive muitas aulas de Expressão Vocal com a grande professora Marlene Goidanich. A "sala da Marlene", que é como sempre me referirei àquele espaço, apesar de ela já ter se aposentado há anos fica no prédio antigo do DAD, aquele que tem entrada pela Salgado Filho. As janelas da sala 2 se abrem para a confluência entre a Salgado Filho e a João Pessoa, um local movimentado e barulhento. Nas aulas da Marlene, em que alternávamos exercícios para aperfeiçoamento da voz falada com músicas cantadas por nós ao piano, às vezes tínhamos que suportar o calor do ambiente, pela necessidade de fechar as janelonas, por causa do barulho lá fora.

O mais legal é que o piano em que a Marlene nos ensinava a cantar canções da história do teatro universal, em grego, latim, inglês, espanhol, francês e alemão (além de português), ainda está lá! E o melhor: utilizamos o piano como elemento da cenografia de A palavra roubada. Assim, o velho piano de parede da Marlene Goidanich agora pertence ao mequetrefe João.

Gostei muito do clima do primeiro dia de trabalho, com um café da manhã, cedinho, na Lancheria do Parque. A equipe é uma maravilha, todos são pessoas excelentes e muito a fim de fazer um bom trabalho, mas destaco a diretora Mirela Kruel, a Ina Schneider, assistente de direção, a Simone Buttelli, produtora de elenco e o Rodrigo Fiatt, meu colega de cena, e excelente ator, em seu último ano como aluno do DAD.

Amanhã continuamos com as gravações, do assalto que o meu personagem e o do Rodrigo fazem ao Justino (interpretado por Milton Mattos). A locação é a uma quadra do DC Navegantes, externa, e acho que vou torrar ao sol, pois qualquer três-minutos exposto ao astro-rei me deixa totalmente vermelho. Vou tentar amenizar com litros de protetor solar.

3 comentários:

  1. saudades tb da sala amarela...
    bjs e suerte!

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  2. Que sensibilidade, Marcelo... O destaque do piano e, antes, a forma como vc fala de Milton mostram que vc é uma pessoa especial além de ser um grande ator. Gostei muito de ler. Não lembro de saber sobre o Teatro de Equipe e, embora já tenha visto aquele piano na sala 2, não dei bola pra ele. Certamente, olhar aquilo agora terá outro sabor.

    Beijos querido e bom fim de verão!

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  3. Fiquei feliz de saber que tu estás trabalhando com o Rodrigo, meu irmão em "Quase um tango". Vi primeiro a foto de vocês no Orkut e deixei um recado dizendo que "talentos se atraem". Acho que o Rodrigo tem um grande futuro. Tu já tens um grande presente.

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