O homem e a mancha

O homem e a mancha

sábado, 9 de janeiro de 2010

Stand up drama





No próximo dia 15 de janeiro estreia o espetáculo Stand up drama, direção de Bob Bahlis para oito histórias contadas por quatro atores, numa estrutura de stand up, ou seja, um ator perante uma plateia, tendo como único elemento cênico um microfone. O diferencial - que já pode ser percebido pelo título da peça - é que as histórias narradas são todas densas, dramáticas, ao contrário do gênero amplamente divulgado atualmente, e que tem seu ponto alto nos one man show norte-americanos, que dominam a arte de contar piadas como ninguém.
Sete dos textos são depoimentos reais, que foram compilados por Paul Auster em seu livro Achei que Deus fosse meu pai, na época em que comandava um programa de rádio nos EUA; há também um conto do escritor uruguaio Mario Benedetti.
Tive oportunidade de assistir a um dos ensaios, e o que vi é muito promissor: Margarida Leoni Peixoto, Clóvis Massa, Patsy Cecato e Léo Ferlauto conseguem envolver emocionalmente apenas com a narração agridoce, em um trabalho simples mas carregado de densidade.
A peça fará apenas três apresentações, de 15 a 17 de janeiro, na Sala Álvaro Moreyra, às 21h, dentro da programação do Porto Verão Alegre. É uma bela surpresa encontrar um espetáculo com uma proposta diferente das que se consagraram no verão porto-alegrense, muitas vezes dominado por comédias sem nenhum conteúdo e - o que é pior - que não fazem rir. Stand up drama merece ser visto.

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