O homem e a mancha

O homem e a mancha

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A bilha quebrada estreia no Teatro de Arena

Montagem de texto cômico do dramaturgo alemão Heinrich von Kleist ocorre de 18 de novembro a 11 de dezembro (sextas, sábados e domingos) com direção de Clóvis Massa. Peça escrita pelo poeta, romancista, dramaturgo e contista alemão que viveu apenas 34 anos (1777-1811), e que ficou mais conhecido por suas obras sérias, ganha adaptação livre e será encenada 50 anos após sua última exibição na capital gaúcha.
A bilha quebrada estreou em 1808 em Weimar (Alemanha) com direção de ninguém menos do que Goethe. Em Porto Alegre, no início dos anos 1960, foi montada com muito sucesso, com a direção de Linneu Dias e elenco em que se destacavam Cláudio Heemann e Lilian Lemmertz.
Em 2011, o diretor Clóvis Massa propõe uma nova leitura da obra, que ganha temporada de 18 de novembro a 11 de dezembro, sextas, sábados e domingos, às 20 horas, no histórico Teatro de Arena de Porto Alegre (Borges de Medeiros, 835, Altos do Viaduto, Centro Histórico).
A ação da peça se passa no tribunal do juiz Adão, na aldeia holandesa de Huisum, onde Dona Marta se queixa que uma bilha (ou seja, um jarro) foi quebrado na noite anterior, quando sua filha Eva foi surpreendida com um homem em seu quarto em plena madrugada. Enquanto acusa o noivo da jovem, o camponês Ruprecht, sob a presença austera do desembargador Walter, vindo de Utrecht, à medida que o julgamento ocorre, fica claro que outro homem, também presente no tribunal, é o verdadeiro culpado pelo estrago da relíquia.
Para Clóvis Massa, a ausência de montagens da obra de Kleist se deve pelas dificuldades da escritura romântica: “O enredo é simples, mas essa aparente simplicidade é justamente o grande desafio da peça. É interessante como Kleist emprega o grotesco, ou seja, a coexistência de elementos contrários. É uma comédia que abusa do discurso e da narração dramática, mas que contem algo de inverossímil e farsesco. Os vários personagens estão presentes no tribunal em quase todas as cenas, apesar de não participarem todo o tempo. Até mesmo o título traz essa ambiguidade, pois a maioria das pessoas desconhece que bilha é um jarro.”
Esta peça está sendo montada com o Prêmio de Incentivo à Pesquisa Teatral no Teatro de Arena, destinado a projetos inéditos de pesquisa em Artes Cênicas, que resultou em uma produção especialmente criada para arena de três lados, desenvolvida no Teatro de Arena, no 1° e 2º semestres de 2011.
Ficha técnica:
A BILHA QUEBRADA | Montagem do Coletivo Confúcios & Confusos
Direção: Clóvis Massa
Direção Musical: Marcão Acosta

Iluminação: Cláudia de Bem
Figurinos: Rô Cortinhas
Maquiagem: Margarida Leoni Peixoto
Projeto gráfico: Dídi Jucá
Cenografia: Marco Fronckowiak
Fotos: Julio Appel
Produção: MS2 Produtora
Elenco: Luís Franke, Luciano Pieper, Renata Teixeira, Marcello Crawshaw, Claudia Lewis, Larissa Tavares, Marcelo Mertins e Ariane Mendes 
Serviço:
A bilha quebrada – Coletivo Confúcio & Confusos
De 18 de novembro a 11 de dezembro de 2011. Sextas, sábados e domingos às 20h
Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835, Altos do Viaduto – Centro Histórico - Porto Alegre)
Ingressos:
R$20,00
R$10,00 (Classe artística, idosos e estudantes)

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