O homem e a mancha

O homem e a mancha

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

As duas primeiras batidas de Molière

O Grupo Farsa está voltando a cartaz, a partir deste fim de semana, com as duas montagens que realizou a partir de peças do dramaturgo francês Jean-Baptiste Poquelin, "dit" Molière.
A primeira delas, O avarento, de 2009, constrói uma encenação mais clássica visualmente (com figurinos remetendo ao século XVII francês) e com um trabalho vocal preciso e entusiasmante. O grupo viajou bastante com essa peça, e ganhou diversos prêmios em festivais pelo Brasil.
De 2011 é Tartufo, com uma ideia diversa em relação à ambientação: nada do classicismo francês, que é abandonado em favor de uma contemporaneidade (do século XX, pelo menos) que escancara a validade da crítica que Molière fazia à Igreja Católica Apostólica Romana. Na versão do Farsa, a  crítica recai sobre os cultos pentecostais, que fazem horrores prometendo literalmente céus e terras aos seus devotos.
Dois espetáculos marcantes e que devem ser conferidos por todos que fazem e gostam de bom teatro. Eu vou assistir de novo, até mesmo como preparação para a nova montagem que a Cia. de Teatro ao Quadrado está preparando para 2012, de um texto de Molière.

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