O homem e a mancha

O homem e a mancha

sábado, 23 de março de 2013

TEATRO EM PORTO ALEGRE: parte 3- OS ATORES

MELHOR ATOR
Porto Alegre é e sempre foi uma cidade prolífica em grandes atores e atrizes. Alguns deles foram reconhecidos com prêmios. Outros tantos (a maioria, na realidade) nunca foram premiados, em uma cidade em que sobra talento para poucos troféus. Todos que já tiverem a alegria de algum dia receber alguma distinção sabem que prêmio não é garantia de nada, nem de bons trabalhos (e bem remunerados!), muito menos de êxito em futuras atuações. No entanto, destacando os vencedores do prêmio Açorianos de Melhor Ator, nada mais faço do que refrescar a memória e chamar atenção para tantos lindos momentos que nossa cidade já viveu. Os atores que receberam troféus Açorianos de Melhor Ator, a partir de 1977 são:

RAUL MACHADO
Melhor Ator em 1977
por JOGOS NA HORA DA SESTA
Raul Machado atuou também em espetáculos como A maldição do Vale Negro (1986) e Um inimigo do povo (1993). 

Raul Machado
 em Jogos na hora da sesta (na foto, com Ida Celina)

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RENATO PEREIRA
Melhor Ator em 1980
por A ESPOSA, A COMÉDIA DO ORGASMO

Pode causar surpresa a informação de que o humorista Renato Pereira recebeu um Prêmio Açorianos de Melhor Ator, já que se costuma associar o trabalho desse comediante principalmente à televisão e aos espetáculos de stand up comedy. Outros espetáculos em que Renato Pereira atuou são Renato Pereira e a careca financeira e Renato Pereira e aquilo roxo.


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LUDOVAL CAMPOS
Melhor Ator em 1981
por HAPPY END
Ludoval Campos está afastado de Porto Alegre há mais de 30 anos. Depois que saiu da capital gaúcha, trabalhou em teatro com Aderbal Freire Filho, Gerald Thomas, Moacir Chaves e Luiz Antônio Martinez Correia, além de ter feito cinema e televisão. Quando ainda em Porto Alegre, trabalhou em espetáculos no Teatro de Arena e com os diretores Irene Brietzke, Néstor Monasterio, Ronald Radde e Dilmar Messias, em peças como O rapto das cebolinhas (1967), Os fuzis da senhora Carrar (1968), O macaco e a velha (1978), M'Boiguaçu- A lenda da cobra grande (1980), As aventuras de Tibicuera (1981), O rei da vela (1982), e Escravos de Jó (1983).


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MARCO FRONCHETTI
Melhor Ator em 1982
por OS REIS VAGABUNDOS

Marco Fronchetti foi um dos fundadores do Grupo Tear, capitaneado por Maria Helena Lopes, que encenou em Porto Alegre uma série de espetáculos marcantes. Outros trabalhos de Marco como ator são Woyzeck (1980), Quem manda na banda (1981), Crônica da cidade pequena (1984), Império da cobiça (1987), Partituras- um exercício de teatro (1989), Kalldewey- a farsa do convidado obsceno (1992), Esconderijos do tempo (1996) e Tragikós (2001).

Marco Fronchetti
(à frente, junto de Sérgio Lulkin) em Os reis vagabundos


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FERNANDO SEVERINO
Melhor Ator em 1983
por SEGUNDO TEMPO

Existem poucas informações disponíveis sobre Fernando Severino, e são difíceis de encontrar imagens desse ator tão querido, infelizmente já falecido. Participou ainda das montagens de Bailei na curva (1984), Cabeça quebra cabeça (1986), Hamletmachine (1987), A fonte (1988), Lisístrata (1988) e Partituras (1990).


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PEREIRA DIAS
Melhor Ator em 1985
por O CASO OPPENHEIMER

Pereira Dias desempenhou em teatro as funções de ator e diretor, e é bastante conhecido por seu trabalho como diretor de cinema, em longa metragens como Ela tornou-se freira, A quadrilha do perna dura, Carmen, a cigana, Meu pobre coração de luto e Gaúcho de Passo Fundo, todos junto à produtora de cinema de Teixeirinha. Ainda em cinema, atou em Para, Pedro e Ana Terra, e dirigiu o filme Domingo de Grenal. No Teatro de Arena de Porto Alegre, atuou e dirigiu Álbum de família, de Nelson Rodrigues, na primeira montagem desse texto no RS (1968). Faleceu em 1988.

 Pereira Dias
em O caso Oppenheimer


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PAULO FLORES
Melhor Ator em 1986
por FIM DE PARTIDA

Paulo Flores tem sua história intrinsecamente ligada ao Ói Nóis Aqui Traveiz, coletivo de teatro do qual foi um dos fundadores, em 1978. São muitos os espetáculos criados pelo Ói Nóis nessa trajetória de 35 anos, onde Paulo Flores atuou como ator na maioria deles. Outros espetáculos são: As domésticas (1985), Antígona- Ritos de paixão e morte (1990), A morte e a donzela (1997), Hamlet Máquina (1999), A saga de Canudos (2000), Aos que virão depois de nós- Kassandra in process (2002), O amargo santo da purificação (2008), Viúvas- performance sobre a ausência (2011), Medeia vozes (2013) e Caliban- A tempestade de Augusto Boal (2017).

Paulo Flores
em Fim de partida


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ROBERTO OLIVEIRA
Melhor Ator em
1987, por O FERREIRO E A MORTE
1996, por O ESTRANHO SR. PAULO
2012, por UM VERDADEIRO COWBOY

Roberto Oliveira desenvolve, há quase 40 anos, uma variada carreira no teatro gaúcho, principalmente como ator e diretor. Depois de trabalhar, por vários anos, em espetáculos de diversos grupos de Porto Alegre, fundou, em 1996, o Depósito de teatro, que permanece em atividade, oferecendo oficinas de formação de atores e espetáculos de teatro adulto e para crianças. Entre os vencedores do Prêmio Açorianos, Roberto Oliveira está entre os que mais vezes foram premiados na categoria de Melhor Ator. Outros espetáculos de Roberto, como ator: Ópera do invasor (1988), Barrela (1990), Decameron (1993), O rei nunca riu (1993), O beijo no asfalto (1998), A farsa do panelada (2000) e Bukowski- Histórias da vida subterrânea (2014).

Roberto Oliveira
em O ferreiro e a morte

Roberto Oliveira
em O estranho Sr. Paulo

Roberto Oliveira
em Um verdadeiro cowboy (na foto, com Elisa Heidrich)


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ZÉ ADÃO BARBOSA
Melhor Ator em
1988, por MEMORY MOTEL
1994, por ZOO- UM EXERCÍCIO DRAMÁTICO SOBRE EDWARD ALBEE
2007, por FIM DE JOGO

Zé Adão Barbosa tem atuado no teatro de Porto Alegre desde o início dos anos 1980. No início de sua carreira, principalmente como ator, depois diversificando sua trajetória nas funções de diretor e professor de teatro. Entre os espetáculos de Zé Adão como ator se encontram A viagem de um barquinho (1982), A lição (1985), Parentes entre parênteses (1987), Carrie, a histérica (1988), A gaivota (1989), No tempo do onça- Belle époque (1998), Heldenplatz (2005) e Coração randevú (2012).

Zé Adão Barbosa
em Memory Motel (à esquerda, junto de Bira Valdez)

Zé Adão Barbosa
em Zoo- um exercício dramático sobre Edward Albee
(à esquerda, junto de Renato Del Campão)

Zé Adão Barbosa
em Fim de jogo


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JOSÉ BALDISSERA
Melhor Ator em 1989,
por RÔMULO, O GRANDE

José Baldissera, ou Baldi, como é carinhosamente chamado pelos colegas do teatro, é um dos atores há mais tempo em atividade em nossa cidade, detentor de uma carreira em teatro tão longa quanto prolífica. Há mais de 50 anos trabalhando como ator, divide sua energia no palco com a carreira docente, como professor no curso de História da Unisinos. Entre os inúmeros espetáculos que contaram com Baldi no elenco estão O processo de Jesus (1962), Os deuses riem (1964), Joana d'Arc entre as chamas (1968), B... em cadeira de rodas (1976), O cabaré de Maria Elefante (1981), Merlin ou a terra deserta (1985), O balcão (1986), Alpes em chamas (1994), Nesta data querida (2001), Antígona (2004), Hamlet (2006), Medeia (2007), Édipo (2008) e Platão dois em um (2009). Faleceu em 2017.


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MIGUEL RAMOS
Melhor Ator em 1990,
por INFORMAÇÃO PARA UMA ACADEMIA

Miguel Ramos iniciou sua carreira no Teatro de Arena de Porto Alegre, no começo dos anos 1970. Participou de vários espetáculos naquele importante espaço da cultura gaúcha, como Um, dois três de Oliveira quatro (1971), Prometeu acorrentado (1971) e Queridíssimo canalha (1971). Tem atuado como ator de cinema e TV com frequência nos últimos anos. Outros espetáculos de Miguel Ramos: Mockinpott (1975), Jornada de um imbecil até o entendimento (1978), Chapeuzinho vermelho (1989) e O penúltimo marajá (1989). Faleceu em 2014.


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MÁRIO RUY
Melhor Ator em 1991,
por NOSSA CIDADE

Mario Ruy afastou-se dos palcos há vários anos, para seguir carreira no funcionalismo público, longe do teatro. É lembrado no entanto como um ator de muito talento, tendo participado de uma série de espetáculos, entre eles Marcos IV, 23 (1985), Crisis (1986), Peer Gynt, o imperador de si mesmo (1987), A fonte (1988), Bella ciao (1989) e A lição (1997).

Mário Ruy
em Nossa cidade
 

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EDUARDO FACHEL
Melhor Ator em 1992,
por HOTEL ATLÂNTICO

Eduardo Fachel pode não ter participado de um número tão grande de produções de nosso teatro, mas nos espetáculos nos quais se engajou, demonstrou ser um artista de personalidade e talento marcantes. Além do trabalho nos palcos, Fachel foi apresentador de televisão e bonequeiro na TVE, além de diretor e produtor de programas. Espetáculos de teatro com Eduardo Fachel: Fulgor e morte de Dom Joaquim Murieta (1980), Clotilde, com brisa, ventania e cerração (1980), Quem conta um conto aumenta um ponto (1982), Inimigos de classe (1988), A história do soldado (1991) e Hamleto (1994). Os crimes da Rua do Arvoredo (1999) foi seu último espetáculo, já que Fachel faleceu poucos meses depois da estreia desse trabalho.  


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ROBERTO BIRINDELLI
Melhor Ator em 1993,
por O PRIMEIRO MILAGRE DO MENINO JESUS

Roberto Birindelli é uruguaio de nascimento, mas adotou o Brasil e, mais especialmente, Porto Alegre, onde iniciou sua carreira. Seu carro-chefe é justamente o espetáculo que lhe deu o Açorianos de Melhor Ator, e que permanece sendo apresentado pelo Brasil e em vários lugares do mundo. Já há alguns anos morando fora do RS, desenvolve atividades como ator de cinema e TV. Ainda em Porto Alegre, participou dos espetáculos Parque extremo de diversões (1995) e A cantora careca (2003).

Roberto Birindelli
em O primeiro milagre do menino Jesus


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CACÁ CORRÊA
Melhor Ator em 1995,
por O ESPANTALHO

Cacá Corrêa era, além de ator, cenógrafo e aderecista, funções que exerceu ao longo de sua carreira, primeiro em Porto Alegre, depois, em trabalhos na Rede Globo de televisão e, nos últimos anos de sua vida, na capital catarinense, Florianópolis, onde residiu até sua morte, em 2010. Quando em Porto Alegre, Cacá participou de vários espetáculos de teatro adulto e para crianças, destacando-se: Shandar e o feitiço de Mungo (1988), O marido era o culpado (1989), Por um punhado de jujubas (1990), A lenda do rei Arthur (1991), O ovo de Colombo (1992) e Romeu e Julieta (1994).


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CARLOS CUNHA FILHO
Melhor Ator em 1996.
por KING KONG PALACE- O EXÍLIO DE TARZAN

Carlos Cunha Filho é um dos artistas mais atuantes do teatro gaúcho nas últimas três décadas. Iniciou nos palcos nos anos 1970, e já trabalhou com os principais encenadores de Porto Alegre. Além de ator de teatro, Cunha trafega pelo cinema e pela TV, além de volumosa produção de áudio, em forma de spots e narrações. Em uma carreira tão extensa, podem ser destacados espetáculos como Lisarb ou Multi antes pelo contrário (1980), Que se passa, chê? (1982), Nem peixe nem carne ou muito antes pelo contrário (1983), O casamento do pequeno burguês (1984), O caso Oppenheimer (1985), Um beijo, um abraço, um aperto de mão (1987), Bella ciao (1989), Nossa cidade (1991), Príncipe azul (1993), Ardente paciência- uma carta para Neruda (1995), Ano novo, vida nova (2001), Hamlet (2006), Mamãe foi pro Alaska (2006), Édipo (2008), Ifigênia em Áulis + Agamenon (2011), Marxismo, ideologia e rock'n roll (2013) e Crime Woyzeck (2015).

Carlos Cunha Filho
em King Kong Palace- O exílio de Tarzan (na foto, com Lurdes Eloy)


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LUTTI PEREIRA
Melhor Ator em 1997,
por A BOTA E SUA MEIA

Lutti Pereira atua em teatro adulto e para crianças, mas atualmente está afastado dos palcos como ator, trabalhando no poder público na área da cultura. Entre seus espetáculos estão Crocodilo do Nilo (1987), Dom Quixote de la Mancha (1990), Tudo por uma princesa (1990), George Dandan, o marido enganado (1991), Comédia negra (1994), Macbeth- Reinado de sangue (1994), O gato de botas (1994), Maria degolada (2001), A força do hábito (2003), Édipo (2008), Platão dois em um (2009) e Os dois gêmeos venezianos (2017). 

Lutti Pereira
em A bota e sua meia


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SÉRGIO ETCHICHURY
Melhor Ator em 1998,
por BOCA DE OURO


Sérgio Etchichury, o Serginho, iniciou sua carreira com o grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, onde permaneceu durante vários anos. Após sair do Ói Nóis, passou a trabalhar com diferentes diretores. Atualmente, mora em Berlim. Alguns espetáculos de Serginho: Teon (1985), Fim de partida (1986), A exceção e a regra (1987), Ostal (1987), Antígona- Ritos de paixão e morte (1990), Deus ajuda os bão (1991), Arlecchino, servidor de dois patrões (1997), Uma professora muito maluquinha (1997), O beijo no asfalto (1998), O barão nas árvores (1998), O pagador de promessas (2000), As mal criadas (2001), Auto da compadecida (2001), Macbeth- Herói bandido (2004) e Sonho de uma noite de verão (2006).

 Sérgio Etchichury
em Boca de ouro (com Maria Falkembach)


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FERNANDO KIKE BARBOSA
Melhor Ator em 1999,
por OS CRIMES DA RUA DO ARVOREDO
  
Fernando Kike Barbosa é ator e eventualmente encenador. Entre os espetáculos que participou estão Teon (1985), A história do homem que lutou sem conhecer seu grande inimigo (1988), Antígona- Ritos de paixão e morte (1990), A dança da conquista (1990), Deus ajuda os bão (1991), Os três caminhos percorridos por Honório dos anjos e dos diabos (1993), Missa para atores e público sobre a paixão e o nascimento do Dr. Fausto de acordo com o espírito do nosso tempo (1994), Arlecchino, servidor de dois patrões (1997), Uma professora muito maluquinha (1997), Dois perdidos numa noite suja (1997), O beijo no asfalto (1998), O barão nas árvores (1998), As mal criadas (2001), Novena à senhora da graça (2002), Teus desejos em fragmentos (2006), Noite (2006) e A comédia dos erros (2008).

Os crimes da Rua do Arvoredo


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NELSON DINIZ
Melhor Ator em
2000, por O PAGADOR DE PROMESSAS
2009, por DENTROFORA

 Nelson Diniz atua em teatro, cinema e TV, e entre seus espetáculos estão O caminho das coisas (1991), Besame mucho (1992), Hamleto (1994), O bandido e o cantador (1996), Shakexperience (1998), Auto da compadecida (2001), Toda nudez será castigada (2001), A vida dele (2014) e Movimentos sobre rodas paradas (2016).

Nelson Diniz
em O pagador de promessas

Nelson Diniz
em DentroFora


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SÉRGIO LULKIN
Melhor em 2001,
por SOLOS EM CENA

Sérgio Lulkin iniciou como ator no Grupo Tear, no começo dos anos 1980. Atualmente atua esporadicamente nos palcos de Porto Alegre, e desenvolve carreira como docente da UFRGS. Entre seus espetáculos estão O homem que enganou o diabo e...ainda pediu troco (1977), Woyzeck (1980), Lance/Lince/Lírio/Licorne (1980), Quem manda na banda (1981), Crônica da cidade pequena (1984), Império da cobiça (1987), Partituras (1990), Kalldewey- a farsa do convidado obsceno (1992), Esconderijos do tempo (1996), Shakexperience (1998), O bairro (2009) e El juego de Antônia (2016).

Sérgio Lulkin
em Solos em cena


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LUIZ PAULO VASCONCELLOS
Melhor Ator em 2002,
por ALMOÇO NA CASA DO SR. LUDWIG

Luiz Paulo Vasconcellos é carioca, mas elegeu Porto Alegre como lar há mais de 40 anos. Por aqui formou família e desenvolveu uma bem sucedida carreira como professor da UFRGS e encenador. Mesmo predominantemente um diretor teatral, Luiz Paulo teve incursões como ator. Algumas delas são: A ópera dos três vinténs (1973), Delírio e paixão do Sr. Nelson Rodrigues (1985), Essência de macaco (1989), Hamleto (1994), A força do hábito (2003), Heldenplatz (2005), Platão dois em um (2009) e O animal agonizante (2010). 

 Luiz Paulo Vasconcellos
em Almoço na casa do Sr. Ludwig (na foto com Sandra Dani e Casemiro Azevedo)


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ELISON COUTO
Melhor Ator em 2003,
por O URSO

Elison Couto atua há mais de 30 anos no teatro de Porto Alegre, com diferentes grupos constituídos na cidade. Entre os espetáculos em que integrou a equipe estão O maravilhoso mundo do circo (1981), Yerma (1982), Rasga coração (1984), O ferreiro e a morte (1987), A ópera do invasor (1988), Barrela (1990), Macário, o afortunado (1991), Os saltimbancos (1991), Uma chance para Feuerbach (1993), O estranho Sr. Paulo (1996), O pagador de promessas (2000), O avarento (2009), Tartufo (2011), Os plagiários- uma adulteração ficcional sobre Nelson Rodrigues (2012), A vertigem dos animais antes do abate (2014), O mal entendido (2014), Crime Woyzeck (2015) e O método Arbeuq (2016).


 Elison Couto
em O urso


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LAURO RAMALHO
Melhor Ator em 2004,
por ALTAFIDELIDADE- UMA FÁBULA SOBRE VIOLÊNCIA URBANA

Lauro Ramalho está há 30 anos nos palcos de Porto Alegre, em uma carreira versátil, em que se alternam espetáculos de teatro adulto, para crianças e shows musicais. São muitos os trabalhos em que Lauro contribuiu com seu premiado talento, entre eles Locomoc e Millipilli (1982), Tuti, Guti, Fruti & Nestor (1983), Os sobrinhos do capitão (1985), No vale dos pimentões (1984), Inimigos de classe (1988), Boneca cobiçada (1989), Três galinhas sentadas conversando (1993), Escola de sereias (1994), O extraordinário teatro de curiosidades da família Marks (1996), O assassinato de Miss Agatha (1998), Eu ainda sei o que vocês dublaram no verão passado (2002), Bonecas à beira de um ataque de risos (2004), Teus desejos em fragmentos (2006), A comédia dos erros (2008), Ópera monstra (2010), Estremeço (2012) e O que terá acontecido a Baby Jane? (2017).

Lauro Ramalho
em Altafidelidade- Uma fábula sobre violência urbana


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JOÃO WALKER
Melhor Ator em 2005,
por O REI DA ESCÓRIA

João Walker participou de alguns espetáculos na primeira metade da década 2000, mas atualmente está afastado dos palcos profissionalmente. Alguns trabalhos de João: Bailei na curva (2001), Não pensa muito que dói (2003) e Altafidelidade- Uma fábula sobre violência urbana (2004).

João Walker
em O rei da escória (à direita na foto, junto de Juliana Ceni e Érico Ramos)


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PLÍNIO MARCOS RODRIGUES
Melhor Ator em 2005,
por DR QS- QURIOZAS QOMÉDIAS

Plínio Marcos Rodrigues atuou em espetáculos como O Sítio do Pica-pau Amarelo viaja pelo Brasil (2001), Medusa de Rayban (2004), A roupa nova do rei (2010), Tartufo (2011), Nossa vida não vale um Chevrolet (2012), Landell de Moura, o incrível padre inventor (2012), Fábulas em 4 tempos ou O fabuloso La Fontaine (2012), A vertigem dos animais antes do abate (2014), O gato de botas: quem disse que só o cão é o melhor amigo do homem? (2015) e Crime Woyzeck (2015).

Plínio Marcos Rodrigues
em Dr QS- Quriozas Qomédias


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MARCELO ÁDAMS
Melhor Ator em
2006, por O HOMEM E A MANCHA
2008, por ÉDIPO e O MÉDICO À FORÇA

Marcelo Adams é ator, diretor teatral e dramaturgo, além de professor de Teatro: Licenciatura da Uergs. Iniciou sua carreira em 1993 com trabalhos em teatro, e tem incursões em cinema e TV. Fundou a Cia Teatro ao Quadrado em 2002, ao lado de Margarida Peixoto. Alguns dos espetáculos em que atuou são: Hotel calibre 38 (1994), A sombra e a luz são vultos (1995), As maracutaias do Dr. Galant (1997), Mockinpott (1999), As núpcias de Teodora- 1874 (2000), Ano novo, vida nova (2001), A secreta obscenidade de cada dia (2002), A ronda do lobo- 1826 (2002), Escola de mulheres (2004), Goela abaixo ou Por que tu não bebes? (2005), Locomoc e Millipilli- Um quebra-cabeças cheio de aventuras (2005), Burgueses pequenos (2007), Platão dois em um (2009), Solos trágicos (2010), A lição (2010), Ifigênia em Áulis + Agamenon (2011), Artimanhas de Scapino (2012), A vertigem dos animais antes do abate (2014) e Os homens do triângulo rosa (2014).

Marcelo Ádams
em O homem e a mancha (com Moysés Lopes, ao violão)

Marcelo Ádams
em Édipo


Marcelo Ádams
em O médico à força


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HEINZ LIMAVERDE
Melhor Ator em 2008,
por A MEGERA DOMADA e O GORDO E O MAGRO VÃO PARA O CÉU

Heinz Limaverde é cearense, e há cerca de 20 anos elegeu Porto Alegre como cidade para trabalhar com teatro. Entre os espetáculos de Heinz estão Romeu e Julieta (1994), Gurizada medonha (1997), SOS coração (1999), Caçadores de aventuras (1999), Eu sei o que vocês dublaram no verão passado (2000), O pagador de promessas (2000), Auto da Compadecida (2001), Sonho de uma noite de verão (2006), O hipnotizador de jacarés (2006), Clube do fracasso (2010), O fantástico circo-teatro de um homem só (2011) e Natalício Cavalo (2013). 

Heinz Limaverde
em A megera domada (na foto, junto de Sandra Possani)

Heinz Limaverde
em O gordo e o magro vai para o céu (à direita na foto, junto de Carlos Ramiro Fensterseifer)


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MARCELO BULGARELLI
Melhor Ator em 2010,
por DIA DESMANCHADO

Marcelo Bulgarelli participou ainda dos espetáculos Pandolfo no reino da Bestolândia (2005), A tempestade e os mistérios da ilha (2006), Sonho de uma noite de verão (2006) e A 2 passos (2017).

Marcelo Bulgarelli
em Dia desmanchado


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LUIS FRANKE
Melhor Ator em 2011,
por A BILHA QUEBRADA

Luis Franke, o Luisão, começou sua carreira como ator já na maturidade, e por esse motivo não tem muitos espetáculos em seu currículo. Apesar do número reduzido de atuações, já recebeu alguns prêmios. Luisão participou ainda dos espetáculos O sobrado (2009), Landell de Moura, o incrível padre inventor (2012) e A partícula de Deus- o dia em que Peter Higgs encontrou Galileu Galilei (2016).

Luis Franke
em A bilha quebrada


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ROSSENDO RODRIGUES
Melhor Ator em 2013,
por NATALÍCIO CAVALO

Rossendo Rodrigues iniciou sua carreira de ator no Teatro Sarcáustico, participando de alguns dos mais elogiados espetáculos desse coletivo, como os infantis Jogo da memória (2009) e Aventuras no fundo do mar (2012), e os adultos A vida sexual dos macacos (2008), Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá (2010) e Breves entrevistas com homens hediondos (2011). Já fora do grupo que o lançou, em 2012 atuou em O feio, entre outras produções. 


ROSSENDO RODRIGUES
em Natalício Cavalo


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EDUARDO SCHMIDT
Melhor Ator em 2014,
por SANTO QORPO OU O LOUCO DA PROVÍNCIA
Eduardo é estudante do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, e atuou também nos espetáculos A coisa no mar (2014) e Como gostais (2016).


  EDUARDO SCHMIDT
em Santo Qorpo ou O louco da província 


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RENATO DEL CAMPÃO
Melhor Ator em 2015,
por CADARÇO DE SAPATO OU NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA REDENÇÃO
Fundou, juntamente com Eduardo Kraemer, em 2004, a Cia. Teatrofídico, onde exerce funções como ator, diretor e dramaturgo. Nos anos 1980 integrou a Companhia Tragicômica Balaio de Gatos, importante grupamento de artistas do palco que renovou a estética do teatro feito em Porto Alegre. Alguns dos espetáculos em que Renato atuou: Abutres da rebentação (1982), No vale dos pimentões (1983), O império dos sentidos (1984), Senhora dos afogados (1985), A bossa da juventude (1986), Inimigos de classe (1988), Carrie, a histérica (1988), Três galinhas sentadas conversando (1993), Cinturão de fogo (1994), Ping pong em Acapulco (1995), Navalha na carne (1997), Espancando a empregada (1997), Os três porquinhos (1998), No tempo do onça- Belle époque (1998), Rede nacional de intrigas (2000), Bonecas à beira de um ataque de risos (2004), Jogos na hora da sesta (2004), Apareceu a Margarida (2008), A serpente (2009), Quem tem medo de Itália Fausta? (2011) e Querem acabar comigo (2012).

RENATO DEL CAMPÃO
em Cadarço de sapato ou Ninguém está acima da redenção


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 RUDINEI MORALES
Melhor Ator em 2016,
por BRECHÓ DA HUMANIDADE
Ator e cenógrafo, desenvolve pesquisa sobre teatro de formas animadas. Entre seus trabalhos como ator estão Uma balada podre (2001), O pagador de promessas (2002), Medusa de Rayban (2004), Corsários inversos (2010), O teatro de caixa (2011) e Os mensageiros (2012).

 RUDINEI MORALES
em Brechó da humanidade

21 comentários:

  1. Genial, Marcelo! Adorei o post. Um resgate maravilhoso.

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  2. Maravilha ver esses fenomenais atores!!

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  3. Muito bom relembrar a beleza do trabalho de velhos amigos! Valeu Marcelo!! Beijão e saudades

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  4. Estou adorando as postagens. Viva a nossa história! É justo que ela esteja presente no nosso dia-a-dia.

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    1. Silvana, há que se reconhecer que somos fruto dos que vieram antes de nós. Nada mais natural que tenhamos carinho e respeito.
      Obrigado pela tua "audiência".

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  5. Marcelo, o João Walker está em Pelotas já há alguns anos, é nosso aluno no curso de teatro da UFPel. Aluno muy querido e valoroso. Abçs e adorei a retrospectiva!

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  6. Essa série está muito boa. Tenho esses dados em diversos anuários na minha estante. Essa atitude sua de disponibilizar e ampliar as informações sobre o trabalho dos colegas aqui é uma atitude super válida sua Marcelo. Abraço!

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  7. Que ótimo Marcelo!
    É muito bom poder conhecer essa história!

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    1. Nathalia, é bonito ver que nossa escolha profissional foi amparada por muita gente boa que veio antes de nós.

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  8. Show de bola....memória...memória e memória...Muito bom parabéns pela iniciativa! Mestres e antecessores!

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  9. O trabalho de "registro da história" é indispensável para valorização das importantes trajetórias que, de alguma maneira, estão também presentes na parte da história que agora vivemos. Um trabalho como este amplia as possibilidades de reconhecimento do "ontem" em meio aos nossos "hojes"... Como saber a importância que estas atuações, estes personagens, estas histórias tiveram na vida de todos e todas que as assistiram??? Um super parabéns pela ideia, pela iniciativa e pelo resultado, que está primoroso!

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  10. Muito bom ver esse enorme elenco registrado por ti, Marcelo, e tenho certeza de vários visitarão essa memória. Agradeço, Sergio L

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    1. Sergio, fico feliz por poder, ainda que despretensiosamente, contribuir para a fixação da memória de nossa arte, linda porque efêmera. Abraço!

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  11. Marcelo,parabéns pela iniciativa. Obviamente me sinto honrado em fazer parte deste "plantel", mas independentemente disto consideroimportante podermos resgatar um pouco da imagem e da história do nosso teatro. Tempos atrás estive no CAC, e comentei sobre a necessidade de um registro deste tipo. Espero que abracem tua idéia e ampliem esse resgate. Grande abraço!
    Luisão

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  12. Marcelo,
    Boa noite, será que tu tens o contato do Carlos Cunha Filho? Preciso gravar um áudio com ele, e creio que o meu contato está desatualizado...
    Caso queira, e possa, passar meu contato a ele é comercial@brasiljingles.com.br
    Obrigado,
    Beto Marques

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  13. Meu Deus que coisa lindaaaaa amigo que você fez.Isso será válido é a verdade Memória do Teatro Gaucho, alias algo que estou começando a projetar com algumas pessoas das artes cênicas de ter um espaço que seja dedicado a memória do teatro gaúcho com DVDs conservados de peças e história de quem faz a nossa arte no teatro, circo e dança. Nosso Rubens Ewald Filho do teatro gaúcho..te conhecendo e sabendo do teu apreço por cinema, lembro de cada indicação de Oscar e Globo de Ouro que saia comentávamos e fazíamos lista na época de DAD então nada mais natural que tu valoriza-se um Prêmio importante aqui pra classe. Abraços e que venha outras iniciativas. Rodrigo Marquez

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