O homem e a mancha

O homem e a mancha

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Inimigos de classe terá sessão para cegos e pessoas com baixa visão

Inimigos de classe, a nova peça do diretor Luciano Alabarse que estreia dia 2 de março no Theatro São Pedro, em Porto Alegre/RS, terá uma de suas apresentações audiodescrita. A sessão está marcada para o dia 10 de março, sábado, às 21h.
Com a audiodescrição, pessoas cegas ou com baixa visão terão acesso a todo o conteúdo visual do espetáculo: cenário, figurinos, luz, caracterização dos personagens e suas expressões, gestos e movimentos em cena.
Para Alabarse, esse recurso de acessibilidade será fundamental para ajudar a transmitir a quem não enxerga, ou enxerga pouco, o tema atualíssimo do espetáculo: a falência do sistema educacional público no que diz respeito ao universo dos alunos marginalizados. "A peça tem muita ação e aposta suas fichas na construção dos personagens. Assim, a descrição de suas características, ações e ambiente será decisiva para facilitar o pleno entendimento das pessoas com deficiência visual", afirma o diretor.
A audiodescrição será narrada ao vivo, tendo como base um roteiro previamente elaborado. O equipamento é o mesmo utilizado em eventos com tradução simultânea: fones de ouvido que captam o sinal de áudio emitido de dentro de uma cabine acusticamente isolada. Desta maneira, o som da audiodescrição será ouvido exclusivamente pelas pessoas que usarem o receptor. Basta solicitá-lo na entrada do teatro, mediante a apresentação de documento de identidade.
A iniciativa é uma produção do estúdio Som da Luz em parceria com a Tagarelas Produções e tem apoio do Centro Especializado de Apoio Pedagógico e Produção (CEAPP) - um convênio entre a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (SMED) e a União de Cegos do Rio Grande do Sul (UCERGS).
O roteiro da audiodescrição é de Mimi Aragón e Marcia Caspary, que também responde pela narração, com revisão de Marilena Assis, consultora cega e professora das redes públicas municipal e estadual, e supervisão de Lívia Motta, uma das maiores especialistas brasileiras em acessibilidade cultural.

Nenhum comentário:

Postar um comentário