O homem e a mancha

O homem e a mancha

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Inimigos de classe: meu 43º espetáculo como ator

Daqui a três dias estreará INIMIGOS DE CLASSE, e fiz as contas para apurar o número, que a mim mesmo parece espantoso: será a 43ª peça em que atuo (não entraram na contabilidade os espetáculos que apenas dirigi, nem leituras dramáticas, filmes, etc.). Desde 1993, quando o primeiro espetáculo que fiz cumpriu temporada em teatro, se passaram 19 anos. Foram pelo menos 43 processos de encenação (alguns prazerosos ao extremo; outros perto da obrigação; acho que nenhum estafante), e bem mais que 43 personagens, a bem da verdade: em algumas peças, cheguei a interpretar várias diferentes figuras - em Mockinpott, de 1999, eram umas seis personagens; em Locomoc e Millipilli, de 2005, eram cinco.
A falsa tranquilidade que a experiência dá é repetidamente posta à prova a cada novo trabalho. Neste Inimigos de classe, por exemplo, fui chamado a levar à cena um jovem de não mais que 20 anos, agressivo, um verdadeiro demônio. Ferro é o seu nome, e é uma metáfora perfeita de seu comportamento. E esse é o grande diferencial do teatro como arte: proporcionar esse passeio, para o ator, pelos mais diferentes e inesperados seres humanos, reais ou imaginados. Mas verdadeiros, sempre.
De 2 a 11 de março, sextas a domingos, no Theatro São Pedro, o público poderá mergulhar nesse novo universo, o da desconstrução do ensino em uma sala de aula, com direção de Luciano Alabarse, que, conforme o duvidoso desejo de compartimentação de parte da imprensa, entra em uma "nova fase" como encenador, montando o texto contemporâneo de Nigel Williams, após várias incursões pela tragédia (grega, elizabetana e espanhola).

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