O homem e a mancha

O homem e a mancha

sábado, 24 de setembro de 2011

Academia Brasileira de Letras: o que é isso?

A cada nova eleição para substituição de um membro da Academia Brasileira de Letras morto, repete-se a história conhecida. Indivíduos com medíocre ou inexpressiva produção literária são eleitos, com a benção dos próprios imortais. Desta vez, o eleito para a cadeira de Moacyr Scliar, falecido no início deste ano, foi Merval Pereira. Sabem quem é? Eu sei, porque assisto o Jornal da Globo e várias vezes o vi falando sobre economia e política. É um jornalista de inegável qualidade, mas não tenho nenhuma dúvida de que não merecia estar lá. Sim, não merecia, porque em um país onde há um Rubem Fonseca, um Ziraldo, um Ignácio de Loyola Brandão, um Zuenir Ventura, um Luís Fernando Veríssimo, é inexplicável que se eleja alguém como Merval, em vez destes grandes escritores.
A ABL já conta em seus quadros como figuras inacreditáveis e risíveis como Marco Maciel e José Sarney, além do polêmico Paulo Coelho. Mário Quintana e Erico Veríssimo, para ficar apenas em grandes nomes gaúchos, não pertenceram à academia. Agora, começo a temer que vejamos, daqui a alguns anos, tomando chá nas acadêmicas tardes cariocas, Marta Medeiros e Roberto Shinyashiki. Será?

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