O homem e a mancha

O homem e a mancha

sábado, 30 de outubro de 2010

O animal agonizante

No próximo dia 4 de novembro estreará o novo espetáculo dirigido pelo meu amigo e colega de teatro Luciano Alabarse. Desta vez, adaptando o romance homônimo de Philip Roth, Luciano construiu uma peça menos exuberante do que normalmente tem feito. Com apenas três atores no elenco (contra os vinte usuais), Luciano deve ter centrado sua encenação muito mais no trabalho de atuação e no delicioso texto de Roth.
Em 2007, Luciano dirigiu uma leitura dramática desse mesmo romance, mas com um elenco bem maior (eu, Luiz Paulo, Sandra Dani, Ida Celina, Alexandre Magalhães e Silva, Juarez Fonseca, Simone Buttelli e Luciana Éboli), em um projeto chamado Palavras, palavras, palavras..., que infelizmente não teve prosseguimento. Desta vez, colocando a peça em cena "de verdade", optou por manter apenas o essencial: o protagonista David Kepesh (interpretado por Luiz Paulo Vasconcellos), o filho Kenny (feito pelo Thales de Oliveira) e a amante latina Consuela (atuada pela Luciana Éboli). Há uns meses atrás, antes de iniciar os ensaios, o Luciano me ligou, cheio de dedos, perguntando se eu não me importaria de passar para outro ator o papel do filho Kenny, que eu interpretara na leitura. Eu respondi que obviamente não me importava, mesmo porque eu não poderia assumir esse compromisso, pois estaria em cartaz com A lição durante o mesmo período previsto para a temporada de O animal agonizante. Mais tranquilo, o Luciano me disse que chamaria o Thales para o meu lugar, ao que eu respondi que o Kenny estaria em excelentes mãos. Assim, me sinto de alguma forma fazendo parte desse projeto, ao qual poderei assistir na estreia do dia 4. Só para constar: esse romance de Roth foi adaptado para o cinema em 2008, recebendo o inadequado título de Fatal. Com Ben Kingsley, Penélope Cruz e Peter Sarsgaard, dirigidos por Isabel Coixet, a produção não é inatacável, mas também não pode ser desprezada. Boas atuações do elenco e um roteiro correto fazem do filme um bom aperitivo para o livro ou a peça.
Merda para toda a equipe!

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