O homem e a mancha

O homem e a mancha

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Um espetáculo recheado de Magritte

Ontem fui assistir, no Teatro Renascença, à pré-estreia (na realidade, conforme disse o diretor Gilberto Icle, um ensaio aberto, já que até o dia 18 de novembro, quando acontecerá a estreia oficial de 5 tempos para a morte, muitas coisas podem ser alteradas e acomodadas na encenação) do novo espetáculo da UTA- Usina do Trabalho do Ator, um dos coletivos mais prestigiados do teatro gaúcho.
Tendo como temática principal a morte, tema espinhoso mas impossível de ser ignorado, a encenação de cerca de 75 minutos, ainda em processo, já mostra a riqueza de imagens construídas pelos atores (Celina Alcântara, Ciça Reckziegel, Dedy Ricardo, Gisela Habeyche e Thiago Pirajira) e coordenadas por Gilberto Icle com assistência de Shirley Rosário.
Uma das coisas que mais chamou a atenção foi a profusão de imagens inspiradas no pintor surrealista belga René Magritte (1898-1967). Os figurinos e a cenografia de Chico Machado citam recorrentemente, com grande adequação, figuras que provocam estranhamento pela beleza algo macabra. Todas as imagens de Magritte que coloquei aqui são citadas no espetáculo. Um trabalho delicado, construído a partir de relatos pessoais dos atores e de improvisações. Linda trilha sonora composta por Flávio Oliveira. Quando estrear definitivamente, vou voltar para rever.

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