O homem e a mancha

O homem e a mancha

sexta-feira, 23 de junho de 2017

QUASE UM TANGO...



Este longa metragem dirigido pelo querido Sérgio Silva (1945-2012) foi seu último filme, que mesmo nunca tendo estreado em salas de cinema no Brasil, concorreu no Festival de Cinema de Gramado em 2009, saindo de lá com as estatuetas de melhor roteiro (para o próprio Sérgio) e de melhor atriz (para Viviane Pasmanter). Também é exibido de vez em quando na TV, pelo Canal Brasil. Nesse filme, o segundo dirigido por ele no qual atuei (o primeiro foi Noite de São João, de 2002), Sérgio trabalha com uma estrutura de melodrama que admirava bastante como estratégia comunicativa. Tratando de pessoas simples que vivem sem grandes atos de heroísmo, essas personagens são eventualmente confrontadas com obstáculos que as põem à prova apenas para afirmarem a capacidade humana de superação. É um filme otimista, ingênuo por vezes, o que mostra a idealização do diretor-roteirista e a crença, apesar dos percalços, na humanidade. Um certo tom, por vezes, remete ao neo-realismo italiano, do qual Sérgio era fã. Em outros, deixa aflorar a teatralidade que fazia parte de sua compreensão do mundo (foi professor do Departamento de Arte Dramática por muitos anos, até se aposentar em 2010). No DAD, onde fui seu aluno em algumas disciplinas, eu tinha imenso prazer em ouvi-lo em suas digressões que ultrapassavam o tema das aulas. Eu me divertia muito, ria demais com suas histórias, bem como aprendia tantas coisas que utilizo hoje com meus alunos da UERGS.
Que bela oportunidade a de tê-lo conhecido, ser seu aluno, ter trabalhado com ele e, ainda por cima, considerá-lo como meu padrinho informal de casamento com a Margarida, pois foi durante as filmagens de Noite de São João, em janeiro de 2002, que iniciamos a amizade que resultaria em casamento.
Para saber um pouco sobre a trajetória do Sérgio leia aqui 

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