Marcelo Ádams

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
UM CERTO CAPITÃO VERISSIMO: A VISÃO DE ANTÔNIO HOHLFELDT
Crítica escrita por Antônio Hohlfeldt, publicada na edição de 25 de janeiro do Jornal do Comércio. O espetáculo analisado, Um certo Capitão Verissimo, do qual faço parte do elenco, estreou em dezembro de 2012 no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, e fez mais duas apresentações em janeiro, no Teatro do Sesc. Deveremos voltar a cartaz em breve, em algum outro teatro de Porto Alegre.
Belo encontro de Deborah com Erico
Antes de embarcar para Mont-pellier, onde agora me encontro, ainda tive tempo
de assistir à bela homenagem que a diretora e atriz Deborah Finocchiaro presta
ao escritor Erico Verissimo que, como já escrevi em coluna anterior, ainda
recente, neste mesmo jornal, se tem tido má sorte no cinema, tem alcançado bons
resultados no teatro.
Um certo Capitão Verissimo resulta de uma pesquisa em torno da vida e
da obra do escritor de Cruz Alta, mesclando uma seleção de textos do escritor,
referências a sua vida e uma série de comentários musicais, o que faz do
espetáculo do grupo Companhia de solos & bem acompanhados um trabalho
criativo e interessante, na medida em que foge da interpretação canônica do
autor, de certo modo renovando-o em sua leitura.
O elenco inclui a própria Deborah Finocchiaro, a quem tenho acompanhado desde
a sua formatura no Departamento de Arte Dramática da Ufrgs, sempre exuberante,
visceral e profundamente emotiva e emocionante. A seu lado, estão Denise
Fontoura e Elaine Regina, Leandro Roos Pires e Marcelo Adams, este em uma série
de corporificações verdadeiramente tocantes. Denise Fontoura, com Deborah
Finocchiaro, ainda se ocupa das interpretações vocais, alternando-se todos em
diferentes instrumentos musicais, o que empresta ao trabalho uma variedade e uma
atenção constante do espectador.
A concepção original, da atriz e de Paulo Mauro, que assina a direção,
sintetiza na figura do “capitão” a importância e o significado do intelectual
Erico Verissimo e do escritor. O final do espetáculo, com a citação de uma
passagem inicial de Solo de clarineta, o primeiro volume de suas
memórias, não deixa dúvidas sobre o motivo pelo qual os artistas escolheram
Erico para este trabalho: sua singular militância, não político-partidária, mas
essencialmente humanística, que reconhece e assume a importância e o papel
social do escritor, sobretudo em sociedades com grandes diferenças sociais ou
que enfrentou ao menos duas ditaduras, como foi o caso de Erico Verissimo. No
entanto, o que mais me chamou a atenção, no espetáculo, foi o fato de se ter
privilegiado o livro de estreia de Verissimo, o conjunto de contos de
Fantoches que, se o escritor não renegou (ao contrário, participou de uma
bela edição facsimilada anotada em suas margens por ele mesmo), nem sempre
valorizou. É certo que ali está o cerne da trilogia de O tempo e o vento,
como eu e outros de seus estudiosos já apontamos. Mas o tratamento dos temas
ainda é superficial, pois se trata do aprendizado do escritor. Talvez o que
tenha atraído o grupo é que alguns dos textos aparecem na forma dramática, o
que, certamente, facilitou a transposição para o palco. Mas há textos fracos,
quase anedóticos, apenas, e este é o aspecto menos bem realizado da encenação,
mas salvo isso, Finocchiaro e Paulo Mauro seguiram a ojeriza de Erico ao
machismo e brincam com o tema, em passagem que me pareceu um pouco forçada, mas
que não chega a desarticular o espetáculo.
As composições musicais da própria atriz são inspiradas e revelam outra
faceta da artista, quer como compositora, quer como intérprete musical. O
cenário de Vicente Saldanha é inspirado e cria um belo clima logo na abertura da
cena, enquanto os figurinos e adereços, pesquisados pelo grupo, atendem às
necessidades da linha de encenação.
Das manifestações escritas, expressões do público sobre o trabalho,
destacam-se duas: o reconhecimento da importância de Erico e a qualidade do
espetáculo. Junto as duas: é importante que Erico não seja esquecido. Importante
para nós, bem entendido. É fundamental que as novas gerações descubram e releiam
Erico, sempre. Isso fará bem para todos nós. Neste sentido, o grupo liderado por
Deborah Finocchiaro está de parabéns.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
O SOM AO REDOR: CINEMA BRASILEIRO DE PRIMEIRA
O som ao redor, do cineasta Kleber Mendonça Filho, é, confirmando o que tem sido dito por vários críticos, um dos melhores longas brasileiros dos últimos anos. Jornalista e crítico de cinema nascido em Recife (PE), Mendonça constroi um filme irretocável, valendo-se da simplicidade aparente do roteiro - que retrata (quase documentalmente, por vezes) alguns dias na vida de um número limitado de moradores de uma rua relativamente tranquila de um bairro de classe média de Recife.
O uso constante de demorados planos, com economia de cortes, flagrando as personagens absolutamente brasileiras em suas falas e comportamentos, ao mesmo tempo que têm um quê de teatral (já que é como se víssemos longas cenas de uma peça de teatro), são intensamente cinematográficas, pois a montagem se vale da fragmentação, construindo-se de elipse em elipse, sem facilitar demasiadamente, nem tornar-se hermética.
Para tornar ainda mais prazeroso o filme, os atores são excelentes, todos. A autenticidade dos diálogos e das relações são um trunfo, e raras vezes vistas com tanta fluência em um filme brasileiro. Para arrematar, uma surpresa: nossa querida atriz gaúcha, Sandra Possani (de espetáculos como Dr. QS- Quriozas Qomédias, Aquelas duas, Auto da Compadecida e Boca de ouro), atualmente morando em Recife, tem uma breve mas marcante participação, demonstrando nas poucas falas que lhe cabem o timing cômico já conhecido.
Um filme imperdível para quem espera algo mais do cinema, que não seja o mergulho em estereótipos e a audiência a caras conhecidas da Rede Globo.
domingo, 20 de janeiro de 2013
GOELA ABAIXO NA IMPRENSA DE PERNAMBUCO
O Jornal do Commercio de Recife deu ótimo destaque às nossas apresentações de GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES?, durante o 19º Janeiro dos Grandes Espetáculos- Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco.
Em Porto Alegre, dá pra conferir essa comédia de 5 a 10 de fevereiro, no Teatro de Arena, na programação do Porto Verão Alegre 2013.
Em Porto Alegre, dá pra conferir essa comédia de 5 a 10 de fevereiro, no Teatro de Arena, na programação do Porto Verão Alegre 2013.
sábado, 19 de janeiro de 2013
GOELA ABAIXO: APLAUSOS EM RECIFE
As duas apresentações de GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES? em Recife, capital pernambucana, foram incríveis. Nos dias 17 e 18 de janeiro, mostramos à entusiasmada plateia recifense nosso espetáculo, com lotação esgotada. O palco das sessões foi o do lindo Teatro Marco Camarotti, do Sesc Santo Amaro, onde reproduzimos o espaço de arena que temos aqui em Porto Alegre, no nosso amado Teatro de Arena. Quem está em Porto Alegre também terá a oportunidade de conferir nossa já tradicional temporada de verão, de 5 a 10 de fevereiro (terça a domingo, às 21 horas) no Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835), e descobrir porque, há 8 anos, levamos esse espetáculo às plateias do Rio Grande do Sul e do resto do Brasil com absoluta adesão do público.
E para deixar todo mundo ainda mais ansioso, é bom lembrar que temos o apoio da saborosíssima CERVEJA PROVÍNCIA, que fornece a cerveja que é distribuída gratuitamente para ser degustada pelos espectadores enquanto assistem à peça. Quer coisa melhor, no senegalês verão porto alegrense?
Maiores informações sobre ingressos em
domingo, 6 de janeiro de 2013
GOELA ABAIXO EM RECIFE
Nota publicada na Contracapa do Segundo Caderno do jornal Zero Hora, comandada pelo ligadíssimo jornalista Roger Lerina, em 5 de janeiro de 2013. A foto é de Elisa Viali.
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