O homem e a mancha

O homem e a mancha

domingo, 30 de dezembro de 2012

A grandiosidade do mar no cinema

Assisti a dois filmes que estão atualmente em cartaz nos cinemas de Porto Alegre que têm como uma das principais personagens o mar. As aventuras de Pi (de Ang Lee), e O impossível (de Juan Antonio Bayona). O primeiro, baseado no romance de Yann Martel, narra a improvável convivência de um adolescente indiano (o Pi, ou Piscine, do título) com um tigre de bengala em um bote à deriva no oceano. Assisti em 3D, o que dá à experiência um toque ainda mais profundo (e não apenas no sentido visual, mas também filosófico). As aventuras de Pi é um lindo filme, tecnicamente impecável, e que fica à altura das melhores produções dirigidas pelo taiwanês Ang Lee (cujos filmes Razão e sensibilidade (1995), Tempestade de gelo (1997), O tigre e o dragão (2000) e O segredo de Brokeback Mountain (2005) já o colocavam como um dos mais importantes cineastas contemporâneos).
 
O impossível baseia-se na história real de uma família espanhola - os Belon - que é vítima do terrível tsunami que devastou a ilha de Pukhet, na Tailândia, em 26 de dezembro de 2004, quando mais de 8000 pessoas morreram. Na produção cinematográfica, os Belon são substituídos por uma família norte-americana (pai, mãe e três filhos). A sequência em que o tsunami invade o litoral tailandês, arrastando tudo e todos, é arrasadora, em todos os sentidos. Naomi Watts, como a mãe, e Ewan McGregor, como o pai, estão incríveis. O menino Tom Holland, que vive o filho mais velho, também está impressionante. Um disaster movie que não se apega apenas à desgraça e no que ela pode render de efeitos especiais; antes, um filme terno e amargo na revelação às personagens de que viver é "um sopro, um minuto", como disse o recentemente falecido Oscar Niemeyer.

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