Marcelo Ádams

Marcelo Ádams

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Leituras dramáticas de Molière com ENTRADA FRANCA

LEITURAS DRAMÁTICAS COM ENTRADA FRANCA
Serão realizadas, nos dias 27 de agosto e 3 de setembro, no Teatro de Arena, as leituras dramáticas de duas das mais celebradas comédias de Molière, o genial dramaturgo francês que é considerado um dos maiores autores de teatro de todos os tempos. A CIA. DE TEATRO AO QUADRADO oferece, com ENTRADA FRANCA, a oportunidade de conhecer algumas das mais divertidas comédias da dramaturgia universal, com patrocínio da Funarte, através do Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2011:

ESCOLA DE MULHERES, dia 27 de agosto às 20 horas
Conta a história de Arnolfo, um homem de meia-idade que cria, desde a infância, a jovem Inês, para que ela se torne sua esposa quando chegar à idade adulta. No entanto, o amor de Inês pelo belo Horácio frustra os planos de Arnolfo, que fará de tudo para manter o jovem galanteador longe de sua protegida. Situações hilariantes se sucedem, com Arnolfo seguidamente "quebrando a cara".

O BURGUÊS RIDÍCULO, dia 3 de setembro às 20 horas
Monsieur Jourdain é um burguês que deseja, a todo custo, ser aceito nas altas rodas da aristocracia parisiense, e para isso rodeia-se de professores que o ensinam como se comportar e como "refinar-se".



Serviço:
Dias 27 de agosto e 3 de setembro
Horário: 20 horas
Local: Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835, Centro de Porto Alegre)
ENTRADA FRANCA

sábado, 4 de agosto de 2012

Aconteceu perto da sua casa

A palavra inglesa mock, quando adjetivo, significa falso, imitado, simulado. Portanto, mockumentary é um documentário falso. E esse é o nome de um subgênero do cinema, o mockumentário. Já assistimos diversos excelentes filmes com essa premissa, como Um assaltante bem trapalhão (1969) e Zelig (1983), ambos de Woody Allen; e Borat (2006) e Brüno (2009), dirigidos por Larry Charles e estrelados por Sacha Baron Cohen. Isso sem contar a radiofonização de A guerra dos mundos, novela de ficção científica escrita por H. G. Wells, produzida por Orson Welles em 1938, que causou pânico nos EUA, provocando até mesmo suicídios. Um pouco diferentes do mockumentário, mas usando a mesma premissa de uma câmera gravando imagens com a ciência dos "atores", estão A bruxa de Blair (1999), REC (2007), Cloverfield: Monstro (2008), filmes de terror que usam o mesmo recurso de simulação da realidade através de uma câmera que pretensamente grava acontecimentos verdadeiros. E não se pode esquecer da franquia Atividade paranormal, que em seus (até agora) quatro filmes (2007, 2010, 2011 e 2012) usa e abusa da simulação.
Eu mesmo já atuei em um mockumentário (quando ouvi pela primeira vez essa expressão, apesar de já conhecer os filmes que faziam uso dessa forma): o curta metragem Rocco, dirigido por Filipe Matzenbacher. Rocco é a história do rock'n'roll, que no filme é tratado como um ser humano, e reconstituída sua trajetória através de depoimentos de pessoas que o conheceram desde seu nascimento (no sul dos EUA da primeira metade do século XX) até a decadência e aparente renascimento.
Toda essa introdução para falar de uma pequena joia chamada Aconteceu perto da sua casa (França, 1992), dirigida em trio por Rémy Belvaux, André Bonzel e Benoît Poelvoorde. O filme, que recebeu o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes, acompanha uma equipe de documentaristas que registra as atrocidades de um serial killer, como assassinatos e ocultação de cadáveres. De início, os documentaristas registram tudo de forma distanciada (?), sendo, porém, aos poucos inseridos nas matanças, como quando estupram uma mulher em rodízio. Com tudo isso, o filme é uma comédia de humor nigérrimo (li que Quentin Tarantino adora o filme), e que ao mesmo tempo dá um tapa na nossa cara quando chama a atenção sobre a atuação e os limites da mídia. Não é uma discussão gasta, pelo contrário. Com o advento dos reality shows, que não existiam há 20 anos, quando o filme foi feito, a atuação da mídia, que dá corda para que subcelebridades se enforquem (lembrem da polêmica do programa Na moral, da Rede Globo, quando Pedro Cardoso rodou a baiana sobre esse assunto) está mais do que nunca em evidência.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Uma vida melhor

Este Uma vida melhor (direção de Chris Weitz, 2011), colocou o ator mexicano Demián Bichir na lista de cinco candidatos ao último Oscar de Melhor Ator - que perdeu para o francês Jean Dujardin, de O artista.
Bichir é um imigrante mexicano que vive ilegal nos Estados Unidos, trabalhando como jardineiro para sustentar seu filho de 14 anos (perigosamente próximo de se envolver com as gangues de chicanos que infestam Los Angeles). É uma história muito simples, mas com um roteiro muito bem articulado e eficiente em suas poucas reviravoltas. Trata-se de uma odisseia empreendida por esse pai de família em busca de dignidade e "uma vida melhor", como explicita o título do longa. O grande destaque é a atuação de Bichir, magnética e absolutamente convincente. Com economia comovente de recursos, o ator nos conduz à simpatia incondicional por seu périplo pelas ruas muitas vezes pouco amistosas da grande cidade norte-americana. É comovente, também, a crença nos bons valores e na justiça, mesmo quando o mais fácil parece ser ultrapassar a barreira da correção e se deixar levar pela mágoa provocada pela injustiça social.
É um filme obrigatório para quem se interessa pela terrível situação dos imigrantes, que fazem de tudo para alcançar um mítico país de oportunidades. É o que se vê pelo mundo todo, seja com africanos, paquistaneses e indianos, por exemplo, que submetem-se às maiores humilhações para entrar na Europa e tentar recomeçar uma vida mais digna; seja com os mexicanos, que são mortos em grande número nas frustradas tentativas de atravessar para os EUA, guiados pelos "coiotes", os guias mercenários que extorquem muitas vezes tudo que esses pobres coitados têm, por um sonho amargo.

Demián Bichir em cena de Uma vida melhor

sábado, 28 de julho de 2012

A morte de Susanne Lothar

Morreu SUSANNE LOTHAR (1960-2012), atriz alemã que teve presença marcante no cinema nas últimas duas décadas. As causas de sua morte não foram divulgadas.
Susanne era uma grande atriz, e entre os filmes dela a que assisti (infelizmente muitos deles jamais foram lançados no Brasil) se destacam Violência gratuita (1997), A professora de piano (2001) e A fita branca (2009), os três dirigidos pelo genial austríaco Michael Haneke, e O leitor (2008), de Stephen Daldry. A intensidade da atuação dessa atriz é uma das coisas mais fortes a que já assisti, e destaco uma sequência de meu filme preferido com ela, Violência gratuita:

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CINCO MANEIRAS DE FECHAR OS OLHOS: trailer oficial


Estou muito feliz de ver as primeiras imagens do trailer desse filme que foi produzido dentro da PUCRS, com uma equipe excepcional, e um roteiro muito interessante, incomum para o cinema brasileiro. Estou no elenco, ao lado de um monte de ótimos atores. Tomara que estreie logo nos cinemas!
A morte de uma jovem coloca em xeque a vida de quatro pessoas. Através da visão de cinco jovens diretores, Cinco Maneiras de Fechar os Olhos nos conduz pelas sensações, angústias e esperanças vividas por Estela, Carol, Otávio e Leo nesta condição de dualidade em suas vidas.
O filme é o primeiro longa-metragem totalmente realizado e finalizado em uma disciplina de conclusão de curso em uma Faculdade de Cinema do Brasil. O projeto foi desenvolvido por cerca de um ano e meio no Curso de Produção Audiovisual - Cinema e Vídeo da PUCRS de maneira colaborativa entre os alunos graduandos do ano de 2011.
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Ficha Técnica:

Roteiro:
ABEL ROLAND
EMILIANO CUNHA
FILIPE MATZEMBACHER

Direção:
ABEL ROLAND
AMANDA COPSTEIN
EMILIANO CUNHA
FILIPE MATZEMBACHER
GABRIEL MOTTA FERREIRA

Assistência de direção e Continuidade:
LAURA LINN
NINA SCHWAB

Direção de produção:
CLARISSA MILFORD
DIOGO ZANELLA
ELISA PETRY
HENRIQUE ARAUJO
LETÍCIA RIBEIRO

Produção de elenco:
CATHARINA CONTE
GABRIELA MARTINS

Direção de fotografia:
ARIANE FELIX
GUILHERME BELLINI
HENRIQUE ARAUJO
RAMON SILVESTRI

Direção de Arte:
GIANA MILANI
LOUISIANE CARDOSO
PEDRO FANTI
MANUELA FALCÃO

Montagem:
LAURA LINN

Som direto:
KEVIN AGNES

Desenho de som:
GABRIEL MOTTA FERREIRA

PROFESSORES ORIENTADORES:
Profa. Aletéia Selonk
Prof. Eduardo Wannmacher
Prof. Fabiano de Souza
Prof. Gustavo Spolidoro
Prof. João Guilherme Barone Reis e Silva

Coordenação TECCINE:
Prof. João Guilherme Barone Reis e Silva

Coordenação FAMECOS:
Profa. Magda Cunha

ELENCO

ÁUREA BAPTISTA .................... Estela
LÍZIA BUENO............................ ..Carol
CARLOS PAIXÃO......................Otávio
RAVEL ANDRADE.........................Léo
RENATA DE LÉLIS.................. Suicida
GABRIEL ZOPPAS.......................Caio
DANIELLE FOGLIATTO...............Dora
MARCELO ADAMS .............Clemente
RAFAEL SIEG ........................Marcelo
JÚLIO CONTE .......................Giovane
ROSSENDO RODRIGUES......Marcos
MÁRCIA DO CANTO ...................Vera
LAURA HICKMAN...................Mariana
LÉO TIETBOEHL ...................Rodrigo
TATIANA VINHAIS.....................Karina
ISADORA PILLAR...................... Paola
LUIS FRANKE.............................Diego
STEFANO FIALHO.......................João
LUÍSA HERTER................Cabeleireira
GIANNA SOCCOL ...................Natália
TACYANA PICININ........................Ana
DU. R MACIEL.................... Fotógrafo
LARISSA TAVARES............Secretária
CLAUDIA LEWIS............... Cozinheira
MÁRCIO REOLON..................Barman
MARCELLO CRAWSHAW......Garçom
LUCAS CASSALES ......... Segurança

terça-feira, 24 de julho de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO: Molière homenageia a commedia dell'arte

Somente dias 27, 28 e 29 de julho,
no Teatro Bruno Kiefer
da Casa de Cultura Mario Quintana,
às 20 horas.







sexta-feira, 20 de julho de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO: a crítica de Antônio Hohlfeldt


Crítica de ARTIMANHAS DE SCAPINO, por Antônio Hohlfeldt, publicada na edição de hoje do Jornal do Comércio de Porto Alegre:

Novo reencontro com Molière
"A diretora Margarida Leoni Peixoto tem perseverado na busca de uma linguagem contemporânea, capaz de “traduzir” a verve criativa e comunicativa da dramaturgia cômica de Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière. Este é o seu terceiro trabalho baseado no conhecido comediógrafo. O resultado é, em todos os sentidos, altamente positivo porque, embora a peça tenha uma duração relativamente longa para a prática atual, com quase duas horas de encenação, sem intervalo, a verdade é que o espetáculo envolve a plateia de tal modo, que a gente não percebe o decorrer do tempo.
Uma montagem teatral, para alcançar plena consecução, depende de inúmeros fatores, porque ela sempre é, antes de tudo, um trabalho coletivo. Mas o processo começa, certamente, pela escolha do texto e sua leitura criativa-interpretativa; passa pela escolha do elenco e chega à equipe técnica, que viabiliza e concretiza as ideias da direção. Em todos esses elementos, Margarida Peixoto acertou, a começar pelo uso da bela, articulada e flexível tradução do texto original, feita por Carlos Drummond de Andrade.
O elenco de Artimanhas de Scapino, que é a peça a que nos referimos aqui, é equilibrado e foi cuidadosamente trabalhado pela direção, de modo que não há titubeios: cada ator e atriz sabe exatamente o que faz e o espaço que ocupa, tanto no espaço físico do palco quanto na trama em desenvolvimento. Ele é uníssono, ainda que, uma vez mais, Marcelo Adams se destaque no conjunto, favorecido, certamente, pela figura que incorpora, mas também por sua versatilidade: custei a reconhecer o ator por sob o figurino do criado da tradicional comedia dell’arte. Mas há uma surpresa a mais em cena: Paulo Vicente, veterano ator, meio que desaparecido de cena, e que retorna, aqui, na pele do avarento e antipático Gerôncio. Sua interpretação clássica é definitiva e inolvidável. Diria mesmo que, em se tratando do personagem que é, ultrapassa a Scapino.
Margarida Peixoto cuidou muito dos entornos da montagem. Assim, os figurinos de Cláudio Benevenga são coloridos; houve preocupação com a naturalidade das perucas, e a cenografia de Élcio Rossini garantiu veracidade à cena, aliás, simplificada, mas valorizada pelas silhuetas simpáticas das casas, que lembram, corretamente, uma cidade italiana. A trilha sonora de Marcos Chaves é alegre e casou-se bem com os versos do próprio Marcelo Adams, nem sempre colocada em tonalidades que facilitassem para os atores, mas assim mesmo, bem entonada. A coreografia de Larissa Sanguiné levou à leveza de movimentos. A maquiagem, obra da própria diretora, que tem atuado nesta tarefa em outras montagens, valorizou muito as expressões faciais: as máscaras, sem estarem demasiadamente carregadas e caricaturais, valorizaram as expressões fisionômicas, facilmente perceptíveis, especialmente em relação aos dois pais.
O projeto do espetáculo evidencia maturidade, respeito pela dramaturgia e criatividade nos mínimos detalhes, como as piscadelas da Jacinta, dirigidas sempre para o público. A comédia tem este enorme desafio: ela não permite meio termo. Ou a direção acerta e tudo anda bem, ou o ritmo irregular da encenação põe tudo abaixo. Neste caso, Margarida Leoni acertou em cheio, e mesmo quando introduz alguns cacos e busca explicitar algumas eventuais segundas intenções do texto, não o faz com mau gosto ou fugindo ao proposto originalmente pelo texto.
Eis, pois, um bom espetáculo: divertido, bem realizado e, sobretudo, ainda e sempre interessante para o público contemporâneo."

quinta-feira, 19 de julho de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO pelas lentes premiadas de Júlio Appel





JÚLIO APPEL é o fotógrafo das produções da CIA. DE TEATRO AO QUADRADO há alguns anos, e ficamos exultantes cada vez que ele é premiado por suas imagens. O Júlio já recebeu por três vezes prêmios internacionais por suas fotos, e a mais recente distinção que ele recebeu está aí:



WINNER OF PX3, Prix de la Photographie Paris
JULIO APPEL OF BRAZIL WAS AWARDED THIRD PRIZE IN THE PX3 2012 COMPETITION. PARIS, FRANCE
PRIX DE LA PHOTOGRAPHIE PARIS (PX3) ANNOUNCES WINNERS OF PX3 2012 COMPETITION.
Julio Appel of Brazil was Awarded: Third Prize in category Book (Series Only) for the entry entitled, " The Absent Ones"
.
As imagens premiadas são essas:





Parabéns Júlio, pelo reconhecimento, e pelas imagens, lindamente perturbadoras!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O FIM DO MUNDO está chegando

Estreia no próximo dia 17 de julho o novo trabalho da OFICINA DE MONTAGEM DE ESPETÁCULO da CIA DE TEATRO AO QUADRADO.

O mito de que o mundo acabará em 2012 já foi abordado até pelo cinema norte-americano (que adora destruir o planeta em suas produções repletas de efeitos especiais). O longa 2012, dirigido por Roland Emmerich, destruía a Terra com uma facilidade assustadora.
Pois a comédia O FIM DO MUNDO, que conta com 13 alunos-atores dirigidos por Margarida Leoni Peixoto, com texto escrito por mim, mostra que existem espertalhões às pencas que se aproveitam das superstições infundadas para sair ganhando de incautos. Lembram do caso do Bilú?

Na peça, um "emissário" dos extraterrestres, Misael, convoca por um vídeo no You Tube a população, para que se salve do fim do mundo. Alguns crédulos respondem ao chamado e vão até um sítio no interior do Rio Grande do Sul, para que, no momento adequado, os ETs cheguem e salvem da catástrofe aqueles poucos escolhidos. O FIM DO MUNDO mostra o que acontece depois disso...
Dias 17, 18 e 19 de julho, às 20h30min, no Teatro da Cia. de Arte (Andradas, 1780), no Centro de Porto Alegre.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Laços de sangue: um melodrama

Hoje acontece a apresentação do espetáculo que dirigi, junto com a Jezebel de Carli, no curso de Teatro: Licenciatura da Uergs. Seguem as informações:
Laços de Sangue: Um Melodrama é o resultado prático do componente curricular Oficina Montagem I do curso de Teatro: Licenciatura da Uergs, ministrado pelos professores Marcelo Adams e Jezebel de Carli. A disciplina tem entre seus objetivos a elaboração de uma peça teatral, dirigida pelos professores a partir da experimentação de procedimentos criativos associados ao fazer cênico.
O espetáculo Laços de Sangue: Um Melodrama homenageia o gênero melodramático, através das principais marcas de sua forma, tais como o romantismo, a grandiloquência gestual, o suspense e o patético. Essas características são trabalhadas teatralmente, em sua narrativa que brinca com o desenvolvimento histórico do melodrama através dos tempos.
A encenação vale-se do desvelamento das convenções teatrais, em um jogo cênico dinâmico e intenso, em que os dez alunos atores representam mais de quarenta personagens. A comicidade é alcançada pela sucessão de situações e lances melodramáticos, em que conhecidos clichês narrativos são revertidos e subvertidos.

Data: 11 de julho
Horário: 20h30min
Local: Teatro Therezinha Petry Cardona (Rua Capitão Porfírio Peixoto, 2141- Montenegro/RS)
Classificação etária: 14 anos

Preparando a voz para a estreia

Minutos antes de estrearmos ARTIMANHAS DE SCAPINO no Theatro São Pedro, o elenco "aquecia" a voz no porão do teatro, sob a orientação do Marcos Chaves, nosso preparador vocal. O Markito prefere a expressão "alongar" a voz, em analogia com o alongamento corporal que temos que fazer para um melhor trabalho. O fato é que, teclando no piano do TSP, ele nos colocou à vontade e mais seguros para inaugurarmos com o pé direito nosso querido espetáculo.

sábado, 30 de junho de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO: uma visão da estreia

Da cabine do Theatro São Pedro, nosso iluminador, o Fernando Ochôa, tirou essas fotos da apresentação de estreia de ARTIMANHAS DE SCAPINO.
Ainda tem duas oportunidades para assistir nosso espetáculo no maravilhoso teatro administrado pela dona Eva Sopher: hoje, dia 30 de junho, sábado, às 21 horas, e amanhã, domingo, às 18 horas. Não perca!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO ESTREIA HOJE NO THEATRO SÃO PEDRO

Hoje finalmente entregamos ao público o resultado de meses de trabalho. ARTIMANHAS DE SCAPINO foi gestado há mais de um ano, e neste dia estreia, como parte da comemoração de 10 anos de existência da CIA DE TEATRO AO QUADRADO. Nessa década de trabalho, eu e a Margarida nos dedicamos integralmente à nossa arte: o teatro é sempre o tema principal de nossas conversas, seja no trabalho artístico propriamente dito, seja como professores de teatro, que ambos somos. A arte cênica ocupa nossos pensamentos, e isso é o simples reflexo de algo evidente: amamos o que fazemos.
Desta vez, com nosso retorno ao genial Molière, nos cercamos de uma equipe sensacional, tanto sobre o palco como nos bastidores. Estamos orgulhosos dessa aventura que todos aceitaram viver conosco, e agora, esperamos ansiosos por aqueles que são, efetivamente, o sentido de ser de nosso trabalho: os espectadores. Esperamos que sejam muitos e carinhosos. Que nos estimulem e nos embalem com suas reações e risos. Que nos recebam de coração aberto e olhos curiosos. Que sejam tão felizes como nós somos, do lado de cá da cortina.
Merde para ARTIMANHAS DE SCAPINO!
29 e 30 de junho e 1º de julho no Theatro São Pedro. Ingressos à venda na bilheteria.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO, está chegando a hora...

ARTIMANHAS DE SCAPINO
DIAS 29 e 30 DE JUNHO e 1º DE JULHO
NO THEATRO SÃO PEDRO DE PORTO ALEGRE

FICHA TÉCNICA

Texto: Molière

Tradução: Carlos Drummond de Andrade

Direção: Margarida Leoni Peixoto

Elenco: Marcelo Adams, Claudia Lewis, Gustavo Susin, Luísa Herter, Marcelo Mertins e Vinícius Meneguzzi

Atores convidados: Carlos Paixão e Paulo Vicente

Cenografia: Élcio Rossini

Figurinos: Cláudio Benevenga

Trilha sonora e preparação vocal: Marcos Chaves

Letras das canções: Marcelo Adams

Coreografias e preparação corporal: Larissa Sanguiné

Iluminação: Fernando Ochôa

Fotos: Júlio Appel

Programação visual: Pingo Alabarce

Maquiagem: Margarida Leoni Peixoto

Costureiras: Naray Pereira e Eronita Schaeffer

Divulgação: Bebê Baumgarten

Bilheteria: Renata Savaris

Produção e realização: Cia. de Teatro ao Quadrado

Patrocínio: Funarte- Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2011

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO EM VERSÃO DA DISNEY

A Editora Abril, que publica as revistas em quadrinhos da Disney no Brasil, edita um almanaque chamdo DISNEY- CLÁSSICOS DA LITERATURA. Trata-se de versões em quadrinhos de grande clássicos da literatura e da dramaturgia universal, vertidos para a linguagem da Disney, e com personagens velhos conhecidos vivendo figuras Os três mosqueteiros, Hamlet, O mágico de Oz, Guerra e paz, Crime e castigo, O médico e o monstro, Fausto e O fantasma da ópera, para ficar em apenas alguns dos mais de 30 almanaques já lançados.
Claro que Molière, o maior comediógrafo de todos os tempos, não poderia ficar de fora, e no número 27 dessa revista, está lá a versão Disney para ARTIMANHAS DE SCAPINO. O meu personagem, nessa releitura, é vivido pelo Pateta, o cachorro mais atrapalhado das histórias em quadrinhos.

A universalidade e atemporalidade de Molière são evidentes, e nossa versão para ARTIMANHAS DE SCAPINO procura honrar essa tradição apresentando um espetáculo de grande apelo visual e sonoro, recheado de canções originais e coreografias, com toda a exuberância da Commedia dell'Arte, a quem o autor homenageou nessa deliciosa comédia.
Estreia dia 29 de junho no Theatro São Pedro de Porto Alegre!

ARTIMANHAS DE SCAPINO: o cartaz oficial

Esse é o cartaz de nossa montagem de ARTIMANHAS DE SCAPINO. Está lindo! Como todo trabalho em teatro, que é caracterizado pela colaboração em grupo, esse maravilhoso resultado é obra de três pessoas: eu criei o conceito do "Scapino manipulador", que faz o que quer das outras personagens, como se fossem bonecos. As fotos foram clicadas por Júlio Appel, esse grande artista da imagem, com quem trabalhamos já há alguns anos. Por fim, e concretizando o que não passava no início de uma ideia, vem o trabalho do Pingo Alabarce, que além de ator é um excelente artista gráfico, e que fez acontecer o trabalho através de seus softwares.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

GOELA ABAIXO: mais uma semana em Caxias do Sul


GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES? continua em cartaz em Caxias do Sul.

MARCELO ÁDAMS em ARTIMANHAS DE SCAPINO

Já tive a oportunidade de interpretar personagens de Molière em duas outras ocasiões: em 2004, como o Arnolfo de Escola de mulheres...

...e em 2008, como o Sganarello de O médico à força. Com esse espetáculo, recebi o meu segundo Prêmio Açorianos de Melhor Ator. O espetáculo recebeu naquele ano, ainda, o Açorianos de Melhor Figurino (para Rô Cortinhas) e o Troféu RBS Cultura de Melhor Espetáculo pelo Júri Popular.

Em 2008, fiz Édipo, com direção de Luciano Alabarse, a partir da tragédia de Sófocles.

Em 2006 recebi meu primeiro Açorianos de Melhor Ator por O homem e a mancha, espetáculo dirigido por Luciano Alabarse, a última peça escrita por Caio Fernando Abreu.

Em 2010, fiz o Professor psicopata de A lição, de Eugène Ionesco, um dos mais célebres textos do Teatro do Absurdo.

Dia 29 de junho estreia, no Theatro São Pedro, ARTIMANHAS DE SCAPINO, minha nova incursão por Molière. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro.
Venha conferir o espetáculo que comemora os 10 anos da Cia. de Teatro ao Quadrado!