Marcelo Ádams

Marcelo Ádams

terça-feira, 20 de julho de 2010

Lutti vê Bodas de sangue

As fotos abaixo foram clicadas pelo amigo Lutti Pereira, que após uma carreira vitoriosa como ator, anda se movimentando nos meandros da fotografia, com muita habilidade.



segunda-feira, 19 de julho de 2010

Últimas Bodas

Somente no próximo fim de semana, dias 22, 23, 24 e 25 de julho, um dos espetáculos mais marcantes de 2010 estará em cartaz no Teatro Renascença. Bodas de sangue se despede dos palcos gaúchos.

sábado, 10 de julho de 2010

Bodas de sangue no Teatro Renascença

Bodas de sangue, de 15 a 25 de julho, quintas a domingos, no Teatro Renascença.
Última oportunidade de assistir.
Fotos de Júlio Appel.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Segundas Bodas

Kick ass- Quebrando tudo

Esse filme, dirigido em 2010 por Matthew Vaughn, coloca no chinelo a maioria absoluta dos filmes de super heróis baseados em HQ's. Talvez fique apenas aquém dos inesquecíveis Batman, o retorno, dirigido por Tim Burton em 1992, e Batman, o cavaleiro das trevas, dirigido por Christopher Nolan em 2008.
Kick ass não coloca personagens com super poderes protagonizando uma aventura inconsequente, mas pessoas de carne e osso que, certamente influenciadas pelas HQ's, resolvem tomar em suas próprias mãos a justiça, encarnando sim super heróis com uniforme e tudo.
Incrivelmente violento, o filme é uma pequena obra prima de humor negro e ação, que merece ser visto não apenas por quem gosta deste tipo de filme, mas por quem ama o cinema. Tudo funciona à perfeição: o roteiro, as atuações, a montagem, a trilha maravilhosa. Quase impossível colocar senões nessa história que chega, inclusive, a provocar lágrimas. Vem aí Kick ass 2, anunciado para 2012. Mas não deixe de ver a primeira parte, imperdível.

domingo, 4 de julho de 2010

S.P.A.- Sitiados Para Assassinato

O bonito material gráfico acima foi criado pela Juçara Gaspar. Estará em cartaz no Centro Cultural Cia. de Arte (Andradas, 1780), dias 6, 7 e 8 de julho, às 20 horas, mais uma espetáculo de conclusão da Oficina de Montagem da Margarida Leoni Peixoto. Nossa praxis é a seguinte: as oficinas duram quatro meses e, nos primeiros encontros, vou até o local das aulas e conheço os alunos. Então, baseado no perfil da turma, desenvolvo uma dramaturgia original, que é encenada pela Margarida com seus alunos. Já escrevi mais de dez peças para a oficina, e cada vez é um desafio, porque são turmas grandes, em torno de 25 alunos, e o tempo é curto. Sei como deve se sentir um jornalista, ao ver se esvair o tempo para entregar seu texto para o editor-chefe do jornal em que trabalha. Mas a pressão, para mim, funciona muito bem.

sábado, 3 de julho de 2010

Meyerhold disse:

Vsevólod Meyerhold (1874-1940) completa 70 anos de morte em 2010. Ele foi um dos maiores revolucionários do teatro moderno (tanto por sua ligação com a revolução russa de 1917 quanto artisticamente). Foi assassinado a mando de Stálin, por razões políticas, e durante décadas foi esquecido. A partir dos anos 1950 houve uma recuperação de suas ideias teatrais, e percebeu-se a profunda compreensão do que é o teatro que Meyerhold  defendia. Lutava por um teatro teatral, assim mesmo, redundante. Ainda que tenho trabalhado anos com Stanislavski, houve um momento em que as ideias desses dois grandes gênios da cena se separaram: Stanislavaski voltou-se para o naturalismo e o aprofundamento da relação entre a construção da cena e o método das ações psico-físicas executadas pelos atores. Meyerhold voltou-se para as influências do "teatro de feira", a commedia dell'arte, o teatro oriental, tudo aquilo que estilizasse a performance do ator; estava em busca de um ator-acrobata, mas que, paradoxalmente, não abandonasse o texto. Um ator que teria cuidados especiais com a palavra na cena. Vê-se que uma coisa não exclui a outra (o que por vezes lamentavelmente ainda se vê nas searas da antropologia teatral), e os caminhos de Stanislavski e Meyerhold andavam muito próximos, apesar das diferenças aparentes.
Tudo isso para dizer que estou lendo um livro chamado O teatro de Meyerhold (Civilização Brasileira, 1969), onde encontrei, na altura da página 197, o seguinte enunciado, de autoria do próprio: "A irritação do diretor paralisa imediatamente o ator, é tão inadmissível como o silêncio. Quem não for capaz de sentir o olhar inquieto do ator não é, na realidade, um diretor".
Perfeito e absolutamente correto. Em agosto, haverá uma série de atividades que lembrarão os 70 anos de morte de Meyerhold, e sua extraordinária contribuição para o teatro contemporâneo. Visite o blog e se informe: http://www.meyerhold70anos.blogspot.com/
Por uma feliz e estranha coincidência, nós da Cia. de Teatro ao Quadrado estamos estudando as ideias meyerholdianas para a encenação de A lição, que acontecerá em outubro no Teatro de Arena. Será uma excelente oportunidade para debater.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Última semana de Mães & Sogras

Nesta sexta, sábado e domingo são as últimas oportunidades para assistir Mães & Sogras no Teatro de Câmara (República, 575). As fotos do Júlio Appel dão uma ideia do que se verá: uma tragicomédia que não se deixa classificar com muita facilidade.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Em Caxias do Sul

Durante dois finais de semana (19, 20, 26 e 27 de junho) estive em Caxias do Sul ministrando uma oficina de Análise e Interpretação do Texto Teatral. Essa atividade faz parte do Projeto Semear e Colher, uma parceria das prefeituras, Ieacen e Funarte, que leva a cinco cidades do interior do RS oficinas práticas e teóricas de teatro e dança. A foto aí de cima é da minha turma, composta por gente muito interessada em teatro, curiosos, entusiasmados, a maioria deles atuando em grupos de Caxias do Sul. Foi muito bom, acredito que todos tenham aproveitado bem esses encontros. Nos próximos meses irei a Rosário do Sul, Osório e Cruz Alta.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O Céu de Zoé

Na imagem estão Zoé Degani, a artista plástica responsável pela obra "Céu", localizada nos pilares do Viaduto Imperatriz Leopoldina, na Avenida João Pessoa, Centro de Porto Alegre. Junto dela, Electra, aquela linda cadela que a Zoé trata como filha. Não encontrei, por mais que procurasse, uma imagem de rosto da Zoé para colocar aqui. Mas vou tentar. A Zoé é a nossa cenógrafa em A lição, a nova peça da Cia. de Teatro ao Quadrado, que estreará em 15 de outubro no Teatro de Arena. Dê uma passadinha pelo Céu da Zoé e veja que lindo é.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

200ª postagem

Étienne Decroux (1898-1991) foi um grande ator e mímico francês, criador da técnica da Mímica Corporal, e que escreve em seu livro Paroles sur le mime (1963):
quanto menos técnica se possui, mais ela aparece.
Essa frase paradoxal parece resumir bem a humildade necessária ao artista. Mais que necessária, acho indispensável. Quantas vezes já não vimos intérpretes pavoneando-se, soterrados em suas carreiras de pretensos êxitos, sufocados pela crença de possuírem uma técnica infalível e insuperável. Exibicionistas que não compreendem alguns pressupostos básicos do fazer teatral. Quanto mais se procura afirmar a perfeição, mais ela escapa entre os dedos; quanto mais nos convencemos de que somos eternos aprendizes, mais nos direcionamos para a perfeição, conceitualmente inatingível, mas que nem por isso deve deixar de ser perseguida. Sócrates, alguns séculos antes de Cristo, afirmou "só sei que nada sei". Sintética e exemplar afirmação.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A lição

Hoje aconteceu o primeiro encontro de produção, elenco e equipe técnica da nova produção da Cia. de Teatro ao Quadrado. No dia 15 de outubro, estrearemos A lição, texto seminal do Teatro do Absurdo, escrito pelo romeno Eugène Ionesco (esse aí de cima) em 1950. A lição divide com A cantora careca o pódio de primeiras peças do Teatro do Absurdo, o mais importante movimento dramatúrgico do século XX, e que influenciou, direta ou indiretamente, tudo que se escreveu depois, em teatro. Estiveram aqui em casa a grande Zoé Degani, cenógrafa loucamente genial (ou genialmente louca?), o Oly Jr. que comporá nossa trilha sonora (o Oly recebeu três prêmios Açorianos neste ano, Melhor Compositor, Melhor Intérprete e Melhor Disco de Blues/Jazz), a Luísa Herter, que dividirá o palco comigo, e obviamente a Margarida, que dirigirá o espetáculo, que recebeu o Prêmio de Incentivo à Pesquisa Teatral do Teatro de Arena.
Estamos muito empolgados e felizes com as possibilidades que se abrem para esse trabalho. Certamente será um espetáculo delicioso, para nós e para o público.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mães & Sogras estreia hoje



De 18 de junho a 4 de julho no Teatro de Câmara Túlio Piva.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mães & Sogras no Teatro de Câmara


Mães & Sogras no Teatro de Câmara Túlio Piva, de 18 de junho a 4 de julho, sextas e sábados às 21 horas e domingos às 20 horas.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mães & Sogras na Univates


Voltaremos a apresentar um espetáculo da Cia. de Teatro ao Quadrado na Univates, em Lajeado, nesta terça-feira, dia 15 de junho, às 19h30min. Mães & Sogras fará sua primeira viagem para fora de Porto Alegre, e esta apresentação também é especial porque será a primeira com a Luísa Herter no elenco, que está entrando para interpretar a Jussara, empregada da protagonista Bella Molodóvski.
Já apresentei outros três espetáculos na Univates, sempre a convite da Ana Lúcia Pretto, uma querida amiga que sempre prestigia nossos trabalhos, e que é funcionária daquela universidade. Já levamos para aquele público tão efusivo O homem e a mancha, Goela abaixo ou Por que tu não bebes? e O médico à força.
É muito bom voltar para onde somos tão bem tratados!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Oficinas do Projeto Semear e Colher Ieacen/Sedac/Funarte


Vou ministrar oficinas de Análise e Interpretação do Texto Teatral, dentro do Projeto Semear e Colher, formatado pelo Ieacen, com apoio da Funarte e das prefeituras das cidades onde ocorrerão. Serão quatro cidades do interior do RS, reconhecidas por seu empenho em promover a cultura através dos órgãos públicos, e que receberão oficineiros de áreas como Dramaturgia, Interpretação, Cenografia, Figurino e Produção teatral. As minhas oficinas terão a duração de 24 horas em cada cidade (Caxias do Sul, Capão da Canoa, Rosário do Sul e Cruz Alta), e será uma bela oportunidade de trocar conhecimentos com alunos que, certamente, estarão ávidos por isso. Ao longo de todo o ano de 2010, essas cidades receberão profissionais como Sandra Loureiro, Rodrigo Lopes, Rô Cortinhas, Sílvia Wolff, Helquer Paez, Malu Rocha e Cláudia de Bem, além de mim, com o objetivo de qualificar profissionais e amadores de teatro. É um belo projeto, parabéns ao Ieacen!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Léo Ferlauto, meu parceiro musical

Na última edição do Prêmio Açorianos de Música, o Léo Ferlauto venceu dois troféus, na categoria pop rock: Disco do Ano (para Simples_ mente) e Melhor Compositor. O Léo trabalha com música desde os anos 1970, e a partir de 1980 fez muitas trilhas sonoras para teatro, com os maiores diretores da época. Em 1983 lançou o Lp Sonho Solto, álbum que é uma das referências da cena musical oitentista porto-alegrense. Ainda na década de 1980 participou do grupo Os Fabulosos Irmãos Brothers, junto com Mutuca, Careca da Silva e o saudoso Chaminé.
Com esse histórico maravilhoso, o Léo é uma referência musical em Porto Alegre, e foi por esse motivo que fiquei tão surpreso e feliz com o convite que ele me fez: ele foi assistir o espetáculo que dirigi, Mães & Sogras, onde além de encenador sou responsável pelas letras das canções que são executadas ao vivo no bandolim de Rafael Ferrari (que musicou minhas palavras). O Léo adorou minhas letras, e me propôs uma parceria, onde eu escreveria as letras e ele as musicaria. Na mesma noite em que ele me fez a provocação, escrevi três letras e as enviei para ele. Hoje à tarde fui com a Margarida na casa do Léo, no bairro Floresta, e ele mostrou as três canções musicadas: são lindas. Descobri um talento insuspeito em mim mesmo, e estou empolgado para produzir mais.
Não posso colocar aqui a música do Léo, mas a letra eu coloco. Essa é uma das minhas composições:

VINDE A MIM

(Marcelo Adams)

Você é uma pedra macia

Onde eu me ergo

Você é como água fria

Onde me deleito


Você é a mão vazia

Onde eu me alimento

Você é uma cama esguia

Onde eu me deito


O quente bafo da tua boca

Embaça os vidros da minha alma

No chão eu vejo tua roupa

E o quarto todo é uma sauna


Vinde a mim

Vinde a mim

Vida minha

Vinha


Vinde a mim

Vinde a mim

Minha diva

Me dá

Volta a cartaz Mães & Sogras


Mães & Sogras fará nova temporada, de 18 de junho a 4 de julho, no Teatro de Câmara Túlio Piva, sextas e sábados às 21h e domingos às 20h. É a oportunidade para conferir esse espetáculo que muito me deixa feliz, como diretor. Na foto, a Luísa Herter, junto comigo e a Margarida (maquiada como Bella), no camarim do Theatro São Pedro, na estreia da peça. A Luísa, que é uma ótima atriz, está entrando no elenco, após a saída da Claudia, que engravidou e não poderá continuar conosco.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Através da lente


Fotos do Júlio Appel, de Bodas de sangue.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O teatro de Marcelo

Eu estava lendo o blog do Luiz Carlos Pretto, onde ele sonha com a aquisição de um teatro próprio, para poder produzir em paz e com tranquilidade (?) durante o ano todo, sem preocupações com editais, espaços de ensaios, etc. Ele cita ainda, a alegria de grupos como Ói Nóis, Stravaganza, que possume seu próprio espaço. Quero dizer ao Pretto que também tenho meu teatro, construído bem antes desses acima citados. A seguir, uma descrição:
O teatro de Marcelo é um teatro construído na Roma Antiga, ainda parcialmente conservado, alçado por vontade de Júlio César na zona meridional do Campo de Marte conhecida como Circo Flamínio, entre o rio Tibre e o Capitólio. Foi assim baptizado em memória de Marco Cláudio Marcelo, filho de Octávia, irmã de Augusto, e Caio Cláudio Marcelo. Marco Marcelo morreu cinco anos antes da conclusão do edifício.
Júlio César projectou a construção de um teatro destinado a rivalizar com aquele construído no Campo Marzio por Pompeu. Assim, esta área é arrasada, chegando-se mesmo a destruir alguns edifícios sacros, como um templo dedicado à Piedade (Pietas). Quando César foi assassinato, estavam apenas içadas as fundações; os trabalhos foram continuados por Augusto, que empregou o seu próprio dinheiro para arrasar uma área ainda mais vasta e alçar um edifício de dimensões maiores das originalmente previstas. Este alargamento comportou provavelmente a ocupação de uma parte do Circo Flamínio e a realocação e reconstrução dos edifícios sacros circundantes, como o antigo templo de Apolo.
Atualização relevante: a foto acima registra minha visita, finalmente, ao belo Teatro de Marcelo, em Roma, no dia 9 de fevereiro de 2020, junto com a Margarida. Dez anos antes, em 2010, quando fiz esta postagem, nem imaginava quando chegaria o momento de me deparar pessoalmente com esse lindo edifício. Que bom que tive essa oportunidade!