Marcelo Ádams

Marcelo Ádams

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

TEATRO EM PORTO ALEGRE: parte 5- PRÊMIO BRASKEM EM CENA

Entre 2006 e 2020, uma parceria entre a Braskem e o Porto Alegre em Cena- Festival Internacional de Artes Cênicas premiou, por meio de troféus criados pela artista plástica Arminda Lopes e de um prêmio em dinheiro, os artistas e espetáculos considerados os melhores nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Diretor ou Coreógrafo/Criação/Concepção, Melhor Ator ou Bailarino/Performer, Melhor Atriz ou Bailarina/Performer, Melhor Espetáculo pelo Júri Popular e Categoria Destaque. Naquele período, o Braskem em Cena se tornou uma das premiações mais importantes do teatro do Rio Grande do Sul, ao lado do Açorianos e do Tibicuera.


15º BRASKEM EM CENA- 2020
Melhor Espetáculo
CARCAÇA


Segundo Melhor Espetáculo
TERRA ADORADA


Melhor Concepção/Criação
FRANCISCO GICK
por HIPERGAIVOTA



Melhor Performer
JOANA AMARAL
por Projeto Lilith: pixações em corpos histéricos

Melhor Performer
JOÃO GABRIEL OM
por Carcaça

Prêmio destaque/Elementos cênicos
PROJETO LILITH- PIXAÇÕES EM CORPOS HISTÉRICOS

Melhor Trilha Sonora
CAIO AMON
por 206820

Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
PROJETO LILITH- PIXAÇÕES EM CORPOS HISTÉRICOS


***


14º BRASKEM EM CENA- 2019
Melhor Espetáculo
ARENA SELVAGEM
 
 Melhor Diretora
 MIRAH LALINE
por O feio
 
 
Melhor Ator
PAULO FLORES
por Meierhold
 
 
Melhor Atriz
SISSI BETINA VENTURIN
por A fome
 
 Categoria Destaque
JOÃO PEDRO DECARLI
pela ousadia da adaptação para o público infantil de um dos textos mais soturnos de Shakespeare, em Macbeth e o Reino Sombrio - Shakespeare para Crianças 


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
ARENA SELVAGEM


***
13º BRASKEM EM CENA- 2018
Melhor Espetáculo
A MULHER ARRASTADA 


  Melhor Diretora
 LIANE VENTURELLA
por Imobilhados


  Melhor Ator
ZÉ ADÃO BARBOSA
por Pequeno trabalho para velhos palhaços

 Melhor Atriz
CELINA ALCÂNTARA
por A mulher arrastada
 


Categoria Destaque
HIATO

 Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?


 *****
 12º BRASKEM EM CENA- 2017
Melhor Espetáculo
FALA DO SILÊNCIO


Melhor Diretora
 JEZEBEL DE CARLI
por Ramal 340: sobre a migração das sardinhas ou porque as pessoas simplesmente vão embora 




 Melhor Ator
MARCOS CONTRERAS
por Parque de diversões





Melhor Atriz
PRISCILLA COLOMBI
por Fala do silêncio
(entre Leonardo Machado e Evandro Soldatelli na foto)

(com Leonardo Machado na foto)


Categoria Destaque
ILUMINUS
pela pesquisa apurada e a sinergia entre iluminação, cenografia, 
coreografia, trilha sonora e figurino


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
ILUMINUS



*****

11º BRASKEM EM CENA- 2016
Melhor Espetáculo
O MAL ENTENDIDO


Melhor Diretor
 EDUARDO KRAEMER
por Cadarço de sapato ou Ninguém está acima da redenção



 Melhor Ator
CASSIANO RANZOLIN
por Dona Flor e seus dois maridos
 (Com Kaya Rodrigues na foto)


Melhor Atriz
FERNANDA PETIT
por O mal entendido



 Categoria Destaque
UTA
pelo processo de criação do espetáculo Dança do tempo



 Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
AFROME



*****
 
10º BRASKEM EM CENA- 2015
Melhor Espetáculo
AS QUATRO DIREÇÕES DO CÉU


Melhor Diretor 
CAMILO DE LÉLIS
por As quatro direções do céu



Melhor Ator
MARCELO ÁDAMS
por Os homens do triângulo rosa


Melhor Atriz
MIRNA SPRITZER
por Língua mãe. Mameloschn


Categoria Destaque
CLÁUDIA DE BEM
pelo desenho de luz e pela cenografia de A vida dele


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
CIDADE PROIBIDA



*****

9º BRASKEM EM CENA- 2014
Melhor Espetáculo
PEQUENAS VIOLÊNCIAS SILENCIOSAS E COTIDIANAS


Melhor Diretor 
IRION NOLASCO
por O estranho cavaleiro
(Carolta Albuquerque, Irion Nolasco e Jezebel de Carli na foto)


Melhor Ator
CASSIANO RANZOLIN
por Pequenas violências silenciosas e cotidianas


Melhor Atriz
LIANE VENTURELLA
por O estranho cavaleiro


Categoria Destaque
MARINA MENDO
pela concepção do espetáculo Miragem



Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
CIRCO DE HORRORES E MARAVILHAS


*****

8º BRASKEM EM CENA- 2013
Melhor Espetáculo
NATALÍCIO CAVALO


Melhor Diretora
CAMILA BAUER
por Estremeço



Melhor Ator
HAMILTON LEITE
por O baile dos Anastácio


Melhor Atriz
THAINÁ GALLO
por A noite árabe



 Categoria Destaque
RAUL VOGES
pela cenografia do espetáculo Casa das especiarias


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
O BAILE DOS ANASTÁCIO



*****

7º BRASKEM EM CENA- 2012
Melhor Espetáculo
BREVES ENTREVISTAS COM HOMENS HEDIONDOS


Melhor Diretora
INÊS MAROCCO
por Incidente em Antares


Melhor Ator
ROBERTO OLIVEIRA
por Um verdadeiro cowboy


Melhor Atriz
MARTINA FRÖHLICH
por Incidente em Antares
 


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
INCIDENTE EM ANTARES



*****

6º BRASKEM EM CENA- 2011
Melhor Espetáculo
WONDERLAND E O QUE M. JACKSON ENCONTROU POR LA


Melhor Diretor
DANIEL COLIN
por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá


Melhor Ator
DENIS GOSCH
por Hotel Fuck: num dia quente a maionese pode te matar



Melhor Atriz
CAROLINA GARCIA
por A tecelã


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
HYBRIS



*****

5º BRASKEM EM CENA- 2010
Melhor Espetáculo
DENTRO FORA


Melhor Diretor
CARLOS RAMIRO FENSTERSEIFER
por Dentro Fora


Melhor Bailarino
EDUARDO SEVERINO
por Dar carne à memória


Melhor Atriz
FERNANDA PETIT
por Solos trágicos


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
MY HOUSE: NUNCA UM LAR FOI TÃO AGITADO



*****

4º BRASKEM EM CENA- 2009
Melhor Espetáculo
O SOBRADO
 


Melhor Diretor
ZÉ ADÃO BARBOSA
por A arca de Noé


Melhor Ator
DANIEL COLIN
por O médico à força e A vida sexual dos macacos


Melhor Atriz
ARACY ESTEVES
por MarLeni


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
O SOBRADO



*****

3º BRASKEM EM CENA- 2008
Melhor Espetáculo
A COMÉDIA DOS ERROS


Melhor Diretora
ADRIANE MOTTOLA
por A comédia dos erros


Melhor Ator
CARLOS ALEXANDRE
por A comédia dos erros
&
HEINZ LIMAVERDE
por A megera domada


Melhor Atriz
SANDRA POSSANI
por A megera domada


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS



*****

2º BRASKEM EM CENA- 2007
Melhor Espetáculo
A MISSÃO


Melhor Diretor
DECIO ANTUNES
por A casa e Mulheres insones



Melhor Ator
ZÉ ADÃO BARBOSA
por Fim de jogo


Melhor Atriz
LUCIANA PAZ
por No vão da escada


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
A TEMPESTADE E OS MISTÉRIOS DA ILHA



*****

1º BRASKEM EM CENA- 2006
Melhor Espetáculo
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO


Melhor Diretora
PATRÍCIA FAGUNDES
por Sonho de uma noite de verão


Melhor Ator
HEINZ LIMAVERDE
por Sonho de uma noite de verão


Melhor Atriz
SANDRA DANI
por Calamidade


Melhor Espetáculo pelo Júri Popular
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

sábado, 10 de outubro de 2015

O GATO DE BOTAS: QUEM DISSE QUE SÓ O CÃO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM?

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Fiquei muito satisfeito e fui surpreendido com O gato de botas, espetáculo para crianças encenado pela Cia de Teatro Menino Tambor. Daiane Oliveira, diretora do espetáculo e autora do texto, alcançou um ótimo resultado na transformação da conhecida fábula do gato de botas, de Charles Perrault, em um dinâmico, divertido e bem executado musical. Quando se fala em teatro musical, vem logo como referência para nós os grandes espetáculos da Broadway (apesar de que Cats, talvez um inspirador para a montagem do Menino Tambor, estreou em 1981 em Londres, antes do grande sucesso que iniciou em Nova York e resto do mundo), mas aqui, sem a megalomania norte-americana, chega-se a uma bela condensação, com o elenco pequeno e carismático dando conta de atuar, cantar e dançar. A esse respeito, convém lembrar que no Brasil, desde o século XIX, portanto antes do boom da Broadway, o teatro musicado é uma preferência nacional. Alguns críticos até justificam a pouca tradição de uma dramaturgia brasileira pelo estrangulamento cometido pelos gêneros musicais desde os anos de 1860, especialmente no Rio de Janeiro, quando as chamadas "peças sérias" foram ofuscadas pela alegria, descompromisso e descontração associados a espetáculos em que o mais importante era entreter as plateias com ritmos "quentes" como maxixe, fandango e samba, sem contar as operetas vienenses aqui reencenadas. Ou seja, no Brasil, o teatro musical está no DNA.
Por opção da encenação, a ênfase recai sobre atuação e canto, ficando a dança um pouco menos ressaltada, apesar do ótimo preparo físico (e vocal! Que lindas suas vozes) principalmente de Guilherme Ferrêra e Lucas Krug. A trilha sonora de Arthur de Faria é excelente, e muito bem executada ao vivo pelo trio que está visível o tempo todo em cena, mas não fossem as canções tão bem entoadas pelo elenco, não se potencializaria, como o foi, a beleza musical (não encontrei os nomes dos músicos, só reconheci Léo Ferlauto).
Em resumo, O gato de botas é um delicioso divertimento, imagino que também para os adultos, já que não infantiliza (no mau sentido) a encenação, não incorre em pieguices nem menospreza a capacidade das crianças de captarem as brincadeiras com a linguagem teatral. Uma bem acabada produção, em todos os sentidos, do elenco bem escolhido aos elementos visuais e sonoros.

 


domingo, 6 de setembro de 2015

MEREDITH MONK & VOCAL ENSEMBLE: THE SOUL'S MESSENGER

Que privilégio poder assistir - e mais do que isso, ouvir - Meredith Monk e seus parceiros de cena, Katie Geissinger, Allison Sniffin e Bohdan Hilash. Os 51 anos de carreira tornaram essa artista, que transita pelo cinema e pela performance com ímpeto e vontade, totalmente dona de seus recursos, que não são poucos. Li, em ambientes virtuais, alguns espectadores comparando o show de Meredith Monk a uma sequência de trinados de pássaros, em clara depreciação ao dificílimo trabalho que assistimos. Será isso insensibilidade ou dificuldade de ultrapassar a barreira do literal e do representativo? Provavelmente ambos, mesclados. As sonoridades produzidas pelo conjunto são tão sofisticadas, desconcertantes e bem executadas que é impossível não se emocionar com a capacidade que nós humanos temos de produzir beleza. Uma beleza abstrata a desses sons que saem de gargantas potentes. Os sons que produziam muitas vezes não eram compostos de palavras compreensíveis. Mas eram, paradoxalmente, repletos de ideias, significados trançados e de camadas que nos levavam a lugares que só uma imaginação aberta e disponível pode perceber e se deleitar.
Para mim, o momento inesquecível foi este, Madwoman's vision, do álbum Book of days, de 1980:
 

domingo, 26 de julho de 2015

CONCENTRAÇÃO

É preciso concentração para montar um espetáculo teatral sem verba. E foco, e crença na arte, e bom humor, e ombros amigos. E cheque especial. Foi o que aconteceu com a equipe do espetáculo Concentração, contemplado com o Prêmio de Incentivo à Pesquisa Teatral no Teatro de Arena, mas que, dada a alarmante situação do Rio Grande do Sul, teve adiada a liberação do dinheiro, por parte da Secretaria da Fazenda (que é quem detém o poder de pagamento) para depois da estreia. A diretora Ana Paula Zanandréa informava, na conversa com o público depois do espetáculo do dia 25 de julho, que finalmente assinara o contrato, e que, se tudo desse certo, o prêmio seria pago em breve.
A foto que ilustra esta postagem, e que está disponível na internet, não representa o que assisti no Teatro de Arena: é certamente uma imagem de divulgação. Os elementos cenográficos e os figurinos sofreram algumas transformações e aperfeiçoamentos em seu acabamento desde esta imagem. Mas o que quero ressaltar é a provável adaptação/subversão às quais as propostas visuais do espetáculo foram obrigadas, em função do atraso no pagamento do prêmio a que a equipe tinha direito.
Visualmente o espetáculo é muito simples, e provavelmente em função da insegurança sobre a verba prometida, optou-se por um emagrecimento das possibilidades, investindo intensamente no trabalho dos atores e na vivacidade da dramaturgia. Em minha opinião, tal investimento foi um acerto, já que é fato que "beleza não põe mesa", mas tenho certeza de que não há artista que não acredite que a beleza é também importante.
A dramaturgia do espetáculo, atribuída ao grupo, adaptou um romance da escritora belga Amélie Nothomb, de 2005, chamado Acide sulfurique. Como não conheço a obra (e mesmo que a conhecesse), sigo o conselho do escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, que defende que em uma adaptação de uma linguagem para outra deve-se ignorar a linguagem e a obra-modelo, e apreciar exclusivamente a obra-fim: esta deve sustentar-se por si, e ser entendida como autônoma em seus procedimentos. Assim, Concentração apresenta-se, dramaturgicamente falando, como uma obra de pernas firmes, fazendo esquecer que se trata de uma versão dramática de uma narrativa épica. A vivacidade e o dinâmico encadeamento das situações, calcadas inteiramente em uma estrutura dramática (e não pós-dramática, como seria uma possível opção), constroem uma coerência muito bem fundamentada e interessante para o espectador.
Confesso que, nos primeiros minutos do espetáculo, temi que a história da prisoneira Zena (atuada por Priscilla Colombi), que é escolhida para ser uma kapo (nos campos de concentração da Alemanha nazista, kapo era o prisioneiro alçado a "gerente" dos outros presos, responsável por manter a ordem e a disciplina, e cobrar produtividade, se fosse o caso), se encaminhasse para uma espécie de sub-Jogos vorazes, em que a heroína surge como a salvação de toda uma sociedade. No entanto, esse temor logo se mostrou infundado, mesmo que a ideia do reality show (tão cara e reincidente em nossos dias, desde o 1984 de George Orwell) seja o motivo principal que faz a história andar. Em Concentração não há uma heroína com um mundo a ser libertado, mas uma denúncia da exploração midiática da miséria e da violência. O show de Truman, filme de Peter Weir, é uma aproximação mais adequada, assim como Estamos no ar, texto teatral do chileno Marco Antonio de la Parra: o "vilão" é a televisão, ou melhor, os executivos que a dirigem.
Pelos motivos financeiros que expus acima, há uma certa dificuldade na concretização de algumas ideias, relacionadas principalmente ao trabalho dos prisioneiros. Se por um lado a solução do barulho das máquinas de costura é eficaz, por outro, os panos manipulados não atingem plena resolução, até pela variedade de cores e tamanhos. A trilha sonora, um pouco prejudicada pelo abafamento do equipamento do teatro, também me parece merecer mais atenção, assim como a concepção e a execução de alguns figurinos.
Para o final, a cereja. O trabalho dos atores, totalmente absorvidos pela insana necessidade de literalmente desdobrar-se em muitos, é o maior destaque. O ritmo cinematográfico de cortes constantes na narrativa, bem como a apresentação de imagens que, em sucessão, nos transportam a diferentes lugares e situações em uma fração de tempo, são ótimas escolhas. O recurso de retroceder a imagem (rewind) várias vezes, de excelente efeito cênico, e a crítica aos castings aos quais os atores se submetem (inclusive o vocabulário utilizado; esta, sem dúvida, uma private joke) são momentos memoráveis. Priscilla Colombi, Miriã Possani, Frederico Vittola, Pedro Nambuco e Sofia Vilasboas, guiados por Ana Paula Zanandréa, demonstram todo o frescor de atores convictos de suas escolhas, e oferecem aos espectadores pulsantes performances. Ana Paula, em sua segunda direção, aponta para um tipo de encenação fortemente calcada na fisicalidade, sem no entanto abandonar a palavra como importante recurso expressivo. Não sei se esse agrupamento de artistas já tem um nome. Se não, merecem ser batizados e têm desde já o compromisso com os espectadores que, como eu, aguardam o amadurecimento e a continuidade artística desse promissor grupo de artistas da cena.

sábado, 18 de julho de 2015

PAMONHA DE ANTON TCHEKHOV


Fomos convidados, a Margarida Peixoto e eu, para atuar na adaptação do conto Pamonha, do genial contista e dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904). A iniciativa foi do Núcleo de apoio pedagógico à educação à distância (NAPEAD) da UFRGS, e tem como meta facilitar o conhecimento de obras representativas da literatura para uma linguagem mais imediata, como é a do audiovisual. O resultado ficou bonito: simples e eficiente.