Marcelo Ádams

Marcelo Ádams

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TEATRO EM PORTO ALEGRE: parte 1- OS ESPETÁCULOS


Os Prêmios Açorianos de Teatro existem desde 1977, e constituem-se na mais importante distinção do teatro de Porto Alegre. O fato de a maioria da produção concentrar-se na capital gaúcha ainda contribui para tornar o Açorianos também a mais importante premiação do teatro em nosso estado. 
Resolvi, portanto, destacar alguns dos premiados no Açorianos de Teatro, para que não só os jovens artistas os conheçam, mas também aqueles que aí estão, há décadas, refresquem a memória e completem as lacunas da memória com um pouco da nossa história. As fontes que consultei às vezes não são tão completas: contribuições são bem vindas. Arte se faz, sim, no presente; mas como diz o senso comum: quem não tem passado, não tem futuro.

VENCEDORES DO PRÊMIO AÇORIANOS DE MELHOR ESPETÁCULO

1977: JOGOS NA HORA DA SESTA, direção de PAULO ALBUQUERQUE

1978: O CASAMENTO DO PEQUENO BURGUÊS, direção de IRENE BRIETZKE

1979: O SENHOR GALINDEZ, direção de PAULO ALBUQUERQUE

1980: SALÃO GRENÁ, direção de IRENE BRIETZKE
1981: LOVE, LOVE, LOVE, direção de LUIZ ARTHUR NUNES

1982: NÃO PENSA MUITO QUE DÓI, direção de JÚLIO CONTE

1983: GRUPO CEM MODOS, direção do GRUPO CEM MODOS
1984: CRÔNICA DA CIDADE PEQUENA, direção de MARIA HELENA LOPES

1985: O PULO DO GATO, direção de DECIO ANTUNES
1986: GASPAR HAUSER, direção de OSCAR SIMCH

1987: OSTAL, direção coletiva da TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ
1988: MAHAGONNY, direção de IRENE BRIETZKE

1989: BELLA CIAO, direção de NESTOR MONASTÉRIO
1990: ANTÍGONA- RITOS DE PAIXÃO E MORTE, direção coletiva da TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ

1991: A HISTÓRIA DO SOLDADO, direção de LUCIANO ALABARSE e MACÁRIO, O AFORTUNADO, direção de CAMILO DE LÉLIS

1992: HOTEL ATLÂNTICO, direção de LUCIANO ALABARSE
1993: DECAMERON, direção de LUIZ HENRIQUE PALESE
1994: MISSA PARA ATORES E PÚBLICO SOBRE A PAIXÃO E O NASCIMENTO DO DR. FAUSTO DE ACORDO COM O ESPÍRITO DO NOSSO TEMPO, direção coletiva da TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ

1995: O PARTURIÃO, direção de NESTOR MONASTÉRIO
1996: O ESTRANHO SENHOR PAULO, direção de CAMILO DE LÉLIS

1997: A BOTA E SUA MEIA, direção de CAMILO DE LÉLIS
1998: BOCA DE OURO, direção de ROBERTO OLIVEIRA

1999: GUETO BUFO, direção de ÉLCIO ROSSINI
2000: MEHRDA, PRESIDENTAS!, direção de CAMILO DE LÉLIS

2001: AUTO DA COMPADECIDA, direção de ROBERTO OLIVEIRA
2002: AOS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS- KASSANDRA IN PROCESS, direção coletiva da TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ

2003: O URSO, direção de DEBORAH FINOCCHIARO
2004: BONECAS À BEIRA DE UM ATAQUE DE RISOS, direção de EDUARDO KRAEMER e ENTRE QUATRO PAREDES, direção de ÉLCIO ROSSINI

2005: DR. QS- QURIOZAS QOMÉDIAS, direção de ROBERTO OLIVEIRA
2006: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, direção de PATRÍCIA FAGUNDES

2007: MEDEIA, direção de LUCIANO ALABARSE
2008: A COMÉDIA DOS ERROS, direção de ADRIANE MOTTOLA

2009: O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO, direção coletiva da TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ
2010: WONDERLAND E O QUE M. JACKSON ENCONTROU POR LÁ, direção de DANIEL COLIN

2011: A TECELÃ, direção de PAULO BALARDIM

2012: O FEIO, direção de MIRAH LALINE

2013: MEDEIA VOZES, direção coletiva da TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ

2014: UM DIA ASSASSINARAM MINHA MEMÓRIA, direção de DECIO ANTUNES  e CARLOTA ALBUQUERQUE

2015: LÍNGUA MÃE. MAMELOSCHN, direção de MIRAH LALINE

2016: RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU PORQUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA, direção de JEZEBEL DE CARLI

2017: PRATA-PARAÍSO, direção de JOÃO DE RICARDO

2018: A MULHER ARRASTADA, direção de ADRIANE MOTTOLA

2019: TOCAR PARAÍSO, direção de JOÃO DE RICARDO

2021: A VÓ DA MENINA, direção de CAMILA BAUER e BRUNO GULARTE BARRETO

2022: O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO- NOSSO RICARDO III, direção de LUCIANO ALABARSE

1023: RAIZ AMARGA- POR QUE ESTA NOITE É DIFERENTE DE TODAS AS OUTRAS?, direção de CLÓVIS MASSA


IMAGENS DE ALGUNS DOS ESPETÁCULOS PREMIADOS

  JOGOS NA HORA DA SESTA


 O CASAMENTO DO PEQUENO BURGUÊS
SALÃO GRENÁ

CRÔNICA DA CIDADE PEQUENA

O PULO DO GATO

GASPAR HAUSER

OSTAL

MAHAGONNY

BELLA CIAO

ANTÍGONA- RITOS DE PAIXÃO E MORTE

A HISTÓRIA DO SOLDADO

MACÁRIO, O AFORTUNADO

DECAMERON

MISSA PARA ATORES E PÚBLICO SOBRE A PAIXÃO E O NASCIMENTO
DO DR. FAUSTO DE ACORDO COM O ESPÍRITO DO NOSSO TEMPO

O PARTURIÃO

O ESTRANHO SENHOR PAULO


A BOTA E SUA MEIA

BOCA DE OURO

GUETO BUFO

MEHRDA, PRESIDENTAS!

AUTO DA COMPADECIDA

AOS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS- KASSANDRA IN PROCESS

O URSO

ENTRE QUATRO PAREDES

DR. QS- QURIOZAS QOMÉDIAS

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

MEDEIA

A COMÉDIA DOS ERROS


O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO

WONDERLAND E O QUE M. JACKSON ENCONTROU POR LÁ

A TECELÃ

O FEIO

MEDEIA VOZES

UM DIA ASSASSINARAM MINHA MEMÓRIA

LÍNGUA MÃE. MAMELOSCHN

 RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU POR QUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA

PRATA-PARAÍSO

 A MULHER ARRASTADA

TOCAR PARAÍSO
 
A VÓ DA MENINA
 
O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO- NOSSO RICARDO III

RAIZ AMARGA- POR QUE ESTA NOITE É DIFERENTE DE TODAS AS OUTRAS?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

AS NÚPCIAS DE TEODORA- 1874, DE IVO BENDER

Em 2000 deu-se a estreia desse texto de Ivo Bender, nos palcos de Porto Alegre. Ivo havia publicado a sua Trilogia Perversa (composta ainda das peças 1941 e 1826) em 1988, mas ainda não vira encenada essa sua versão da tragédia euripidiana Ifigênia em Áulis. Então, o encenador Decio Antunes pôs a mão na massa e trouxe à luz, pela primeira vez, a transcriação que o autor fez para o universo da colonização alemã no interior do RS, tendo como uma das principais figuras a líder messiânica Jacobina Maurer, massacrada, junto com seus seguidores (os pejorativamente chamados Muckers), pelas tropas do exército que desceram do Rio de Janeiro para chacinar dezenas de pessoas inocentes.
A montagem do Decio tinha no elenco, além de mim e do Lisandro Bellotto (ambos na foto acima, de Márian Starosta, sobre a cenografia de Félix Bressan, iluminados por João Acir e vestidos por Daniel Lion), os atores Naiara Harry, Giselle Cecchini, Sérgio Mantovani, Elaine Regina, Evandro Soldatelli, Kiko Medeiros, Hermes Bernardi Jr. e Ana Lara Vontobel. A linda trilha sonora de Flávio Oliveira completava a equipe desse espetáculo ímpar na história do teatro gaúcho, por sua ousadia estética e relevância artística.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MARXISMO, IDEOLOGIA E ROCK'N'ROLL: PRIMEIRAS NOTÍCIAS

A nota acima foi publicada no Segundo Caderno do Jornal Zero Hora de hoje, assinada pelo jornalista Fábio Prikladnicki. São as primeiras informações divulgadas sobre nosso novo espetáculo, que terá direção conjunta de Luciano Alabarse e Margarida Leoni Peixoto: MARXISMO, IDEOLOGIA E ROCK'N'ROLL, a partir do texto do grande dramaturgo Tom Stoppard. As primeiras apresentações ocorrerão de 6 a 9 de junho no Theatro São Pedro, mas a carreira da peça não para por aí: já que a comissão de seleção para a ocupação dos teatros municipais não considerou que essa montagem merecesse ocupar o Teatro Renascença em julho, estamos preparando um outro local para abrigar essa produção, que conta com 15 atores em cena, entre eles este que vos escreve. Mais detalhes sobre o projeto serão divulgados oportunamente.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

GOELA ABAIXO PELOS OLHOS DO DOUTOR

Recebemos mais um presente, desta vez as fotos de GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES? captadas por JÚLIO APPEL, que além de médico é um fotógrafo de incrível sensibilidade. O Júlio conseguiu captar o clima de nosso espetáculo, de uma forma que só os artistas de fato conseguem. Obrigado!
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

GOELA ABAIXO DIAFRAGMA ADENTRO







Roberto Caruso, o fotógrafo responsável pelas imagens acima, já clicou alguns de nossos espetáculos, sempre com muita sensibilidade. Aí está o resultado de mais uma visita ao teatro, desta vez em GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES?.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

UM CERTO CAPITÃO VERISSIMO: A VISÃO DE ANTÔNIO HOHLFELDT


Crítica escrita por Antônio Hohlfeldt, publicada na edição de 25 de janeiro do Jornal do Comércio. O espetáculo analisado, Um certo Capitão Verissimo, do qual faço parte do elenco, estreou em dezembro de 2012 no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, e fez mais duas apresentações em janeiro, no Teatro do Sesc. Deveremos voltar a cartaz em breve, em algum outro teatro de Porto Alegre.

Belo encontro de Deborah com Erico
Antes de embarcar para Mont-pellier, onde agora me encontro, ainda tive tempo de assistir à bela homenagem que a diretora e atriz Deborah Finocchiaro presta ao escritor Erico Verissimo que, como já escrevi em coluna anterior, ainda recente, neste mesmo jornal, se tem tido má sorte no cinema, tem alcançado bons resultados no teatro.
Um certo Capitão Verissimo resulta de uma pesquisa em torno da vida e da obra do escritor de Cruz Alta, mesclando uma seleção de textos do escritor, referências a sua vida e uma série de comentários musicais, o que faz do espetáculo do grupo Companhia de solos & bem acompanhados um trabalho criativo e interessante, na medida em que foge da interpretação canônica do autor, de certo modo renovando-o em sua leitura.
O elenco inclui a própria Deborah Finocchiaro, a quem tenho acompanhado desde a sua formatura no Departamento de Arte Dramática da Ufrgs, sempre exuberante, visceral e profundamente emotiva e emocionante. A seu lado, estão Denise Fontoura e Elaine Regina, Leandro Roos Pires e Marcelo Adams, este em uma série de corporificações verdadeiramente tocantes. Denise Fontoura, com Deborah Finocchiaro, ainda se ocupa das interpretações vocais, alternando-se todos em diferentes instrumentos musicais, o que empresta ao trabalho uma variedade e uma atenção constante do espectador.
A concepção original, da atriz e de Paulo Mauro, que assina a direção, sintetiza na figura do “capitão” a importância e o significado do intelectual Erico Verissimo e do escritor. O final do espetáculo, com a citação de uma passagem inicial de Solo de clarineta, o primeiro volume de suas memórias, não deixa dúvidas sobre o motivo pelo qual os artistas escolheram Erico para este trabalho: sua singular militância, não político-partidária, mas essencialmente humanística, que reconhece e assume a importância e o papel social do escritor, sobretudo em sociedades com grandes diferenças sociais ou que enfrentou ao menos duas ditaduras, como foi o caso de Erico Verissimo. No entanto, o que mais me chamou a atenção, no espetáculo, foi o fato de se ter privilegiado o livro de estreia de Verissimo, o conjunto de contos de Fantoches que, se o escritor não renegou (ao contrário, participou de uma bela edição facsimilada anotada em suas margens por ele mesmo), nem sempre valorizou. É certo que ali está o cerne da trilogia de O tempo e o vento, como eu e outros de seus estudiosos já apontamos. Mas o tratamento dos temas ainda é superficial, pois se trata do aprendizado do escritor. Talvez o que tenha atraído o grupo é que alguns dos textos aparecem na forma dramática, o que, certamente, facilitou a transposição para o palco. Mas há textos fracos, quase anedóticos, apenas, e este é o aspecto menos bem realizado da encenação, mas salvo isso, Finocchiaro e Paulo Mauro seguiram a ojeriza de Erico ao machismo e brincam com o tema, em passagem que me pareceu um pouco forçada, mas que não chega a desarticular o espetáculo.
As composições musicais da própria atriz são inspiradas e revelam outra faceta da artista, quer como compositora, quer como intérprete musical. O cenário de Vicente Saldanha é inspirado e cria um belo clima logo na abertura da cena, enquanto os figurinos e adereços, pesquisados pelo grupo, atendem às necessidades da linha de encenação.  
Das manifestações escritas, expressões do público sobre o trabalho, destacam-se duas: o reconhecimento da importância de Erico e a qualidade do espetáculo. Junto as duas: é importante que Erico não seja esquecido. Importante para nós, bem entendido. É fundamental que as novas gerações descubram e releiam Erico, sempre. Isso fará bem para todos nós. Neste sentido, o grupo liderado por Deborah Finocchiaro está de parabéns.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O SOM AO REDOR: CINEMA BRASILEIRO DE PRIMEIRA

O som ao redor, do cineasta Kleber Mendonça Filho, é, confirmando o que tem sido dito por vários críticos, um dos melhores longas brasileiros dos últimos anos. Jornalista e crítico de cinema nascido em Recife (PE), Mendonça constroi um filme irretocável, valendo-se da simplicidade aparente do roteiro - que retrata (quase documentalmente, por vezes) alguns dias na vida de um número limitado de moradores de uma rua relativamente tranquila de um bairro de classe média de Recife.
O uso constante de demorados planos, com economia de cortes, flagrando as personagens absolutamente brasileiras em suas falas e comportamentos, ao mesmo tempo que têm um quê de teatral (já que é como se víssemos longas cenas de uma peça de teatro), são intensamente cinematográficas, pois a montagem se vale da fragmentação, construindo-se de elipse em elipse, sem facilitar demasiadamente, nem tornar-se hermética. 
Para tornar ainda mais prazeroso o filme, os atores são excelentes, todos. A autenticidade dos diálogos e das relações são um trunfo, e raras vezes vistas com tanta fluência em um filme brasileiro. Para arrematar, uma surpresa: nossa querida atriz gaúcha, Sandra Possani (de espetáculos como Dr. QS- Quriozas Qomédias, Aquelas duas, Auto da Compadecida e Boca de ouro), atualmente morando em Recife, tem uma breve mas marcante participação, demonstrando nas poucas falas que lhe cabem o timing cômico já conhecido.
Um filme imperdível para quem espera algo mais do cinema, que não seja o mergulho em estereótipos e a audiência a caras conhecidas da Rede Globo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

GOELA ABAIXO NA IMPRENSA DE PERNAMBUCO

O Jornal do Commercio de Recife deu ótimo destaque às nossas apresentações de GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES?, durante o 19º Janeiro dos Grandes Espetáculos- Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco.
Em Porto Alegre, dá pra conferir essa comédia de 5 a 10 de fevereiro, no Teatro de Arena, na programação do Porto Verão Alegre 2013.

sábado, 19 de janeiro de 2013

GOELA ABAIXO: APLAUSOS EM RECIFE

As duas apresentações de GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES? em Recife, capital pernambucana, foram incríveis. Nos dias 17 e 18 de janeiro, mostramos à entusiasmada plateia recifense nosso espetáculo, com lotação esgotada. O palco das sessões foi o do lindo Teatro Marco Camarotti, do Sesc Santo Amaro, onde reproduzimos o espaço de arena que temos aqui em Porto Alegre, no nosso amado Teatro de Arena. Quem está em Porto Alegre também terá a oportunidade de conferir nossa já tradicional temporada de verão, de 5 a 10 de fevereiro (terça a domingo, às 21 horas) no Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835), e descobrir porque, há 8 anos, levamos esse espetáculo às plateias do Rio Grande do Sul e do resto do Brasil com absoluta adesão do público.
E para deixar todo mundo ainda mais ansioso, é bom lembrar que temos o apoio da saborosíssima CERVEJA PROVÍNCIA, que fornece a cerveja que é distribuída gratuitamente para ser degustada pelos espectadores enquanto assistem à peça. Quer coisa melhor, no senegalês verão porto alegrense?
 
Maiores informações sobre ingressos em

domingo, 6 de janeiro de 2013

GOELA ABAIXO EM RECIFE

Nota publicada na Contracapa do Segundo Caderno do jornal Zero Hora, comandada pelo ligadíssimo jornalista Roger Lerina, em 5 de janeiro de 2013. A foto é de Elisa Viali.

domingo, 30 de dezembro de 2012

A grandiosidade do mar no cinema

Assisti a dois filmes que estão atualmente em cartaz nos cinemas de Porto Alegre que têm como uma das principais personagens o mar. As aventuras de Pi (de Ang Lee), e O impossível (de Juan Antonio Bayona). O primeiro, baseado no romance de Yann Martel, narra a improvável convivência de um adolescente indiano (o Pi, ou Piscine, do título) com um tigre de bengala em um bote à deriva no oceano. Assisti em 3D, o que dá à experiência um toque ainda mais profundo (e não apenas no sentido visual, mas também filosófico). As aventuras de Pi é um lindo filme, tecnicamente impecável, e que fica à altura das melhores produções dirigidas pelo taiwanês Ang Lee (cujos filmes Razão e sensibilidade (1995), Tempestade de gelo (1997), O tigre e o dragão (2000) e O segredo de Brokeback Mountain (2005) já o colocavam como um dos mais importantes cineastas contemporâneos).
 
Já O impossível baseia-se na história real de uma família espanhola - os Belon - que é vítima do terrível tsunami que devastou a ilha de Pukhet, na Tailândia, em 26 de dezembro de 2004, quando mais de 8000 pessoas morreram. Na produção cinematográfica, os Belon são substituídos por uma família norte-americana (pai, mãe e três filhos). A sequência em que o tsunami invade o litoral tailandês, arrastando tudo e todos, é arrasadora, em todos os sentidos. Naomi Watts, como a mãe, e Ewan McGregor, como o pai, estão incríveis. O menino Tom Holland, que vive o filho mais velho, também está impressionante. Um disaster movie que não se apega apenas à desgraça e no que ela pode render de efeitos especiais; antes, um filme terno e amargo na revelação às personagens de que viver é "um sopro, um minuto", como disse o recentemente falecido Oscar Niemeyer.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

UM CERTO CAPITÃO VERISSIMO

 
Estreia neste 15 de dezembro de 2012, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, o espetáculo teatral UM CERTO CAPITÃO VERISSIMO, que optamos por chamar de "transcriação" de textos do grande escritor gaúcho Erico Verissimo (1905-1975). Erico é o responsável pela obra mais conhecida já produzida por um escritor do Rio Grande do Sul, O tempo e o vento. Em nossa transcriação, que usa muita música também, trabalhamos com fragmentos de livros como Fantoches, O tempo e o vento, Incidente em Antares e Solo de clarineta. Alternando cenas intimistas com outras farsescas e debochadas, procuramos mostrar, também, uma faceta pouquíssimo conhecida de Erico Verissimo: a de dramaturgo. Erico escreveu, em 1932, aquelas que seriam suas únicas incursões na linguagem do teatro, constantes de seu livro Fantoches, e não poderíamos deixar de aproveitar essa oportunidade para revelá-las a um público maior.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

CINCO MANEIRAS DE FECHAR OS OLHOS estreia em cinema de Porto Alegre


Até dia 6 de dezembro de 2012. Sessões às 15h, 17h e 19h no Cine Santander Cultural, em Porto Alegre.

Quatro pessoas tiram suas máscaras após a morte uma jovem. A fábula de uma raposa que encontrou um coelho.

Gênero: ficção
Duração: 77 minutos
Roteiro: Abel Roland, Emiliano Cunha e Filipe Matzembacher
Direção: Abel Roland, Amanda Cosptein, Emiliano Cunha, Filipe Matzembacher e Gabriel Motta Ferreira
Assistência de Direção: Laura Linn e Nina Schwap
Produção: Elisa Petry, Clarissa Milford, Leticia Ribeiro e Diogo Zanella
Direção de Fotografia: Ariane Felix, Guilherme Garcia, Henrique Araujo e Ramon Silvestri
Direção de Arte: Giana Milani, Louisiane Cardoso, Manuela Falcão, Pedro Fanti
Técnico de Som Direto: Kevin Agnes
Montagem: Laura Linn
Desenho de Som: Gabriel Motta Ferreira
Tratamento de imagem: Gabriel Motta Ferreira e Guilherme Bellini
Foto Still: Gabriel Bolfoni
Elenco: Áurea Baptista, Lízia Bueno, Carlos Paixão, Ravel Andrade, Renata de Lélis, Júlio Conte, Gabriel Zoppas, Dani Fogliatto, Rossendo Rodrigues, Luis Franke, Márcia do Canto, Laura Hickmann, Marcelo Adams, Leo Tietboehl, Isadora Pillar, Rafael Sieg, Tatiana Vinhais e Stefano Fialho.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

AU AU!- UMA AVENTURA DE NATAL: a primeira produção para crianças da CIA DE TEATRO AO QUADRADO



A CIA DE TEATRO AO QUADRADO existe há 10 anos, dedicados à criação de espetáculos adultos e à formação de atores através de nossas oficinas de montagem de espetáculo. Nossa trajetória ganha uma nova face neste ano: pela primeira vez produzimos um espetáculo criado especialmente para o público infantil, e em um local nobilíssimo: o Natal Luz de Gramado. Segue o release de divulgação:
 
O Natal Luz há 27 anos celebra na cidade de Gramado, a verdadeira magia da data mais importante do calendário cristão. Para esta 27ª edição, a coordenação do maior evento natalino do Brasil preparou um espetáculo inédito na programação, que promete encantar adultos e crianças. A comédia musical AU AU! – Uma Aventura de Natal inova pelos efeitos visuais, figurinos de luxo e experiências sensoriais. Dirigido por Margarida Leoni Peixoto e com texto de Marcelo Adams, a peça infantil conta as aventuras de uma linda cachorrinha, a Princesa, que luta contra muitos vilões pelo mundo e também fora dele, para salvar o espírito de Natal, que foi quebrado e espalhado pelo Planeta Terra, e cujo último fragmento está na cidade de Gramado.
A inspiração para este espetáculo veio das grandes obras da literatura universal, segundo Marcelo Adams, criador do texto de AU AU! – Uma Aventura de Natal. “Essas grandes obras, muitas vezes, possuem uma estrutura em que o herói ou heroína saem pelo mundo em busca de seu "objeto de desejo" e, para recuperá-lo, vivem muitas e emocionantes aventuras. O cinema aproveitou essa característica, e são inúmeros os filmes em que o protagonista percorre lugares exóticos e corre mil perigos para obter seu prêmio final. A trama de AU AU! – Uma Aventura de Natal tem como inspiração o que de melhor já se fez em histórias de aventura”, relata Marcelo.
No novo espetáculo da programação do 27º Natal Luz de Gramado, dois ingredientes tipicamente brasileiros foram inseridos e pensados para tornar a história, além de emocionante, divertida e engraçada não só para as crianças, mas também para os adultos que as acompanharem ao teatro: o cômico, que aparece nas inusitadas situações e nas personagens cheias de carisma que cruzam o caminho da protagonista Princesa e do elfo Natalino; e o aspecto musical, de grande relevância na trama.
As letras das canções, também compostas por Marcelo Adams, foram criadas com os mais variados ritmos, e ajudam a contar a história de forma dinâmica e bem humorada. “Nessa grande aventura, repleta de magia, Princesa e Natalino correm contra o tempo para juntar os pedaços do Espírito de Natal, que foi quebrado pelo vilão Ligúrio e espalhado pelos mais longínquos lugares imagináveis: no Polo Norte, na Transilvânia, em Marte...O texto celebra o que há de melhor na festa do Natal, e chama a atenção para o poder que ele tem de enternecer os corações e evocar bons sentimentos e ações”, acrescenta Marcelo.
Segundo o criador de AU AU! – Uma Aventura de Natal, o desafio foi dar uma cara atual e cheia de movimento à história, para agradar às crianças de hoje, acostumadas com um mundo veloz e multi facetado. "Acredito que conseguimos atingir esse objetivo, pois a encenação de meu texto, dirigida por Margarida Leoni Peixoto, que coordena uma equipe fantástica, sobre o palco e nos bastidores, está emocionante e engraçadíssima”. O público do 27º Natal Luz pode se preparar para uma experiência inesquecível com este novo espetáculo, conclui Marcelo.

AU AU! UMA AVENTURA DE NATAL
Texto: Marcelo Adams
Direção: Margarida Leoni Peixoto
Trilha sonora: Marcos Chaves
Letras das canções: Marcelo Adams
Coreografias e preparação corporal: Larissa Sanguiné
Figurinos: Cláudio Benevenga
Iluminação: Marga Ferreira
Produção: Cia. de Teatro ao Quadrado
Elenco: Daniel Colin, Fabrizio Gorziza, Lisiane Medeiros, Lucia Bendati, Ursula Collischonn e Vinícius Meneguzzi

Estreia dia 14 de novembro, às 14h.
Local: Palácio dos Festivais (Avenida Borges de Medeiros, 2697 - Centro)
Valor: R$ 25,00. Crianças de até três anos não pagam. Idosos R$ 13,00.
Ingressos à venda: www.ingresso.com.br, televendas Ingresso.com (011 4003 2330) ou nos quiosques selecionados das Lojas Americanas em Porto Alegre e Novo Hamburgo, situados nos seguintes endereços: Quiosque Americanas.com Lindóia Shopping (Av. Assis Brasil, 3522 - Cristo Redentor), Centro (Rua Andradas, 1305), Novo Shopping (Avenida das Nações Unidas, 2001 – Novo Hamburgo).

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO: tudo está bem, quando acaba bem!


Canção final do espetáculo ARTIMANHAS DE SCAPINO, de Molière, dirigido por Margarida Leoni Peixoto. Letra de Marcelo Adams e música de Marcos Chaves, com coreografia de Larissa Sanguiné. As imagens foram feitas por uma querida espectadora, Marília Bressane.
Em cartaz até dia 18 de novembro de 2012, sextas e sábados às 21 horas e domingos às 20 horas. Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575), Porto Alegre.