Marcelo Ádams

Marcelo Ádams

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

UM CERTO CAPITÃO VERISSIMO: A VISÃO DE ANTÔNIO HOHLFELDT


Crítica escrita por Antônio Hohlfeldt, publicada na edição de 25 de janeiro do Jornal do Comércio. O espetáculo analisado, Um certo Capitão Verissimo, do qual faço parte do elenco, estreou em dezembro de 2012 no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, e fez mais duas apresentações em janeiro, no Teatro do Sesc. Deveremos voltar a cartaz em breve, em algum outro teatro de Porto Alegre.

Belo encontro de Deborah com Erico
Antes de embarcar para Mont-pellier, onde agora me encontro, ainda tive tempo de assistir à bela homenagem que a diretora e atriz Deborah Finocchiaro presta ao escritor Erico Verissimo que, como já escrevi em coluna anterior, ainda recente, neste mesmo jornal, se tem tido má sorte no cinema, tem alcançado bons resultados no teatro.
Um certo Capitão Verissimo resulta de uma pesquisa em torno da vida e da obra do escritor de Cruz Alta, mesclando uma seleção de textos do escritor, referências a sua vida e uma série de comentários musicais, o que faz do espetáculo do grupo Companhia de solos & bem acompanhados um trabalho criativo e interessante, na medida em que foge da interpretação canônica do autor, de certo modo renovando-o em sua leitura.
O elenco inclui a própria Deborah Finocchiaro, a quem tenho acompanhado desde a sua formatura no Departamento de Arte Dramática da Ufrgs, sempre exuberante, visceral e profundamente emotiva e emocionante. A seu lado, estão Denise Fontoura e Elaine Regina, Leandro Roos Pires e Marcelo Adams, este em uma série de corporificações verdadeiramente tocantes. Denise Fontoura, com Deborah Finocchiaro, ainda se ocupa das interpretações vocais, alternando-se todos em diferentes instrumentos musicais, o que empresta ao trabalho uma variedade e uma atenção constante do espectador.
A concepção original, da atriz e de Paulo Mauro, que assina a direção, sintetiza na figura do “capitão” a importância e o significado do intelectual Erico Verissimo e do escritor. O final do espetáculo, com a citação de uma passagem inicial de Solo de clarineta, o primeiro volume de suas memórias, não deixa dúvidas sobre o motivo pelo qual os artistas escolheram Erico para este trabalho: sua singular militância, não político-partidária, mas essencialmente humanística, que reconhece e assume a importância e o papel social do escritor, sobretudo em sociedades com grandes diferenças sociais ou que enfrentou ao menos duas ditaduras, como foi o caso de Erico Verissimo. No entanto, o que mais me chamou a atenção, no espetáculo, foi o fato de se ter privilegiado o livro de estreia de Verissimo, o conjunto de contos de Fantoches que, se o escritor não renegou (ao contrário, participou de uma bela edição facsimilada anotada em suas margens por ele mesmo), nem sempre valorizou. É certo que ali está o cerne da trilogia de O tempo e o vento, como eu e outros de seus estudiosos já apontamos. Mas o tratamento dos temas ainda é superficial, pois se trata do aprendizado do escritor. Talvez o que tenha atraído o grupo é que alguns dos textos aparecem na forma dramática, o que, certamente, facilitou a transposição para o palco. Mas há textos fracos, quase anedóticos, apenas, e este é o aspecto menos bem realizado da encenação, mas salvo isso, Finocchiaro e Paulo Mauro seguiram a ojeriza de Erico ao machismo e brincam com o tema, em passagem que me pareceu um pouco forçada, mas que não chega a desarticular o espetáculo.
As composições musicais da própria atriz são inspiradas e revelam outra faceta da artista, quer como compositora, quer como intérprete musical. O cenário de Vicente Saldanha é inspirado e cria um belo clima logo na abertura da cena, enquanto os figurinos e adereços, pesquisados pelo grupo, atendem às necessidades da linha de encenação.  
Das manifestações escritas, expressões do público sobre o trabalho, destacam-se duas: o reconhecimento da importância de Erico e a qualidade do espetáculo. Junto as duas: é importante que Erico não seja esquecido. Importante para nós, bem entendido. É fundamental que as novas gerações descubram e releiam Erico, sempre. Isso fará bem para todos nós. Neste sentido, o grupo liderado por Deborah Finocchiaro está de parabéns.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O SOM AO REDOR: CINEMA BRASILEIRO DE PRIMEIRA

O som ao redor, do cineasta Kleber Mendonça Filho, é, confirmando o que tem sido dito por vários críticos, um dos melhores longas brasileiros dos últimos anos. Jornalista e crítico de cinema nascido em Recife (PE), Mendonça constroi um filme irretocável, valendo-se da simplicidade aparente do roteiro - que retrata (quase documentalmente, por vezes) alguns dias na vida de um número limitado de moradores de uma rua relativamente tranquila de um bairro de classe média de Recife.
O uso constante de demorados planos, com economia de cortes, flagrando as personagens absolutamente brasileiras em suas falas e comportamentos, ao mesmo tempo que têm um quê de teatral (já que é como se víssemos longas cenas de uma peça de teatro), são intensamente cinematográficas, pois a montagem se vale da fragmentação, construindo-se de elipse em elipse, sem facilitar demasiadamente, nem tornar-se hermética. 
Para tornar ainda mais prazeroso o filme, os atores são excelentes, todos. A autenticidade dos diálogos e das relações são um trunfo, e raras vezes vistas com tanta fluência em um filme brasileiro. Para arrematar, uma surpresa: nossa querida atriz gaúcha, Sandra Possani (de espetáculos como Dr. QS- Quriozas Qomédias, Aquelas duas, Auto da Compadecida e Boca de ouro), atualmente morando em Recife, tem uma breve mas marcante participação, demonstrando nas poucas falas que lhe cabem o timing cômico já conhecido.
Um filme imperdível para quem espera algo mais do cinema, que não seja o mergulho em estereótipos e a audiência a caras conhecidas da Rede Globo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

GOELA ABAIXO NA IMPRENSA DE PERNAMBUCO

O Jornal do Commercio de Recife deu ótimo destaque às nossas apresentações de GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES?, durante o 19º Janeiro dos Grandes Espetáculos- Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco.
Em Porto Alegre, dá pra conferir essa comédia de 5 a 10 de fevereiro, no Teatro de Arena, na programação do Porto Verão Alegre 2013.

sábado, 19 de janeiro de 2013

GOELA ABAIXO: APLAUSOS EM RECIFE

As duas apresentações de GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES? em Recife, capital pernambucana, foram incríveis. Nos dias 17 e 18 de janeiro, mostramos à entusiasmada plateia recifense nosso espetáculo, com lotação esgotada. O palco das sessões foi o do lindo Teatro Marco Camarotti, do Sesc Santo Amaro, onde reproduzimos o espaço de arena que temos aqui em Porto Alegre, no nosso amado Teatro de Arena. Quem está em Porto Alegre também terá a oportunidade de conferir nossa já tradicional temporada de verão, de 5 a 10 de fevereiro (terça a domingo, às 21 horas) no Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835), e descobrir porque, há 8 anos, levamos esse espetáculo às plateias do Rio Grande do Sul e do resto do Brasil com absoluta adesão do público.
E para deixar todo mundo ainda mais ansioso, é bom lembrar que temos o apoio da saborosíssima CERVEJA PROVÍNCIA, que fornece a cerveja que é distribuída gratuitamente para ser degustada pelos espectadores enquanto assistem à peça. Quer coisa melhor, no senegalês verão porto alegrense?
 
Maiores informações sobre ingressos em

domingo, 6 de janeiro de 2013

GOELA ABAIXO EM RECIFE

Nota publicada na Contracapa do Segundo Caderno do jornal Zero Hora, comandada pelo ligadíssimo jornalista Roger Lerina, em 5 de janeiro de 2013. A foto é de Elisa Viali.

domingo, 30 de dezembro de 2012

A grandiosidade do mar no cinema

Assisti a dois filmes que estão atualmente em cartaz nos cinemas de Porto Alegre que têm como uma das principais personagens o mar. As aventuras de Pi (de Ang Lee), e O impossível (de Juan Antonio Bayona). O primeiro, baseado no romance de Yann Martel, narra a improvável convivência de um adolescente indiano (o Pi, ou Piscine, do título) com um tigre de bengala em um bote à deriva no oceano. Assisti em 3D, o que dá à experiência um toque ainda mais profundo (e não apenas no sentido visual, mas também filosófico). As aventuras de Pi é um lindo filme, tecnicamente impecável, e que fica à altura das melhores produções dirigidas pelo taiwanês Ang Lee (cujos filmes Razão e sensibilidade (1995), Tempestade de gelo (1997), O tigre e o dragão (2000) e O segredo de Brokeback Mountain (2005) já o colocavam como um dos mais importantes cineastas contemporâneos).
 
O impossível baseia-se na história real de uma família espanhola - os Belon - que é vítima do terrível tsunami que devastou a ilha de Pukhet, na Tailândia, em 26 de dezembro de 2004, quando mais de 8000 pessoas morreram. Na produção cinematográfica, os Belon são substituídos por uma família norte-americana (pai, mãe e três filhos). A sequência em que o tsunami invade o litoral tailandês, arrastando tudo e todos, é arrasadora, em todos os sentidos. Naomi Watts, como a mãe, e Ewan McGregor, como o pai, estão incríveis. O menino Tom Holland, que vive o filho mais velho, também está impressionante. Um disaster movie que não se apega apenas à desgraça e no que ela pode render de efeitos especiais; antes, um filme terno e amargo na revelação às personagens de que viver é "um sopro, um minuto", como disse o recentemente falecido Oscar Niemeyer.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

UM CERTO CAPITÃO VERISSIMO

 
Estreia neste 15 de dezembro de 2012, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, o espetáculo teatral UM CERTO CAPITÃO VERISSIMO, que optamos por chamar de "transcriação" de textos do grande escritor gaúcho Erico Verissimo (1905-1975). Erico é o responsável pela obra mais conhecida já produzida por um escritor do Rio Grande do Sul, O tempo e o vento. Em nossa transcriação, que usa muita música também, trabalhamos com fragmentos de livros como Fantoches, O tempo e o vento, Incidente em Antares e Solo de clarineta. Alternando cenas intimistas com outras farsescas e debochadas, procuramos mostrar, também, uma faceta pouquíssimo conhecida de Erico Verissimo: a de dramaturgo. Erico escreveu, em 1932, aquelas que seriam suas únicas incursões na linguagem do teatro, constantes de seu livro Fantoches, e não poderíamos deixar de aproveitar essa oportunidade para revelá-las a um público maior.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

CINCO MANEIRAS DE FECHAR OS OLHOS estreia em cinema de Porto Alegre


Até dia 6 de dezembro de 2012. Sessões às 15h, 17h e 19h no Cine Santander Cultural, em Porto Alegre.

Quatro pessoas tiram suas máscaras após a morte uma jovem. A fábula de uma raposa que encontrou um coelho.

Gênero: ficção
Duração: 77 minutos
Roteiro: Abel Roland, Emiliano Cunha e Filipe Matzembacher
Direção: Abel Roland, Amanda Cosptein, Emiliano Cunha, Filipe Matzembacher e Gabriel Motta Ferreira
Assistência de Direção: Laura Linn e Nina Schwap
Produção: Elisa Petry, Clarissa Milford, Leticia Ribeiro e Diogo Zanella
Direção de Fotografia: Ariane Felix, Guilherme Garcia, Henrique Araujo e Ramon Silvestri
Direção de Arte: Giana Milani, Louisiane Cardoso, Manuela Falcão, Pedro Fanti
Técnico de Som Direto: Kevin Agnes
Montagem: Laura Linn
Desenho de Som: Gabriel Motta Ferreira
Tratamento de imagem: Gabriel Motta Ferreira e Guilherme Bellini
Foto Still: Gabriel Bolfoni
Elenco: Áurea Baptista, Lízia Bueno, Carlos Paixão, Ravel Andrade, Renata de Lélis, Júlio Conte, Gabriel Zoppas, Dani Fogliatto, Rossendo Rodrigues, Luis Franke, Márcia do Canto, Laura Hickmann, Marcelo Adams, Leo Tietboehl, Isadora Pillar, Rafael Sieg, Tatiana Vinhais e Stefano Fialho.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

AU AU!- UMA AVENTURA DE NATAL: a primeira produção para crianças da CIA DE TEATRO AO QUADRADO



A CIA DE TEATRO AO QUADRADO existe há 10 anos, dedicados à criação de espetáculos adultos e à formação de atores através de nossas oficinas de montagem de espetáculo. Nossa trajetória ganha uma nova face neste ano: pela primeira vez produzimos um espetáculo criado especialmente para o público infantil, e em um local nobilíssimo: o Natal Luz de Gramado. Segue o release de divulgação:
 
O Natal Luz há 27 anos celebra na cidade de Gramado, a verdadeira magia da data mais importante do calendário cristão. Para esta 27ª edição, a coordenação do maior evento natalino do Brasil preparou um espetáculo inédito na programação, que promete encantar adultos e crianças. A comédia musical AU AU! – Uma Aventura de Natal inova pelos efeitos visuais, figurinos de luxo e experiências sensoriais. Dirigido por Margarida Leoni Peixoto e com texto de Marcelo Adams, a peça infantil conta as aventuras de uma linda cachorrinha, a Princesa, que luta contra muitos vilões pelo mundo e também fora dele, para salvar o espírito de Natal, que foi quebrado e espalhado pelo Planeta Terra, e cujo último fragmento está na cidade de Gramado.
A inspiração para este espetáculo veio das grandes obras da literatura universal, segundo Marcelo Adams, criador do texto de AU AU! – Uma Aventura de Natal. “Essas grandes obras, muitas vezes, possuem uma estrutura em que o herói ou heroína saem pelo mundo em busca de seu "objeto de desejo" e, para recuperá-lo, vivem muitas e emocionantes aventuras. O cinema aproveitou essa característica, e são inúmeros os filmes em que o protagonista percorre lugares exóticos e corre mil perigos para obter seu prêmio final. A trama de AU AU! – Uma Aventura de Natal tem como inspiração o que de melhor já se fez em histórias de aventura”, relata Marcelo.
No novo espetáculo da programação do 27º Natal Luz de Gramado, dois ingredientes tipicamente brasileiros foram inseridos e pensados para tornar a história, além de emocionante, divertida e engraçada não só para as crianças, mas também para os adultos que as acompanharem ao teatro: o cômico, que aparece nas inusitadas situações e nas personagens cheias de carisma que cruzam o caminho da protagonista Princesa e do elfo Natalino; e o aspecto musical, de grande relevância na trama.
As letras das canções, também compostas por Marcelo Adams, foram criadas com os mais variados ritmos, e ajudam a contar a história de forma dinâmica e bem humorada. “Nessa grande aventura, repleta de magia, Princesa e Natalino correm contra o tempo para juntar os pedaços do Espírito de Natal, que foi quebrado pelo vilão Ligúrio e espalhado pelos mais longínquos lugares imagináveis: no Polo Norte, na Transilvânia, em Marte...O texto celebra o que há de melhor na festa do Natal, e chama a atenção para o poder que ele tem de enternecer os corações e evocar bons sentimentos e ações”, acrescenta Marcelo.
Segundo o criador de AU AU! – Uma Aventura de Natal, o desafio foi dar uma cara atual e cheia de movimento à história, para agradar às crianças de hoje, acostumadas com um mundo veloz e multi facetado. "Acredito que conseguimos atingir esse objetivo, pois a encenação de meu texto, dirigida por Margarida Leoni Peixoto, que coordena uma equipe fantástica, sobre o palco e nos bastidores, está emocionante e engraçadíssima”. O público do 27º Natal Luz pode se preparar para uma experiência inesquecível com este novo espetáculo, conclui Marcelo.

AU AU! UMA AVENTURA DE NATAL
Texto: Marcelo Adams
Direção: Margarida Leoni Peixoto
Trilha sonora: Marcos Chaves
Letras das canções: Marcelo Adams
Coreografias e preparação corporal: Larissa Sanguiné
Figurinos: Cláudio Benevenga
Iluminação: Marga Ferreira
Produção: Cia. de Teatro ao Quadrado
Elenco: Daniel Colin, Fabrizio Gorziza, Lisiane Medeiros, Lucia Bendati, Ursula Collischonn e Vinícius Meneguzzi

Estreia dia 14 de novembro, às 14h.
Local: Palácio dos Festivais (Avenida Borges de Medeiros, 2697 - Centro)
Valor: R$ 25,00. Crianças de até três anos não pagam. Idosos R$ 13,00.
Ingressos à venda: www.ingresso.com.br, televendas Ingresso.com (011 4003 2330) ou nos quiosques selecionados das Lojas Americanas em Porto Alegre e Novo Hamburgo, situados nos seguintes endereços: Quiosque Americanas.com Lindóia Shopping (Av. Assis Brasil, 3522 - Cristo Redentor), Centro (Rua Andradas, 1305), Novo Shopping (Avenida das Nações Unidas, 2001 – Novo Hamburgo).

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO: tudo está bem, quando acaba bem!


Canção final do espetáculo ARTIMANHAS DE SCAPINO, de Molière, dirigido por Margarida Leoni Peixoto. Letra de Marcelo Adams e música de Marcos Chaves, com coreografia de Larissa Sanguiné. As imagens foram feitas por uma querida espectadora, Marília Bressane.
Em cartaz até dia 18 de novembro de 2012, sextas e sábados às 21 horas e domingos às 20 horas. Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575), Porto Alegre.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO em LAJEADO

ARTIMANHAS DE SCAPINO se apresentará em Lajeado nesta quarta-feira, dia 24 de outubro. Novamente é uma produção da Univates (Universidade do Vale do Taquari), que várias vezes já levou nossos espetáculos para a plateia da região. A apresentação será às 19h30min, no Auditório do prédio 7, e faz parte do 6º Congresso de Ciência e Tecnologia do Vale do Taquari (CCTEC), e é aberta à comunidade, com ingressos a R$ 5 (que barbada!).
Mais informações podem ser obtidas com o Núcleo de Cultura da Univates, pelo telefone (51) 3714-7000, ramal 5362, ou pelo e-mail nucleodecultura@univates.br. A Univates fica na Rua Avelino Tallini, 171 - Bairro Universitário, em Lajeado.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

GOELA ABAIXO com ENTRADA FRANCA no aniversário do Teatro de Arena

GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES? é um espetáculo com uma trajetória intimamente ligada ao Teatro de Arena de Porto Alegre. Começou assim: em 2003, ensaiamos o texto de Václav Havel no palco do Arena, durante o primeiro semestre, estreando em julho daquele ano. O espétáculo tinha um elenco diferente: junto com a Margarida Leoni Peixoto, estava Clóvis Massa, já que eu apenas dirigia a montagem. Em 2005, quando reestreamos, eu passei a dividir a cena com a Margarida, já que o Clóvis estava morando em Paris, à época.
É com grande alegria que retornamos ao Arena nesta data tão especial para o teatro gaúcho: a comemoração dos 45 anos de fundação do Teatro de Arena, inaugurado em 17 de outubro de 1967, no mesmo local onde até hoje se mantém, firme e forte, no alto do Viaduto Otávio Rocha, com o endereço de Borges de Medeiros, 835, Centro Histórico. Jairo de Andrade, figura inestimável na história de nosso teatro, junto de alguns companheiros, construiu com suas próprias mãos o Arena. Uma história linda, e que deve ser sempre relembrada, como exemplo na crença da arte como ação transformadora.
Então, no dia 17 de outubro, às 20 horas, quarta-feira, daremos como presente de aniversário ao Arena e a toda a cidade, uma apresentação de GOELA ABAIXO com ENTRADA FRANCA. A Cerveja Província é nossa parceira, e fornece a cerveja que é distribuída para ser consumida pelos espectadores, durante a peça.
Não perca essa comemoração!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A víuva alegre em Porto Alegre


Em 2004, o Instituto de Cultura Musical da PUCRS montou a opereta vienense A VIÚVA ALEGRE, com direção de Decio Antunes. Foi inesquecível, minha primeira experiência cantando junto com uma orquestra (e que orquestra!). Eu fazia o atrapalhado Niegus, um personagem divertido, um puxa saco. O video aí acima tem a montagem completa. E olha que luxo: eu contracenando com Paulo Szot (que interpreta o Conde Danilo). Paulo Szot foi o primeiro (e único) brasileiro a ter recebido o Tony (maior prêmio do teatro norte-americano, por sua performance no musical South Pacific, em 2008).

domingo, 30 de setembro de 2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Composições cênicas a partir do cinema de David Lynch

No próximo dia 2 de outubro, às 17h30min, eu e Jezebel de Carli conduziremos, durante o 23º Seminário Nacional de Arte e Educação, uma vivência que chamamos de "Composições cênicas a partir do cinema de David Lynch". Como o próprio título da atividade já esclarece, trata-se de um espaço para experimentação, em que os participantes inscritos serão confrontados com trechos de alguns dos filmes do cineasta norte-americano David Lynch para, em seguida, e a partir deles, construir fragmentos cênicos inspirados nas figuras e na atmosfera lyncheana. O Seminário se realiza em Montenegro, e é promovido pela Fundarte (Fundação Municipal de Artes de Montenegro), com a participação do corpo docente da Uergs (eu e Jezebel e outros tantos) e participantes que vêm de todo o Estado do RS e de diversos locais do Brasil. Para quem é fã da poética de Lynch, será uma bela oportunidade de emaranhar-se em suas imagens inquietantes.

TWIN PEAKS:



VELUDO AZUL:



CIDADE DOS SONHOS:



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ARTIMANHAS DE SCAPINO em MONTENEGRO

Nosso espetáculo ARTIMANHAS DE SCAPINO fará, no próximo dia 13 de setembro, às 20h, em Montenegro, sua primeira apresentação fora de Porto Alegre, desde sua estreia, no final de junho. Produzida pelo Sesc Montenegro, dentro do projeto Rio Grande no Palco, a sessão acontecerá no Teatro Therezinha Petry Cardona (Rua Capitão Porfírio, 2141), um belo teatro de cerca de 200 lugares, onde já trabalhei algumas vezes. Estamos na expectativa de como o público do Vale do Caí vai receber essa movimentada farsa de Molière, que tanto vem agradando aos espectadores de Porto Alegre.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Leituras dramáticas de Molière com ENTRADA FRANCA

LEITURAS DRAMÁTICAS COM ENTRADA FRANCA
Serão realizadas, nos dias 27 de agosto e 3 de setembro, no Teatro de Arena, as leituras dramáticas de duas das mais celebradas comédias de Molière, o genial dramaturgo francês que é considerado um dos maiores autores de teatro de todos os tempos. A CIA. DE TEATRO AO QUADRADO oferece, com ENTRADA FRANCA, a oportunidade de conhecer algumas das mais divertidas comédias da dramaturgia universal, com patrocínio da Funarte, através do Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2011:

ESCOLA DE MULHERES, dia 27 de agosto às 20 horas
Conta a história de Arnolfo, um homem de meia-idade que cria, desde a infância, a jovem Inês, para que ela se torne sua esposa quando chegar à idade adulta. No entanto, o amor de Inês pelo belo Horácio frustra os planos de Arnolfo, que fará de tudo para manter o jovem galanteador longe de sua protegida. Situações hilariantes se sucedem, com Arnolfo seguidamente "quebrando a cara".

O BURGUÊS RIDÍCULO, dia 3 de setembro às 20 horas
Monsieur Jourdain é um burguês que deseja, a todo custo, ser aceito nas altas rodas da aristocracia parisiense, e para isso rodeia-se de professores que o ensinam como se comportar e como "refinar-se".



Serviço:
Dias 27 de agosto e 3 de setembro
Horário: 20 horas
Local: Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835, Centro de Porto Alegre)
ENTRADA FRANCA

sábado, 4 de agosto de 2012

Aconteceu perto da sua casa

A palavra inglesa mock, quando adjetivo, significa falso, imitado, simulado. Portanto, mockumentary é um documentário falso. E esse é o nome de um subgênero do cinema, o mockumentário. Já assistimos diversos excelentes filmes com essa premissa, como Um assaltante bem trapalhão (1969) e Zelig (1983), ambos de Woody Allen; e Borat (2006) e Brüno (2009), dirigidos por Larry Charles e estrelados por Sacha Baron Cohen. Isso sem contar a radiofonização de A guerra dos mundos, novela de ficção científica escrita por H. G. Wells, produzida por Orson Welles em 1938, que causou pânico nos EUA, provocando até mesmo suicídios. Um pouco diferentes do mockumentário, mas usando a mesma premissa de uma câmera gravando imagens com a ciência dos "atores", estão A bruxa de Blair (1999), REC (2007), Cloverfield: Monstro (2008), filmes de terror que usam o mesmo recurso de simulação da realidade através de uma câmera que pretensamente grava acontecimentos verdadeiros. E não se pode esquecer da franquia Atividade paranormal, que em seus (até agora) quatro filmes (2007, 2010, 2011 e 2012) usa e abusa da simulação.
Eu mesmo já atuei em um mockumentário (quando ouvi pela primeira vez essa expressão, apesar de já conhecer os filmes que faziam uso dessa forma): o curta metragem Rocco, dirigido por Filipe Matzenbacher. Rocco é a história do rock'n'roll, que no filme é tratado como um ser humano, e reconstituída sua trajetória através de depoimentos de pessoas que o conheceram desde seu nascimento (no sul dos EUA da primeira metade do século XX) até a decadência e aparente renascimento.
Toda essa introdução para falar de uma pequena joia chamada Aconteceu perto da sua casa (França, 1992), dirigida em trio por Rémy Belvaux, André Bonzel e Benoît Poelvoorde. O filme, que recebeu o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes, acompanha uma equipe de documentaristas que registra as atrocidades de um serial killer, como assassinatos e ocultação de cadáveres. De início, os documentaristas registram tudo de forma distanciada (?), sendo, porém, aos poucos inseridos nas matanças, como quando estupram uma mulher em rodízio. Com tudo isso, o filme é uma comédia de humor nigérrimo (li que Quentin Tarantino adora o filme), e que ao mesmo tempo dá um tapa na nossa cara quando chama a atenção sobre a atuação e os limites da mídia. Não é uma discussão gasta, pelo contrário. Com o advento dos reality shows, que não existiam há 20 anos, quando o filme foi feito, a atuação da mídia, que dá corda para que subcelebridades se enforquem (lembrem da polêmica do programa Na moral, da Rede Globo, quando Pedro Cardoso rodou a baiana sobre esse assunto) está mais do que nunca em evidência.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Uma vida melhor

Este Uma vida melhor (direção de Chris Weitz, 2011), colocou o ator mexicano Demián Bichir na lista de cinco candidatos ao último Oscar de Melhor Ator - que perdeu para o francês Jean Dujardin, de O artista.
Bichir é um imigrante mexicano que vive ilegal nos Estados Unidos, trabalhando como jardineiro para sustentar seu filho de 14 anos (perigosamente próximo de se envolver com as gangues de chicanos que infestam Los Angeles). É uma história muito simples, mas com um roteiro muito bem articulado e eficiente em suas poucas reviravoltas. Trata-se de uma odisseia empreendida por esse pai de família em busca de dignidade e "uma vida melhor", como explicita o título do longa. O grande destaque é a atuação de Bichir, magnética e absolutamente convincente. Com economia comovente de recursos, o ator nos conduz à simpatia incondicional por seu périplo pelas ruas muitas vezes pouco amistosas da grande cidade norte-americana. É comovente, também, a crença nos bons valores e na justiça, mesmo quando o mais fácil parece ser ultrapassar a barreira da correção e se deixar levar pela mágoa provocada pela injustiça social.
É um filme obrigatório para quem se interessa pela terrível situação dos imigrantes, que fazem de tudo para alcançar um mítico país de oportunidades. É o que se vê pelo mundo todo, seja com africanos, paquistaneses e indianos, por exemplo, que submetem-se às maiores humilhações para entrar na Europa e tentar recomeçar uma vida mais digna; seja com os mexicanos, que são mortos em grande número nas frustradas tentativas de atravessar para os EUA, guiados pelos "coiotes", os guias mercenários que extorquem muitas vezes tudo que esses pobres coitados têm, por um sonho amargo.

Demián Bichir em cena de Uma vida melhor