Marcelo Ádams

Marcelo Ádams

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mad men

Estamos assistindo agora, em dvd, uma das séries mais elogiadas atualmente na TV norte-americana. Ambientada no mundo da publicidade, nos anos 1960, a série é um primor no desnudamento de costumes que hoje parecem escandalosos, mas que à época eram parte do cotidiano, e portanto não questionados. Vale muito a pena assistir. Algumas curiosidades:
Mad men é detentora de um recorde bastante raro. A série é a única na história da TV a vencer três vezes consecutivas o Emmy e o Globo de Ouro de Melhor Série Dramática. Mad men levou os prêmios nos anos de 2008, 2009 e 2010.
Os cigarros usados na trama são falsos. É lei nos Estados Unidos: atores não podem fumar cigarros de tabaco em seu local de trabalho. Eles fumam cigarros com ervas, mas estudos já revelaram que o mal causado pelos dois tipos de fumo é o mesmo.
A abertura de Mad men é uma homenagem a filmes famosos de Alfred Hitchcock, como Intriga internacional e Um corpo que Cai.

sábado, 28 de janeiro de 2012

O iluminado


Durante muitos anos O iluminado foi o meu filme preferido. Essa obra-prima dirigida por Stanley Kubrick em 1980, a partir do romance de Stephen King, entrou para a história como um dos filmes mais aterrorizantes já feitos. E que não perderá seu pódio jamais, tenho certeza. Kubrick constrói o filme sem apelar para efeitos especiais gratuitos. O domínio dos tempos e da linguagem cinematográfica, sem falar no trabalho extraordinário de Jack Nicholson (e dos outros atores também, mas Jacko é insuperável) fazem de The shining uma experiência inesquecível. Perdi a conta de quantas vezes assisti, e sempre fica a vontade de rever. Como essa cena, uma das mais memoráveis do cinema mundial.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

10 anos de casamento

No dia 27 de janeiro de 2002, eu e a Margarida casamos. Tínhamos ido ao cinema (Guion) assistir a Trapaceiros, dirigido por Woody Allen. Depois da sessão, viemos para a casa dela (que muito em breve seria a minha também) e preparamos juntos um carreteiro delicioso. Não saí mais do endereço em que moramos até hoje. Éramos colegas do DAD, apesar de não da mesma turma, e eventualmente nos encontrávamos. Ficamos mais íntimos mesmo durante as filmagens do longa metragem Noite de São João, dirigido pelo querido Sérgio Silva (que acabou sendo, involuntariamente, nosso padrinho, ao nos reunir como atores no mesmo filme). Como as filmagens aconteciam apenas durantes as escaldantes madrugadas de janeiro de 2002, e como é sabido que em cinema mais se espera do que se filma, tivemos oportunidade de conversar muito. A amizade estava consolidada ao final das filmagens. Daí, veio o amor, que até hoje se mostra forte e companheiro.
Nosso casamento coincidiu com a criação da CIA. DE TEATRO AO QUADRADO, criada por nós dois nesse mesmo ano de 2002, com o espetáculo A SECRETA OBSCENIDADE DE CADA DIA. A SECRETA foi meu trabalho de conclusão em Artes Cênicas- Interpretação Teatral do DAD/UFRGS, posteriormente cumprindo várias temporadas em teatros de Porto Alegre (foi também minha primeira indicação ao Açorianos de Melhor Ator). Desde então, a companhia encenou oito espetáculos, e sempre com o desejo de avançar, mais e mais, em nossa arte.
Estamos muito felizes com essa data simbólica de 10 anos. A década inicial dessa relação tão bonita.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O espião que sabia demais

O título original deste filme, Tinker Tailor Soldier spy, seria excessivamente enigmático para os cinemas brasileiros, eu sei (um filme chamado Funileiro alfaiate soldado espião não se tornaria exatamente um sucesso de público). Mas há um bom motivo para essa junção de palavras aparentemente esdrúxulas: Tinker, Tailor e Soldier são os codinomes de alguns agentes secretos ingleses suspeitos de passarem informações para os soviéticos, durante o auge da Guerra Fria, nos anos 1970. Gary Oldman interpreta George Smiley, um agente aposentado, que é chamado de volta à ativa para descobrir quem é o traidor entre os peixes grandes do Serviço Secreto Britânico. Baseado no romance de espionagem de John le Carré, este filme dirigido pelo cineasta sueco Tomas Alfredson lembra a atmosfera do que havia de melhor em antigos filmes de espionagem (como O espião que veio do frio, de 1965, ou Mistério no Parque Gorky, de 1983). Uma fotografia cinzenta e desglamourizada, linda, associada a um ritmo narrativo angustiante em seu deslizar perigoso e lento, mais atuações precisas, resultam nesse belo exemplar de filme de espionagem. A lista dos melhores de 2011 no Oscar saiu nessa semana, e O espião que sabia demais recebeu três indicações: Melhor ator para Gary Oldman, Melhor trilha sonora e Melhor roteiro adaptado. Vale a pena assistir nos cinemas, agora.

domingo, 22 de janeiro de 2012

GOELA ABAIXO e os 10 anos da CIA. DE TEATRO AO QUADRADO


Neste 2012, a CIA. DE TEATRO AO QUADRADO comemora 10 anos de vida. Para iniciar a comemoração, que trará uma programação variada até o final do ano, voltaremos a cartaz com nosso espetáculo há mais tempo na estrada, GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES?.
Um pouquinho da história dessa peça:
Em 2003 eu e a Margarida Leoni Peixoto já havíamos montado a companhia, que teve como primeiro espetáculo A SECRETA OBSCENIDADE DE CADA DIA, do dramaturgo chileno Marco Antonio de la Parra, estreado no ano anterior. Eu já havia concluído a graduação em Interpretação Teatral no DAD/UFRGS, e solicitara permanência na universidade, para fazer o curso de Direção Teatral. Pois bem, no primeiro semestre de 2003 eu cursava a disciplina Direção III, ministrada pelos professores Irion Nolasco e Inês Marocco, ao lado de colegas como a Margarida, a Camila Bauer (hoje professora do DAD), a Ju Brondani, o Felipe Vieira de Galisteo e o Mauro Menine. A proposta daquele semestre era montar uma peça a partir dos preceitos de Bertolt Brecht, o genial dramaturgo e encenador alemão. A turma toda passou então a procurar uma peça de Brecht que pudesse ser encenada naquele semestre, para aplicar na prática os por vezes obscuros efeitos de distanciamento brechtianos, ou efeitos-V (Verfremdungseffekt). Cada aluno escolheu uma e eu propus não montar uma peça de Brecht, mas uma peça de outro autor na qual pudessem ser experimentados os tais efeitos de estranhamento. Minha inesperada sugestão foi acolhida pelos professores e passei a buscar a tal peça que eu dirigiria.
Há alguns anos, eu travara conhecimento com três peças em um ato do dramaturgo checo Vaclav Havel (quase desconhecido no Brasil, e inédito no Rio Grande do Sul, até porque não havia traduções de suas peças publicadas em nosso país). O Paulo Berton, que fora meu diretor em algumas peças dentro do DAD (e em um trabalho profissional também, o Mockinpott, em 1999), havia descoberto essas peças do Havel em uma revista alemã que havia no Instituto Goethe de Porto Alegre. Como é fluente na língua, o Paulo traduziu as peças e me deu uma cópia. Os títulos traduzidos das três peças (conhecidas como Trilogia Vanek, porque têm como personagem em comum o Ferdinand Vanek, alter-ego de Havel) ficaram sendo Audiência, Vernissage e Protesto. Na busca de um texto que eu gostasse e que tivesse poucas personagens para facilitar o processo de ensaios, reli a Trilogia Vanek e me decidi pela primeira delas, Audiência, ambientada em uma cervejaria checa durante o regime comunista dos anos 1970.
Bem, eu tinha então uma peça com duas personagens masculinas, que em minha opinião era perfeita para aplicar técnicas de distanciamento épico, e não hesitei: convidei a Margarida para interpretar o Mestre-cervejeiro, o decadente algoz de Vanek na peça. Faltava agora um ator para interpretar o próprio Vanek (não poderia ser eu, já que, como aluno, não seria conveniente atuar e dirigir na mesma peça). Convidei então o professor Clóvis Massa, nosso amigo, para atuar. Foi um frisson dentro do DAD, porque até aquele momento não havia acontecido de um professor participar de um trabalho de um aluno, pelo menos dentro da universidade. O Clóvis aceitou e estreamos Audiência em 31 de julho de 2003, no Teatro de Arena de Porto Alegre, em uma apresentação única. O resultado foi tão bom, que várias pessoas comentavam que deveríamos dar continuidade ao espetáculo. Isso não aconteceu naquele momento, mas ao longo dos meses passamos a amadurecer essa ideia.
Em meados de 2004, após a bem sucedida montagem de ESCOLA DE MULHERES, de Molière, que lotava todas as sessões no Teatro de Arena, eu e a Margarida começamos a pensar seriamente na possibilidade de remontar o Audiência. Falamos com o Clóvis e ele ficou super entusiasmado com a possibilidade, mas havia um obstáculo intransponível: Clóvis estava fazendo seu Doutorado, e tinha uma viagem marcada para Paris, onde permaneceria de dezembro de 2004 até o final de março de 2005. E nós tínhamos uma temporada no Arena, com estreia em 2 de abril de 2005. O que fazer? A solução óbvia foi que eu assumiria a personagem de Vanek e faríamos a temporada agendada. Tudo combinado, mas eu queria um título que de alguma forma explicitasse um pouco mais o conflito da peça, já que eu achava Audiência um título pouco atraente comercialmente. Assim, batizei a peça com a denominação atual: Goela abaixo ou Por que tu não bebes?. Um título um pouquinho bizarro, mas de impacto e fácil memorização.
O restante da história é que a peça estreou em 2 de abril de 2005, a Margarida foi indicada ao Prêmio Açorianos de Melhor Atriz, fizemos viagens pelo interior do RS, fomos convidados pelo Renato Ferracini, do Lume, para apresentar a peça em Campinas, participamos do Porto Alegre em Cena e seguimos em cartaz desde então. Perdi a conta do número de apresentações que já fizemos, são muitas. E voltaremos a cartaz no Porto Verão Alegre, como acontece desde que a peça estreou, de 7 a 12 de fevereiro no Teatro de Arena. A partir deste ano, contamos com a parceria da Cerveja Província, que distribuirá a cerveja para os espectadores que forem nos assistir. Esse talvez seja o toque de Midas da peça: o ineditismo dessa distribuição de bebida gratuita, para que o público beba durante o espetáculo. Acredito que, de alguma forma, esse congraçamento envolve atores e espectadores em um momento único de cumplicidade. O sucesso de GOELA ABAIXO está avalizado pelos deuses do teatro (especialmente Dioniso, também o deus do vinho, entendeu a esperteza?).

sábado, 21 de janeiro de 2012

Mockinpott: um dos maiores sucessos da história do teatro gaúcho


As imagens são precárias, não têm som, mas são históricas: no Teatro de Arena de Porto Alegre, em 1975, estreava uma das peças mais importantes da história do teatro gaúcho: MOCKINPOTT, peça do dramaturgo alemão Peter Weiss, dirigida por José Luiz Gomes.
Em 1999, foi a vez desse delicioso texto ser remontado, no Teatro de Arena, com direção de P. R. Berton. No elenco, Marcelo Adams, Lúcia Bendati, Dejayr Ferreira, Tuta Camargo, Simone Buttelli e Rodrigo Ruiz.

A montagem de 1975 nasceu de um convênio com o Instituto Cultural Brasil-Alemanha. Para dirigir o espetáculo, chega a Porto Alegre o espanhol José Luiz Gómez, que vence o prêmio de melhor ator do Festival de Cannes desse ano, pelo filme Pascal Duarte. Ele revoluciona tudo o que os gaúchos pensam sobre teatro. O texto escrito em versos mostra a conscientização de um sujeito pacato e alienado que, por uma sucessão de acontecimentos, torna-se vítima do sistema. E o diretor escolhe o picadeiro de um circo como cenário para contar a história, valorizada pelos figurinos da artista plástica argentina Renata Shussheime e a música do compositor gaúcho Flávio Oliveira, que mistura melodias conventuais da Idade Média com terno-de-reis do folclore gaúcho.
Os ensaios duram até 15 horas consecutivas. Por vezes, o diretor obriga o ator a repetir determinada fala por três horas até que encontre o significado exato. "Mockinpott era um fio de violino, que ele esticou os atores na capacidade máxima e tirou o inacreditável de todo mundo, mas era resultado de muita exigência, de muita disciplina", testemunha Paulo Albuquerque, assistente de direção do espetáculo.
O crítico Luiz Carlos Lisboa faz a mesma avaliação sobre o papel de Gómez: "Ele trabalhou ator por ator, despersonalizou cada um e tornou-os maravilhosos marionetes que soube colocar no contexto da peça".
O rigor do espanhol provoca dois adiamentos da estréia de Mockinpott, até que se desse por satisfeito. Depois de estrear em Porto Alegre, a peça percorre diversas capitais. No Rio de Janeiro, é recomendada com entusiasmo pela Associação Carioca de Críticos Teatrais - ACCT, presidida por Yan Michalski. Mas, em São Paulo, é proibida duas horas antes da estréia, motivando uma ampla campanha nacional contra a censura. Uma comissão integrada por artistas como Raul Cortez, Elis Regina e Ruth Escobar vai a Brasília e consegue sua liberação pelo Ministério da Justiça.

ELENCO DA MONTAGEM DE 1975
Camilo Bevilacqua
Alexandre Zachia
Arthur Dornelles
Carlos Alberto Bandarra
Jairo de Andrade
José Gomes Dias Neto
Luiz Eduardo Crescente
Miguel Ramos
Nena Ainhoren
Nirce Levin

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ifigênia em Áulis + Agamenon: um fragmento agônico


Uma cena da montagem de Ifigênia em Áulis + Agamenon, dirigida em 2011 por Luciano Alabarse. Em cena, Marcelo Adams e Vika Schabbach, e um petit pedaço da Fernanda Petit, que interpretava nossa filha, minha e da Vika. Era bonita essa peça! As imagens foram feitas pelo Cesar Figueiredo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Feliz aniversário Molière!

Em 15 de janeiro de 1622 nascia em Paris, França, Jean-Baptiste Poquelin. Para não desagradar seu pai, que não gostava muito da ideia de ter um filho ligado ao teatro, Jean-Baptiste adotou o pesudônimo de Molière, nome pelo qual ficou conhecido e entrou para a história do teatro. Hoje, completam-se 390 anos do nascimento de Molière, e não surgiu nesse período nenhum homem de teatro tão bem sucedido na comédia quanto esse genial autor, diretor e ator. Molière é sinônimo de riso inteligente, e suas peças são eternas.
Nós da Cia. de Teatro ao Quadrado já incursionamos duas vezes pelo universo molieresco: em 2004, com ESCOLA DE MULHERES

e em 2008 com O MÉDICO À FORÇA

Agora, em 2012, recebemos o Prêmio Myriam Muniz de Teatro, concedido pela Funarte, e vamos montar em Porto Alegre mais uma das deliciosas farsas de Molière, ARTIMANHAS DE SCAPINO

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

INIMIGOS DE CLASSE: estreia em 2 de março no Theatro São Pedro

A foto é de Mariano Czarnobai e Juliana Alabarse.
No elenco de INIMIGOS DE CLASSE estão Marcelo Adams, Denis Gosch, Gustavo Susin, Fabrizio Gorziza, Eduardo Steinmetz, Fernando Zugno, Mauro Soares e Marcello Crawshaw. Direção de Luciano Alabarse e preparação de elenco de Margarida Leoni Peixoto.
A partir de 2 de março levaremos ao São Pedro esse texto de Nigel Williams, que tem como temas a falência do sistema de ensino e um dos assuntos mais debatidos do momento, o bullying. A violência na sala de aula replicando a violência em que o mundo está inserido.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES? no Porto Verão Alegre 2012

De 7 a 12 de fevereiro de 2012 no Teatro de Arena de Porto Alegre
Texto de Václav Havel
Direção de Marcelo Adams
Com Marcelo Adams e Margarida Leoni Peixoto
Distribuição de cerveja da Cerveja Província

domingo, 1 de janeiro de 2012

Uma virada cheia de amor

Não há nada melhor do que passar datas importantes ao lado de quem se ama. Nesta virada para 2012 passamos juntos, novamente, apenas eu e a Margarida, em nossa casa. Não é falta de opção, mas uma escolha consciente: começar um novo ano em paz, com tranquilidade e junto de quem é importante, preparando um ano novo que será para nós inesquecível, cheio de realizações e projetos bem sucedidos.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Ari Ari Ari Dunkon Bomgim Farzin

Em 2012, que os desejos se concretizem, que os reconhecimentos venham, que a felicidade se instale permanentemente.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2011 foi um ano dramatúrgico

Em 2011, três espetáculos de teatro com textos escritos por mim estiveram em cartaz nos palcos de Porto Alegre. Normalmente escrevo duas peças por ano (uma no primeiro e outra no segundo semestre), para serem montadas na Oficina de Montagem de Espetáculo da Cia. de Teatro ao Quadrado, e que são dirigidas pela Margarida Leoni Peixoto, mas neste 2011 ainda tive a felicidade de ter encenada uma peça de teatro para crianças, com direção da Lúcia Bendati:
 
A CÃOFUSÃO- UMA AVENTURA LEGAL PRA CACHORRO
Estreou em abril, e após 12 indicações ao Prêmio Tibicuera, recebeu 5 troféus, incluindo Melhor Espetáculo, se tornando a peça de teatro mais premiada do ano em Porto Alegre (sem contar os 7 troféus recebidos no Fenata, em Ponta Grossa).

PLAZA XAVANTES
Resultado da nossa oficina de montagem de espetáculo, estreou em julho, com um elenco super afinado de alunos-atores. A história se passava em um condomínio de classe média baixa, na periferia de Porto Alegre, mostrando um dia na vida de divertidos e por vezes extravagantes personagens.

RECANTO DO CISNE
Também resultado da Oficina de Montagem de Espetáculo da Cia. de Teatro ao Quadrado, com estreia em dezembro, essa comédia ambientada na clínica geriátrica que dá título à peça contava a história de uma velhinha serial killer que matava suas colegas de internação, em busca de umas famigeradas joias enterradas no quintal.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Teatro ao Quadrado comemora 10 anos em 2012

Matéria publicada no jornal Correio do Povo de hoje, a partir de entrevista com a jornalista Vera Pinto, com foto de Mauro Schaefer:
Grupo celebra dez anos com musical de Molière
Artimanhas de Scapino é o musical farsesco, protagonizado por Marcelo Adams e dirigido por Margarida Leoni Peixoto, que celebra os 10 anos da Cia. Teatro ao Quadrado. Com estreia dia 29 de junho, no Theatro São Pedro, integra o projeto contemplado com o Prêmio Funarte Myriam Muniz, composto por leituras dramáticas de Molière e apresentações de Goela Abaixo.
Um criado esperto, faminto e sedutor elabora estratégias para conseguir seus objetivos, metendo-se em várias confusões. Seus dois patrões pedem que interceda para que consigam seus intentos amorosos. Através das artimanhas que inventa, ele deve enganar os pais das duas mocinhas pelas quais a dupla está apaixonada. "Eles ganham mal, sempre têm fome e são sedutores, então os patrões os usam. Enganam os outros, mas são carismáticos", diz Margarida, que ministra com Marcelo oficinas teatrais regulares, na Cia. de Arte, em turmas mistas dos níveis Iniciante e Intermediário.
Para dar vida a esta trama, inspirada na commedia dell''arte e cujo ponto alto é a fisicalidade, subirão ao palco Claudia Lewis, Luísa Herter, Carlos Cunha Filho, Carlos Paixão, Gustavo Susin, Marcelo Mertins e Vinícius Meneguzzi. Completam a ficha técnica Élcio Rossini na cenografia; Rô Cortinhas, no figurino; Fernando Ochôa, na iluminação; Marcos Chaves, na trilha sonora e Larissa Sanguiné, na coreografia. Mas a parceria do casal não é bem-sucedida apenas na profissão: em 2012 comemoram 10 anos de casamento.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Václav Havel, o autor de Goela abaixo, morreu

 
Faleceu no dia 16 de dezembro, na República Checa, Václav Havel, um dos nomes mais importantes do século na luta pelos direitos humanos. Havel foi presidente daquele país de 1993 a 2003, indicado ao Prêmio Nobel da Paz e autor de várias peças teatrais, poemas e ensaios tratando dos mais variados temas.
Nós da Cia. de Teatro ao Quadrado temos uma admiração enorme pelo legado de Havel, especialmente sua dramaturgia, de qualidade inestimável. O Teatro ao Quadrado apresentou o teatro de Havel aos palcos gaúchos através de duas peças encenadas em Porto Alegre: GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES?, em 2003, e BURGUESES PEQUENOS, em 2006, que ainda permanecem sendo as únicas montagens gaúchas para textos de Havel.
GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES?, aliás, voltará para sua tradicional temporada dentro do Porto Verão Alegre 2012, de 7 a 12 de fevereiro, no Teatro de Arena. O grande diferencial de nossa montagem é que oferecemos cerveja gratuitamente para o público beber enquanto assiste à peça, já que a ação dessa etílica comédia se passa em uma cervejaria.
Estamos em contato com uma conceituada cervejaria do nosso estado para patrocinar a distribuição da cerveja para o nosso público. Assim que fecharmos a parceria, divulgo por aqui.
Estamos de luto pela morte desse grande homem, mas felizes por continuar encenando sua obra, que é autobiográfica, já que Václav Havel trabalhou em uma cervejaria tcheca nos anos 1970, da mesma forma que a personagem que eu interpreto, ao lado de Margarida Leoni Peixoto (maravilhosa como o Mestre-cervejeiro). Em fevereiro tem mais!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

5 maneiras de fechar os olhos

O longa metragem produzido pelos alunos do curso de Produção audiovisual da PUCRS terá uma exibição nesta quinta-feira. Faço parte do elenco, junto de muitos outros atores gaúchos, entre eles Carlos Paixão, Márcia do Canto, Áurea Baptista, Júlio Conte, Luís Franke e Rossendo Rodrigues. Vale a pena conferir, o roteiro é muito bom, e tenho certeza que o filme ficou uma beleza.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Recanto do cisne nos dias 13, 14 e 15 de dezembro


Nos dias 13, 14 e 15 de dezembro, às 20h30min, no Centro Cultural Cia. de Arte (Andradas, 1780- Centro Histórico de Porto Alegre), estará em cartaz o novo espetáculo da Oficina de Montagem de Espetáculo da Cia. de Teatro ao Quadrado, RECANTO DO CISNE, com direção de Margarida Leoni Peixoto para o texto de Marcelo Adams. Desta vez, a história se passa em um casa geriátrica, onde um divertido grupo de idosos tem seu cotidiano abalado por uma série de crimes misteriosos. No elenco, estão os alunos-atores Adriane Guerreiro, Ana Maria Mattos, Daiane Letícia, Fernanda Viale, Flávia Boabaid, Kellen Linhares, Kelly Goebel, Leonardo Covi, Mafalda Panattieri, Maurício Schames, Paula Piussi, Rodrigo Obregon e Sónia Magina. Na ficha técnica constam ainda o cenário de Valéria Verba, a iluminação de Wagner Duarte e a maquiagem de Nikki Goulart.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ariane Mnouchkine entre nós

Não é todo dia que temos a oportunidade de estar ao lado de mentes brilhantes como a da encenadora francesa Ariane Mnouchkine, uma lenda viva da história do teatro. Antes de assitir ao deslumbrante Os náufragos da Louca Esperança, Ariane nos brindou com sua simpatia e disponibilidade para estar junto de mim e da Margarida nessa foto. O espetáculo, como era de se esperar em uma produção do Théâtre du Soleil, beira a perfeição técnica e o virtusiosismo nas atuações. E ainda tematiza o cinema, minha segunda maior paixão após o teatro, e que foi o responsável por eu ter me aproximado das artes cênicas, desde meus tempos de criança.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A cãofusão: 12 indicações ao Prêmio Tibicuera

Recorde de indicações do teatro de Porto Alegre em 2011, A CÃOFUSÃO- UMA AVENTURA LEGAL PRA CACHORRO emplacou 12 nominações no Prêmio Tibicuera de teatro para crianças. Lá vão as indicações:
Melhor espetáculo
Melhor direção: Lúcia Bendati
Melhor dramaturgia: Marcelo Adams
Melhor ator: Ricardo Zigomático
Melhor atriz: Fernanda Petit
Melhor ator coadjuvante: Cassiano Fraga
Melhor ator coadjuvante: Daniel Colin
Melhor atriz coadjuvante: Letícia Paranhos
Melhor trilha sonora: Álvaro RosaCosta
Melhor figurino: Cláudio Benevenga e Zélia Mariah
Melhor iluminação: Fernando Ochôa
Melhor produção: Rodrigo Ruiz
Eu, particularmente, fico muito feliz com minha indicação ao prêmio de Melhor Dramaturgia. A cãofusão é minha primeira peça infantil encenada, e eu não poderia esperar resultado melhor com essa equipe maravilhosa que se juntou para dar vida às minhas personagens. Parabéns a todos, e estou torcendo!